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Análise dos Times

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A temporada passada foi, no mínimo, infeliz e azarada para os titulares do Denver Nuggets . Ao menos é esse o recado que a diretoria passa para a próxima campanha na NBA . Manter todo o elenco titular e fazer algumas mudanças no banco mostra que a confiança na espinha dorsal do time segue grande. E que sem lesões a equipe pode ir longe novamente. Mas há uma pressão considerável sobre a franquia, que deve ter essa base pela última temporada. Afinal, os Nuggets estão acima do 2nd apron, faixa salarial que gera as multas e restrições de trocas mais agressivas possíveis em toda a liga. Para piorar, Jokic está no último ano de contrato, o que significa que em 2027/28, se optar por renovar, irá receber um salário ainda maior, comprometendo cada vez mais a folha da equipe. Assim, se as coisas não derem certo rapidamente, talvez o elenco de Denver termine a temporada diferente de como iniciará. Por outro lado, é a mesma base que já fez grandes campanhas nos playoffs, incluindo a do título de 2023, o que dá grande confiança por uma possível repetição. Campanha: 54 vitórias e 28 derrotas Classificação: 3º lugar na Conferência Oeste Nos playoffs: eliminado pelo Minnesota Timberwolves na primeira rodada por 4 a 2 O que aconteceu: os Nuggets começaram a campanha sonhando com o topo da conferência, mas não conseguiram brigar além do segundo escalão de forças do Oeste. Em determinado momento, quando Nikola Jokic sofreu uma lesão e virou desfalque por um mês, havia um temor de queda para a zona do play-in. Não foi o que aconteceu, o time deu um jeito de se segurar entre os seis melhores. Na reta final da temporada regular, emplacou 12 vitórias consecutivas e classificou-se aos playoffs em terceiro. A esperança de que essa sequência fosse o início de uma arrancada que pudesse ameaçar Oklahoma City Thunder e San Antonio Spurs, que disputaram a liderança jogo a jogo, acabou logo na primeira rodada dos playoffs. Mesmo sem o mando de quadra e perdendo Anthony Edwards por lesão no final da série, o Minnesota Timberwolves passou sem sustos e frustrou os Nuggets. Escolhas de Draft: Trevon Brazile (ala-pivô, 35ª escolha) e Bryce Hopkins (ala, 49ª escolha) Quem mais chegou: DeMar DeRozan (ala-armador - Sacramento Kings), Marvin Bagley (ala-pivô - Dallas Mavericks), Ryan Nembhard (armador - Dallas Mavericks), Cam Whitmore (ala - Washington Wizards), Alpha Diallo (ala - Monaco/França), Lonnie Walker (ala - Maccabi Tel Aviv/Israel), Coleman Hawkins (ala - sem time) e Dane Goodwin (ala-armador - sem time) Quem foi embora: Peyton Watson (ala - Cleveland Cavaliers), Tim Hardaway Jr. (ala-armador - Miami Heat), Bruce Brown (armador - New York Knicks), Jalen Pickett (ala-armador - Los Angeles Clippers), Jonas Valanciunas (pivô - Zalgiris/Lituânia) e Curtis Jones (ala-armador - Cleveland Cavaliers) Provável time titular: Jamal Murray, Christian Braun, Cameron Johnson, Aaron Gordon e Nikola Jokic Reservas: Tyus Jones, Ryan Nembhard (armadores), DeMar DeRozan, Dane Goodwin (alas-armadores), Alpha Diallo, Julian Strawther, Spencer Jones, Lonnie Walker IV, Cam Whitmore, Bryce Hopkins, Coleman Hawkins (alas), DaRon Holmes, Zeke Nnaji, Marvin Bagley e Trevon Brazile (alas-pivôs) Técnico: David Adelman Depois de um fim de temporada frustrante, que teve eliminação para um Minnesota Timberwolves que nem precisou tanto assim de Anthony Edwards para avançar, os Nuggets precisaram dar uma reformulada no elenco de apoio. Por questões financeiras, não conseguiram manter Payton Watson, que acabou sendo enviado para o Cleveland Cavaliers. Tim Hardaway Jr e Bruce Brown também saíram. Para não tentar não fazer com que as baixas encurtem as opções a partir do banco de reservas e sobrecarreguem os titulares, a diretoria foi buscar o veterano ala-armador DeMar DeRozan, que até deverá ter minutos ao lado de Nikola Jokic, mas que chega com a principal incubência de comandar a segunda unidade e manter o poder de fogo do ataque quando for necessário descansar as principais armas do elenco. Outras apostas foram o ala-pivô Marvin Bagley, cujo desempenho no Dallas Mavericks na temporada passada dá indícios de que pode ser uma peça de valor em Denver, e o ala Alpha Diallo, que tenta a sorte na NBA depois de ter sido eleito o melhor defensor da Euroliga. A ideia é que essas caras novas, além de gente como Julian Strawther e Spencer Jones, sejam capazes de oferecer ao técnico David Adelman a possibilidade de testar formações diferentes e explorar um elenco profundo ao longo da temporada, com qualidade e gás no tanque o bastante para brigar pelo topo do Oeste e sonhar com o título. Para isso, é claro, também será indispensável que os titulares sofram menos com lesões. "Durante toda a minha carreira, a maior parte dos pontos que fiz foi por meio de muita dificuldade. Ter a oportunidade agora de jogar ao lado de alguém que não só demanda enorme atenção dos defensores adversários, mas que também tem