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Futebol Copa 2026: Pausa para hidratação decide 40% dos jogos do Mundial Guilherme Padin e Marcelo Belpiede Do UOL e Colaboração para o UOL, em São Paulo 16/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Elenco da Argentina durante a pausa de hidratação da Copa 2026 Imagem: ODD ANDERSEN / AFP Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Muito além de um simples alívio para o calor, as pausas para hidratação foram responsáveis por um grande debate na Copa do Mundo e podem ter mudado a dinâmica de muitos jogos. Os momentos que sucedem os intervalos registraram uma quantidade expressiva de gols nesta edição de 2026. O levantamento feito pela reportagem do UOL indica que 40 dos 102 jogos disputados no Mundial — o equivalente a 39,2% do total de partidas da competição — registraram gols após as duas paradas técnicas que definiram ou alteraram os rumos dos placares. O volume de gols nesses períodos é expressivo: dos 297 anotados em todo o torneio, 74 aconteceram na sequência das interrupções de hidratação e tiveram um peso real nos jogos, representando 24,9% do total de gols na competição. Talvez o treinador possa reavaliar certas situações, corrigir certos erros. Os jogadores descansam um pouco e voltam com força total. Bem, isso é necessariamente ruim? Talvez seja bom Gianni Infantino, presidente da Fifa, que prometeu reavaliar essa experiência para os próximos eventos Sakamoto Trump ataca Brasil e o Pix para tentar eleger Flávio Daniela Lima Aliados de Flávio Bolsonaro minimizam elo com 'Sicário' Arnaldo Ribeiro Espanha é 'favoritaça' mesmo contra a Argentina Gustavo Miller Em defesa do rebranding total da seleção brasileira O retrospecto de Argentina e Bósnia A Argentina lidera a estatística de gols decisivos marcados logo após esses intervalos, como foi possível ver diante da Inglaterra na semifinal. Os sul-americanos anotaram, após as paradas, nove gols que fizeram a diferença em quatro de suas partidas. Os duelos mais marcantes ocorreram em confrontos eliminatórios. Nas quartas de final contra o Egito, a Argentina perdia por 2 a 0 e buscou a vitória com três gols anotados depois das pausas para a reposição de líquidos nos atletas. Na semifinal diante da Inglaterra, uma história semelhante: os atuais campeões mundiais levaram 1 a 0, mas reverteram a desvantagem com dois gols após o intervalo da etapa final. Enzo Fernández celebra gol da Argentina sobre a Inglaterra em duelo da Copa do Mundo Imagem: Shaun Botterill/Getty Images Mesmo tendo aparente benefício com a nova determinação da Fifa, o técnico Lionel Scaloni, da Argentina, chegou a criticar os intervalos para hidratação. Eu diria que agora temos quatro tempos. São três minutos e meio para falar com os jogadores. Tudo o que você tem em mente para o jogo pode mudar nesses 22 ou 23 minutos. Essa coisa de quatro tempos parece irreal Lionel Scaloni No caminho inverso, a Bósnia foi a equipe mais punida com as paralisações. Foram três ocasiões no total: duas ainda na primeira fase — no empate contra o Canadá e na derrota para a Suíça — e a última na segunda fase, quando a equipe acabou eliminada ao sofrer os dois gols da derrota para os Estados Unidos após a pausa. Continua após a publicidade E a seleção de Ancelotti? A seleção brasileira viveu os dois cenários nesta Copa do Mundo. A equipe comandada pelo técnico Carlo Ancelotti registrou gols a seu favor após as paradas em duas ocasiões: no empate contra o Marrocos, ainda na fase de grupos, e na virada sobre o Japão, na segunda fase do torneio. Vini Jr e Bruno Guimarães comemoram gol durante Brasil x Marrocos, partida da Copa do Mundo Imagem: Catherine Ivill - AMA/Getty Images Por outro lado, o Brasil também amargou a condição de vítima dos gols após a interrupção de hidratação nas oitavas de final. Na ocasião, o atacante Haaland marcou duas vezes na reta final da partida, o que decretou a eliminação da equipe brasileira do torneio. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora 50 anos de Fiat: de Tempra a Mobi, veja quais se dão bem e mal no mercado Planalto prevê que governo Trump vai 'pausar' negociações com o Brasil 'Marco lastimável': Planalto acionará reciprocidade ante tarifaço dos EUA Sam Neill morreu de pneumonia, diz agente de ator de 'Jurassic Park' O que explica desejo do Palmeiras por Danilo e como isso afeta Andreas