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Re-Pa decisivo da final do Parazão no Dia Internacional da Mulher O técnico Léo Condé foi apresentado oficialmente pelo Remo nesta segunda-feira, dia 9, menos de 24 horas depois do vice-campeonato estadual da equipe, diante do rival Paysandu. O novo comandante da equipe não ficou à beira do gramado no jogo de volta da final do Campeonato Paraense, mas acompanhou o duelo das tribunas do Estádio Mangueirão. 📲 Acesse o canal do ge Pará no WhatsApp Nas primeiras palavras pelo novo clube, o treinador agradeceu ao presidente Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, presente na coletiva, além dos demais membros da diretoria azulina responsáveis pela chegada dele. – Agradeço ao presidente e a todos da diretoria, pela confiança que tem me sido passada desde que foi feito o contato, e a convicção em relação a minha vinda. É um motivo de orgulho e satisfação estar assumindo o comando de um clube tão tradicional, de uma torcida tão apaixonada, e uma responsabilidade muito grande. 1 de 1
Novo técnico do Remo, Léo Condé foi recepcionado pelo executivo de futebol, Luis Vivian, no Aeroporto — Foto: Diogo Puget / Ascom Remo Novo técnico do Remo, Léo Condé foi recepcionado pelo executivo de futebol, Luis Vivian, no Aeroporto — Foto: Diogo Puget / Ascom Remo Veja mais: + Vitor Bueno pede desculpas à torcida do Remo após vice do Parazão: “Perdemos a final no primeiro jogo" Mesmo sem comandar o time em campo, Léo Condé já tirou algumas impressões do elenco que terá à disposição para a sequência da temporada. O treinador considera que o grupo tem qualidade, mas revela que a diretoria segue buscando novos nomes para determinados setores. – É um time que temos de onde tirar [qualidade]. Tem algumas posições que estamos debatendo, e o clube está buscando, desde antes mesmo da minha chegada, em outras estamos bem servidos. Mexeu muito no elenco em relação à temporada passada para essa, o que é natural. Ao mesmo tempo que caras novas devem chegar até o fim da janela de transferências extra, no dia 27 de março, atletas do atual elenco podem estar com os dias contados no Baenão. Segundo Léo Condé, o grupo de jogadores irá conviver com saídas nas próximas semanas, que serão anunciadas pela direção do clube. – É outro ponto que estamos debatendo [enxugar o elenco] desde que eu cheguei, dentro do diagnóstico que fizemos do elenco. Tem algumas posições que temos uma certa carência, e que o clube já está buscando, e em algumas outras tem um certo inchaço. De uma certa forma, já estamos debatendo. Não tenho número mágico, mas tenho sim uma ideia daquilo que preciso no elenco, até para que possamos otimizar o elenco no dia a dia, nos trabalhos, e que todos se sintam fazendo parte do plantel do Remo. No momento certo, a direção vai estar repassando, se tiver que negociar, emprestar, ou qualquer tipo de rescisão. No entendimento do novo técnico azulino, as mudanças no elenco são necessárias para garantir uma disputa competitiva na Série A do Brasileiro. Condé acredita que o time está em “reformulação”, e que precisa encontrar um “time-base” para os próximos jogos. – É uma equipe em processo de construção, reformulação. Não será da noite para o dia, que vamos achar a melhor estruturação como equipe. Cabe a gente, com o pouco tempo de treinamento entre um jogo e outro, passar nossas ideias e estruturar a equipe. Acho que podemos sim fazer uma competição estruturada. Primeiramente, achar uma equipe base, fazer com que ela seja competitiva o quanto antes. Não adianta ter boas peças individuais se não tiver unidade como equipe, esse é o principal ponto. A estreia oficial de Léo Condé pelo Remo já tem data marcada, e será na próxima quinta-feira, dia 12, às 19h, contra o Fluminense, no Estádio Mangueirão, em Belém. E, para o novo comandante, a prioridade do clube é encarar “cada jogo como uma final”, independentemente da competição a ser disputada. – O clube que tem a torcida do tamanho que tem, o jogador tem que entrar em qualquer competição e respeitar a instituição. Eles estão recebendo, ninguém está fazendo favor, eles tem que deixar o melhor em qualquer situação. Independente dos atletas que vamos colocar, seja Campeonato Brasileiro, Copa Norte ou Copa do Brasil, tem que fazer de cada jogo uma verdadeira final . No Brasileiro, cada ponto, para ser conquistado, o grau de dificuldade é muito grande, tem que se entregar ao máximo dentro de campo, é isso que vamos transmitir aos jogadores. Outros pontos da coletiva Razão para não comandar o Re-Pa – Foi uma semana agitada para todos. Para o clube, que fez a opção pela mudança do treinador, para mim também, que de certa forma estava passando por uma situação na minha cidade [Juiz de Fora-MG], estava passando por um momento ruim, e para sair de lá, eu precisava deixar a minha família tranquila, também tinha umas questões pessoais. Durante a negociação, eu precisava deixar a família tranquila em casa, para que eu pudesse vir de corpo e alma assumir o Clube do Remo. Trabalho com auxiliares – Consegui chegar somente na madrugada de sábado [dia 7]. Teve a mudança de treinador, com o Flávio [Garcia, auxiliar permanente], junto com a comissão técnica da casa realizando os treinamentos na semana. Com um dia de treino, eu não ia saber o nome de todo mundo, claro que conheço alguns, já trabalhei ou enfrentei, mas ia ser um choque de gestão muito grande. Mandei meus auxiliares virem para fazer um diagnóstico do clube, atletas. A partir de hoje, que vamos ter o treinamento com os atletas que não jogaram, e a partir de quinta-feira, possamos colocar o máximo possível de ideia que nós temos. Fator casa – Eu vejo capacidade, principalmente jogando aqui dentro de casa, para que seja um fator determinante. Espero que a gente possa conseguir um resultado já na quinta-feira, diante da boa equipe do Fluminense, foi uma das equipes que mais cresceu na reta final do ano passado do Campeonato Brasileiro. Tive a oportunidade de enfrentar [pelo Ceará], perdemos no Rio e vencemos em Fortaleza, é uma boa equipe, mas não é imbatível, dá para jogar, apesar de que fez um grande jogo contra o Flamengo [final do Cariocão]. Apoio do torcedor – Acima de tudo, temos que contar com o apoio do torcedor, principalmente nos jogos aqui em Belém, tem que ser um diferencial nosso, porque no Campeonato Brasileiro o grau de dificuldade é muito elevado, principalmente quando saímos daqui para jogar. Então, a partir de quinta [Fluminense], criar um ambiente favorável. É um momento que o torcedor está machucado, magoado, mas temos que olhar para frente, não dá para ficar lamentando muito, porque o campeonato não te dá margem para esse tipo de situação.