um QI de jogo tão alto para produzir cestas fáceis, é algo que deve facilitar a minha vida." O autor do comentário é DeMar DeRozan, empolgado por agora ser companheiro de Nikola Jokic Quando colocou seu quinteto titular em quadra na temporada passada, os Nuggets tiveram muito sucesso, mais do que a campanha sugere no final das contas. Nos momentos em que Nikola Jokic, Aaron Gordon, Cam Johnson, Christian Braun e Jamal Murray estiveram em quadra juntos, o time registrou 127,0 pontos de eficiência ofensiva e 113,4 pontos de eficiência defensiva, o que dá um saldo de 13,5 pontos. O problema é que essa formação apareceu em apenas 23 dos 82 jogos dos Nuggets ao longo da fase de classificação. Johnson, Braun e, principalmente, Gordon sofreram com lesões e foram desfalques por longos períodos, o que acabou por comprometer consideravelmente a campanha. Se conseguirem ficar mais tempo em quadra e disputarem mais partidas juntos ao longo dos próximos meses, há motivos para sonhar com mais vitórias. O grande medo dos Nuggets é perder Nikola Jokic, que ainda não acertou uma extensão de contrato que o manteria em Denver até o final da temporada 2032/33. Isso só deve acontecer daqui a um ano, e há um ótimo motivo para isso. Se esperar até lá, o sérvio assinaria essa extensão por US$ 360 milhões. Se fizesse agora, o valor seria consideravelmente menor: US$ 278 milhões. Jokic já prometeu que vai renovar. Apesar dessa promessa, a espera ser compreensível e do fato de que nenhum outro time poderia oferecê-lo mais dinheiro, a torcida em Denver só vai ficar realmente tranquila quando essa novela acabar. Até os papéis estarem assinados, muita coisa pode acontecer. A temporada passada já terminou de um jeito desanimador para os Nuggets. Mais um ano distante do primeiro pelotão de forças do Oeste, a depender de como as coisas se desenrolarem, pode despertar no sérvio uma sensação de não estar indo a lugar algum. Se isso acontecer e ele se perceber ainda mais distante de brigar por um novo título, quem garante que ele não muda de ideia no ano que vem e resolve testar o mercado? Nikola Jokic é bem mais do que apenas o principal jogador do Denver Nuggets. O pivô sérvio entra com tranquilidade na conversa sobre os melhores do mundo na atualidade. Basta entrar em quadra com regularidade, sem lesões para atrapalharem e o tirarem de combate por um tempo prolongado, para que ele seja um forte candidato ao prêmio de MVP. Nas últimas seis temporadas, ele ganhou o prêmio três vezes e ficou em segundo lugar em outras três oportunidades. Foi o caso na temporada passada. Shai Gilgeous-Alexander, do Oklahoma City Thunder, acabou ganhando essa corrida. Jokic veio atrás, com uma candidatura impulsionada pelas médias de triplo-duplo: 27,7 pontos, 12,9 rebotes (líder da NBA no quesito) e 10,7 assistências por partida. Ainda mais importante que isso tudo é o impacto que se observa no time. Com Jokic em quadra ao longo da temporada passada, os Nuggets tiveram um saldo de 10,8 pontos a cada 100 posses de bola. Sem ele, esse número caiu para -2,9. Para se ter uma ideia do que isso representa, nenhum outro jogador do elenco teve número negativo nessa estatística. O que só comprova o quanto Jokic é importante e qualquer aspiração dos Nuggets se apoia nele. Christian Braun mostrou crescimento animador em cada um dos três primeiros anos da carreira. No último, deu um passo para trás. As médias de 12,0 pontos e 4,8 rebotes por partida, além do aproveitamento de apenas 30% nas bolas de três, ajudam a mostrar isso. Ele já teve números melhores em cada um desses fundamentos. O fato de ter passado metade do campeonato lesionado é importante de ser lembrado e pode ter afetado essa produtividade. O fato é que Braun já fez mais do que mostrou no último ano. Se conseguir manter-se saudável e retomar o ritmo de antes, tem tudo para contribuir bastante com esse time nos dois lados da quadra. A defesa dele é boa, sobretudo do ponto de vista coletivo. No ataque, corre bastante sem bola e seria útil demais se voltasse a parecer um especialista em três pontos. Os Nuggets ganhariam bastante se essa versão dele voltasse a dar as caras. 4 (alto) - Enquanto tiverem Nikola Jokic em alto nível e um monte de gente em volta dele se mexendo para dar opção de passe o tempo todo, os Nuggets vão continuar sendo um dos times mais legais de se ver. Vale sempre a atenção quando estiver em ação. No cenário mais otimista: DeMar DeRozan mostra que ainda tem qualidade para colaborar em um time de ponta, as principais peças do elenco passam pela temporada sem grandes lesões, e os Nuggets dão um salto em relação ao último ano e decidem com Oklahoma City Thunder ou San Antonio Spurs uma vaga na final de conferência. No cenário mais pessimista: uma corrida mais ou menos parecida com a da temporada passada, em que avançou aos playoffs claramente um degrau ou dois abaixos das grandes potências da conferência e se despediu ainda na primeira rodada. Clique no escudo para ler. Será publicada uma análise por dia até 19/10, véspera da estreia da NBA.