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Futebol Era Neymar na seleção termina com recorde, poucos títulos e fiasco em Copas Danilo Lavieri , Paulo Vinicius Coelho (PVC) , Pedro Lopes e Thiago Rabelo Do UOL, em Nova Jersey (EUA) 05/07/2026 19h48 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Em seu último lance em uma Copa do Mundo, Neymar bateu um pênalti com o jogo praticamente terminado, a seleção brasileira eliminada e ainda conseguiu encontrar uma forma de ser protagonista: provocando Nyland, goleiro da Noruega, que já sorria porque sabia que venceria a partida. A cena final de Brasil 1 x 2 Noruega, pelas oitavas de final, é a imagem final de uma história que teve altos e baixos, fãs e detratores, mas que não deixou ninguém indiferente. Iniciada em 2010, a era Neymar na seleção brasileira chega oficialmente ao fim neste domingo (5), em Nova Jersey. Neste período em que teve o camisa 10 como sua principal estrela, o Brasil conquistou poucos títulos e viveu fracassos dolorosos em Mundiais. Ao longo desse período, Neymar reinou, incontestável, como principal astro do futebol brasileiro. Vestiu a camisa 10 em quatro Copas consecutivas: 2014, 2018, 2022 e 2026. Individualmente, bateu um recorde expressivo: é o maior artilheiro da história da seleção brasileira, com 80 gols em 129 jogos. O último deles marcados nos acréscimos da derrota para os noruegueses. Milly Lacombe Vini, Raphinha, Casemiro: a geração sem personalidade Mauro Cezar Vini bate pênalti mal e não deveria ter cobrado Alicia Klein A Copa do Mundo de Neymar foi um sucesso Alexandre Borges Os riscos de promover provocadores políticos Neymar discute com goleiro da Noruega durante eliminação do Brasil na Copa 2026 Imagem: Catherine Ivill - AMA/Getty Images Esse gol também rendeu ao atacante outra façanha: junto de Pelé, é o único brasileiro a fazer gols em quatro Mundiais diferentes. Coletivamente, ficará como símbolo de uma era de promessas não cumpridas e sonhos não realizados. Neymar foi campeão com a seleção principal apenas uma vez, na Copa das Confederações de 2013. Tem um segundo título importante, com o Brasil Sub-23, nas Olímpiadas de 2016, no Rio de Janeiro, há dez anos. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Ambos pareciam um prenúncio do que poderia estar por vir quando Neymar atingisse de fato seu auge: o primeiro título veio aos 21 anos, o segundo aos 24, ambos antes mesmo da transferência do Barcelona para o PSG, em 2017. Neymar foi protagonista em ambas as conquistas —com a camisa da seleção, sempre se apresentou e assumiu o protagonismo. De 16 em diante, entretanto, lidou com o maior problema de sua carreira: as lesões. Em cada uma das Copas que disputou como protagonista Neymar teve seu desempenho atingido de forma inegável por lesões: da primeira vez, em 2014, por causa da joelhada nas costas do colombiano Zuñiga nas quartas de final— ele ficou fora do fatídico 7 a 1 diante da Alemanha nas semis. Continua após a publicidade Nas Copas seguintes, por problemas crônicos que se repetiram e atingiram também seu desempenho pelo PSG. Em 2018, jogou o Mundial inteiro com dores e problemas no tornozelo direito; em 2022, voltou a lesionar o mesmo tornozelo na estreia da seleção contra a Sérvia, e só voltou nas oitavas de final, contra a Coreia do Sul. Ele chegou a fazer o gol brasileiro nas quartas, diante da Croácia, mas a seleção acabou eliminada nos pênaltis. Em 2026, se apresentou com uma lesão de grau 2 na panturrilha direita e passou toda a preparação e quase toda a primeira fase em tratamento. Fez sua estreia diante da Escócia, no último jogo da fase de grupos, sem ritmo e atuando por apenas 15 minutos. Ficou fora, inclusive, do mata-mata contra o Japão quando o Brasil precisava da virada e viu Martinelli sair como herói do banco. Ao longo de todos esses anos, também sofreu nos clubes. Desde que foi ao PSG, em 2017, nunca passou da marca de 31 jogos em uma temporada. Em 2023 sofreu a lesão mais grave da carreira, ruptura dos ligamentos do joelho esquerdo, e passou mais de um ano sem atuar. Na Champions League, teve em 2015, aos 23 anos, seu único sucesso, ainda no Barcelona. Pelo PSG, bateu na trave em 2020, sendo vice-campeão. A versão que veio a Copa de 2026 já era uma sombra do jogador que Neymar foi, mas, ainda assim, foi convocada pela história e pela influência fora de campo. E vestiu a camisa 10. Os próximos passos da carreira do atacante são desconhecidos. Nos bastidores, pessoas próximas a ele não descartam uma ida a um centro de menor pressão e tradição no futebol, ou até uma aposentadoria. Na seleção brasileira, a era Neymar termina hoje, sem a Copa do Mundo. Continua após a publicidade Por enquanto, o que se sabe é que Neymar encerra o seu ciclo na seleção brasileira. Uma era chega ao fim. Sem todos os títulos e conquistas que ela prometia, em 2010. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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