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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Revelação de Marrocos jogou pela França até março e incendeia quartas Rafael Reis Colunista do UOL 09/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Ayyoub Bouaddi é a principal cara nova de Marrocos na Copa do Mundo-2026 Imagem: Darrian Traynor/Getty Images via AFP Quando França e Marrocos pisarem no gramado em Boston, a partir das 17h (de Brasília), para abrir as quartas de final da Copa do Mundo-2026, boa parte dos olhos se voltarão para Ayyoub Bouaddi. O jovem meia de 18 anos, uma das principais revelações do torneio na América do Norte, passou por todas as seleções francesas de base e chegou até a usar a braçadeira de capitão da equipe sub-21, a última antes do time adulto. Mas, pouco antes do Mundial, surpreendeu ao anunciar sua intenção de trocar de "nacionalidade futebolística" para jogar por Marrocos. E provocou um baita de um incêndio nos bastidores do futebol francês. Juca Kfouri O VAR seletivo e a proteção à Argentina Julio Gomes Marrocos melhorou e jogo é perigoso para a França João Paulo Charleaux Flávio calcula errado, e estratégia sai pela culatra José Paulo Kupfer FMI está mais otimista com o Brasil que os brasileiros Desde que essa decisão foi tomada, o técnico Didier Deschamps tem sido frequentemente questionado sobre supostamente ter demorado a dar oportunidades para o meia, que já tem quase 100 jogos como profissional no Lille (alguns deles na Liga dos Campeões da Europa) e está na mira de gigantes do porte de Arsenal, Real Madrid, Bayern de Munique, Manchester City e Paris Saint-Germain. Classificação e jogos Copa do Mundo Na visão desses críticos, Bouaddi já havia dado indícios de que almejava um futuro na França, país onde nasceu, tanto que ainda jogou pela seleção sub-21 dos Bleus na Data Fifa de março, e só optou por defender Marrocos, terra de origem dos seus familiares, pela falta de perspectiva de se juntar a Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé, Michael Olise e cia. "Quando você tem um jovem assim no Campeonato Francês, que sempre vestiu a camisa das seleções de base, é papel do treinador, da comissão técnica, do presidente da federação e das pessoas ao redor pegarem o telefone e ligarem para ele. Era preciso dizer a Bouaddi que a França contava com ele e que seguiria acompanhando sua evolução para que chegasse à seleção principal", criticou, no início do Mundial, o ex-meia Jérôme Rothen, que hoje trabalha como comentarista para o canal RMC Sports. Às vésperas do confronto entre franceses e marroquinos, quando o assunto voltou à tona e com ainda mais intensidade, Guy Stéphan, auxiliar e braço direito de Deschamps, saiu em defesa do chefe. "Claro que conhecemos o Bouaddi. Ele é um produto puro do sistema de categoria de base da França. Jogou em todas as categorias: sub-16, sub-17, sub-18, sub-20, sub-21 (...). Ele fez uma escolha, e nós a respeitamos. Sei que estou me repetindo, mas ele é um jogador muito bom. E como muitos outros jogadores, ele escolheu representar outro país. Não é a primeira vez e não será a última", disse. "Acontece que temos um bom elenco nessa posição. Quando você tem Tchouaméni, Rabiot, Koné, Kanté e Zaïre-Emery, se eu perguntasse quem tirar do time, não teríamos a mesma resposta. É uma questão de qualidade e quantidade. Mas ele continua sendo um bom jogador." Continua após a publicidade Apesar de só ter estreado pela seleção marroquina no fim de maio, Bouaddi já é titular absoluto da equipe. Ele teve uma grande atuação na estreia na Copa (empate por 1 a 1 com o Brasil) e, mesmo muito jovem, já é o principal responsável por fazer a bola girar no meio-campo do técnico Mohamed Ouahbi. Não é exceção O caso de Bouaddi pode até ser o mais famoso e o que debates mais acalorados têm rendido, mas passa longe de ser o único. Além dele, outros cinco jogadores do elenco de Marrocos na Copa também possuem cidadania francesa. Assim como o camisa 6, os zagueiros Issa Diop e Redouane Halhal também passaram pelas seleções de base dos "Bleus". Já os meias Neil Aynaoui e Samir El Mourabet, assim como o ponta Gessime Yassine, sempre defenderam a equipe africana, apesar de terem nascido na Europa. A atual versão da França não conta com nenhum jogador de raízes marroquina. Mas o time que foi vice-campeão mundial do Qatar-2022 tinha o meia Mattéo Guendouzi, cuja família paterna tem origem na margem sul do Mar Mediterrâneo. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rafael Reis por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Hóspede relata astral de Neymar em resort nos EUA após a Copa do Mundo Exército dos EUA diz ter atacado 90 alvos militares iranianos SP: Suspeito de articular compra de armas do Paraguai para o crime é preso Governo determina expulsão de suposto espião russo preso em Brasília desde 2022 Flu vira e goleia Nova Iguaçu com 2 de Savarino e chances perdidas de Hulk