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Entenda a situação do Irã na Copa do Mundo O Irã pode interromper os jogos e deixar o campo em caso de protestos políticos contra o país durante as partidas da Copa do Mundo. A ameaça foi feita nesta quarta-feira pelo ministro de esportes do país Ahmad Donyamali, que alertou a Fifa sobre bandeiras não autorizadas e slogans contra a seleção iraniana. - Informamos à FIFA que, se bandeiras não oficiais forem exibidas ou slogans contra a seleção nacional forem entoados nos estádios onde o Irã jogar na Copa do Mundo, o técnico da equipe será certamente responsável por interromper a partida. Fomos assegurados de que nenhum incidente perturbador ocorrerá no estádio durante a partida contra o Egito - disse Donyamali, referindo-se ao terceiro jogo da equipe iraniana na Copa do Mundo, no dia 27 de junho, à meia-noite (de Brasília), na semana do Orgulho LGBT de Seattle, palco do confronto. Antes o Irã encara Nova Zelândia (15 de junho) e a Bélgica (21 de junho), em Los Angeles. + Veja a tabela completa da Copa do Mundo + Vistos negados, CT trocado e muito mais: a caótica preparação do Irã para a Copa 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google 1 de 1
Seleção do Irã nas Eliminatórias da Copa 2026 — Foto: Noushad Thekkayil/NurPhoto via Getty Images Seleção do Irã nas Eliminatórias da Copa 2026 — Foto: Noushad Thekkayil/NurPhoto via Getty Images A delegação do Irã tem tido dificuldades de todo tipo durante a preparação para a Copa do Mundo por causa do conflito político com os Estados Unidos, um dos anfitriões da competição. A lista inclui a mudança da base de treinamentos para o México, os vistos aprovados de última hora e três amistosos cancelados. + Torcedores do Irã tiveram ingressos para a Copa revogados pelos EUA, diz federação + Irã pede à Fifa para utilizar braçadeira preta em jogo contra o Egito na Copa do Mundo; entenda + Irã poderá entrar nos Estados Unidos na véspera dos jogos da Copa do Mundo + Seleção do Irã tem forte esquema de segurança em Tijuana às vésperas da Copa do Mundo; vídeo Irã treina isolado no México para a Copa em que será recebido com casa cheia nos Estados U Por algumas semanas houve dúvida sobre a própria presença da seleção do Irã na Copa do Mundo , afinal 75% dos jogos do torneio são nos Estados Unidos, e os dois países estão em guerra. O presidente Donald Trump chegou a dizer, em março, que a participação seria "inapropriada, para a própria vida e segurança deles". A presença foi confirmada há apenas um mês, e sob exigências sobre vistos, segurança reforçada e respeito aos símbolos iranianos. Governo Trump informou que a seleção do Irã poderá entrar em território americano apenas 36 horas antes de cada partida Agora, as cenas da seleção iraniana na América do Norte são impactantes: o deslocamento dos jogadores no México é acompanhado por caminhonetes com soldados da Guarda Nacional, de rifles à mostra. Os iranianos só treinam no país porque a burocracia nos EUA atrasou a aprovação de vistos, o que forçou a mudança na preparação. Ingressos revogados A Federação de Futebol do Irã informou que a cota de ingressos destinada a torcedores iranianos foi revogada dias antes do início da Copa do Mundo. O país tem direito a 8% da carga total de seus jogos, mas as reservas teriam sido canceladas nesta semana. A responsabilidade pelos ingressos na operação do Mundial é da Fifa, mas a Federação do Irã reclama que "os Estados Unidos agora tomam ações para dificultar a presença de torcedores iranianos nos estádios”. Leia mais: Seleção iraniana vai poder entrar nos EUA na véspera de cada jogo Irã tem terceiro amistoso cancelado por problemas logísticos Irã pede à Fifa para usar braçadeira preta em jogo da Copa; entenda Guerra no Irã não acabou Por um lado, Estados Unidos e Irã negociam um acordo de paz, mas por outro seguem executando ações militares no Oriente Médio. Na última terça-feira (9), os EUA informaram que um helicóptero militar estadunidense foi derrubado por um drone iraniano na costa do Omã . Donald Trump disse que o país deve “responder”. No dia anterior, o Irã havia ameaçado voltar a atacar bases militares dos EUA na região em retaliação a novos bombardeios em Beirute, a capital do Líbano. Os ataques seriam uma retaliação aos bombardeios que Israel, aliado dos EUA, seguem executando em Beirute, a capital do Líbano. Estados Unidos e Israel estão em guerra contra o Irã desde 28 de fevereiro, quando um ataque surpresa matou líderes iranianos e o então líder supremo do país, Ali Khamenei. A justificativa oficial seria o desenvolvimento de um programa nuclear por parte do Irã. O conflito já passa dos 100 dias.