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Só para assinantes Assine UOL Reportagem O Brasil segue de costas para muitos talentos por falta de política Juca Kfouri Colunista do UOL 13/07/2026 13h00 Deixe seu comentário Matheus Cunha e Bruno Guimarães Imagem: Lucas Figueiredo/CBF Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Nas discussões sobre como retomar o protagonismo mundial da Seleção Brasileira o que mais se fala, e com razão, é a necessidade de investimento na base, da implantação de política nacional futebolística para garimpar e formar talentos, não só com os pés, mas, também, com a cabeça. O descuido é tamanho que basta olhar como é irrisório o aproveitamento dos jogadores que, por exemplo, foram vitoriosos em torneios disputados majoritariamente por jovens. O jornalista Juca Pacheco, assessor de imprensa do treinador André Jardine, medalha de ouro olímpica no Japão 2020, lembra que o próprio técnico não foi valorizado ao ser campeão, obrigado a ir trabalhar no modesto Atlético de San Luis, no México. Ricky Hiraoka Copa foi um dos maiores erros estratégicos da Globo Wálter Maierovitch Carta não revoga domiciliar, mas Flávio pode ser punido Julio Gomes Scaloni tenta desconstruir clima de guerra para jogo Michael França Preguiça dos ricos raramente produz pobreza? Ele precisou explorar outro mercado, e virou o que virou: "Ídolo do América, uma das maiores agremiações do mundo, tricampeão mexicano e técnico mais vencedor da história do clube", observa o jornalista. Vice-campeã, então, a Espanha do técnico Luis de la Fuente, conta com oito jogadores daquela medalha de prata hoje na disputa da Copa do Mundo: Unai Simón, Eric García, Marc Cucurella, Martín Zubimendi, Mikel Merino, Pedri, Dani Olmo e Mikel Oyarzabal. Do ouro brasileiro sobraram apenas dois na Seleção principal: Matheus Cunha e Bruno Guimarães. La Fuente é o atual campeão europeu (2024) e campeão da Liga das Nações (2023), além de semifinalista na Copa-26. A Espanha olímpica, já sem La Fuente, conquistou o ouro em Paris. A França faz trabalho bem-sucedido desde o século passado como iniciativa do Estado e a pequena Noruega já colhe os frutos de iniciativa semelhante. Continua após a publicidade Confiar em geração espontânea como acontecia no século 20 por aqui e aposta perdedora, porque a várzea está em extinção devido à especulação imobiliária, o futebol na praia tem limitação de horários graças ao aumento populacional e escolinha de futebol é só para quem pode pagar. Mas cartolas como Samir Xaud se contentam em ostentar o Rolex que comprou depois de assumir a CBF e promover viagens à custa da entidade para os seus e as suas. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora PP, União, PL e Republicanos lideram 'emendas sem dono', diz relatório Kaká compra apartamento de luxo em Miami por R$ 44 milhões, diz jornal Semifinais da Copa reúnem quatro campeãs e duas rivalidades históricas Justiça condena Bilynskyj por associar PT ao narcotráfico Pai que chutou filha de 3 anos no rosto é indiciado por tortura no PR