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Nos pênaltis, Juventude perde para o Grêmio e dá adeus ao sonho do titulo do Gauchão Um dia após a eliminação para o Grêmio na semifinal do Gauchão , o Juventude publicou um comunicado com reclamações contra a arbitragem na partida deste domingo, no Alfredo Jaconi, vencida pelo Tricolor nos pênaltis depois de empate em 1 a 1 no tempo normal. O principal ponto levantado pela nota diz respeito ao gol gremista, marcado por Viery aos 25 minutos do segundo tempo. Na origem da jogada, em cobrança de lateral, Pavon invadiu campo com um dos pés totalmente dentro do gramado, lance considerado irregular (leia mais aqui) . Em campo, a equipe de arbitragem comandada por Rafael Rodrigo Klein não percebeu a irregularidade. O VAR também não chamou o árbitro para revisão, por se tratar de um lance de reinício de jogo. Isto é, o VAR não permite revisar em jogadas desta natureza. 1 de 1
Pavon participou diretamente do gol do Grêmio contra o Juventude — Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA Pavon participou diretamente do gol do Grêmio contra o Juventude — Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA Na nota, o Juventude cita a semifinal do ano passado e a decisão do Gauchão de 2024 como resultados diretamente influenciados por lances irregulares, embora não os tenha detalhado. Ambos foram contra o Grêmio e vencidos pelo rival. Leia a nota do Juventude na íntegra O Esporte Clube Juventude vem a público, mais uma vez, manifestar sua mais profunda insatisfação com os erros de arbitragem verificados no segundo jogo das semifinais do Gauchão 2026, os quais foram determinantes para o resultado final do confronto. Assim como já ocorreu na final do Gauchão 2024 e na semifinal de 2025, ambas contra o mesmo adversário, no jogo de ontem o resultado foi diretamente influenciado por um lance irregular: No gol adversário, que resultou no empate, é absolutamente visível que, na origem da jogada, o atleta posiciona um dos pés claramente dentro do campo de jogo no momento da cobrança do arremesso lateral. O fato torna-se ainda mais grave por ter ocorrido exatamente ao lado do assistente Fagner Bueno Cortes, que não sinalizou a infração. Além desse lance irregular, que resultou no gol da equipe adversária, houve ainda, aos 35 minutos do primeiro tempo, um episódio de agressão fora da jogada praticada por um atleta adversário contra um jogador do Juventude, em lance que sequer foi submetido à análise do VAR. Trata-se de uma ação muito semelhante àquela que culminou na expulsão de um atleta do Juventude no jogo de ida da semifinal, disputado em Porto Alegre. Além dessas irregularidades, ignoradas pela arbitragem, destaca-se um lance questionável ocorrido aos 14 minutos do primeiro tempo, no qual o atleta Marcos Paulo disputa espaço com um marcador, cabeceia a bola, que atinge claramente o braço do adversário. A arbitragem, entretanto, assinalou falta de ataque. Nenhum dos ângulos disponíveis demonstra qualquer movimento claro que justifique tal marcação, o que demandaria uma análise mais criteriosa por parte do VAR. O Esporte Clube Juventude não coloca em xeque a idoneidade das pessoas que comandam o futebol gaúcho. Contudo, espera que, a partir de 2027, fatos como os que vêm se repetindo ano após ano não voltem a ocorrer, evitando que o campeonato seja marcado e manchado por erros de arbitragem determinantes nos resultados das partidas.