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Futebol Seleção joga a Copa em nome de 'mil motivos' e um acerto com a história Igor Siqueira e Pedro Lopes Do UOL, no Rio e em Nova Jersey 12/06/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× "A gente já tem mil motivos para correr, ganhamos um a mais", foi um trecho do discurso de lamento do volante Bruno Guimarães após o corte de Wesley, na semana que antecedeu a estreia do Brasil na Copa do Mundo. O dia do jogo contra o Marrocos está as portas. Sábado, às 19h (de Brasília), é a hora de começar a correr para valer. Mas o que, dentro desses mil motivos, é possível identificar na seleção? Quando Neymar falou com os colegas no vestiário, por ocasião do amistoso contra o Panamá, no Maracanã, uma das frases usadas foi: "A gente tem que ter na cabeça, como meta, é fazer história". Thiago Arantes Copa começou com 2 jogos ruins. E será assim mesmo José Fucs A narrativa de que Trump ameaça o Pix não é real Daniela Lima Alcolumbre sinaliza destravar análise da 6x1 Aline Sordili Anthropic monta rede de distribuição para o Claude Por mais que o termo seja um certo clichê no mundo esportivo, essa, de fato, é uma discussão que está em jogo na seleção atual. A história entra na equação porque o Brasil está há 24 anos sem ganhar a Copa do Mundo. Já igualou o jejum antes de 1970 e 1994, até agora o maior vivido pelo Brasil em Copas. Se as coisas derem errado agora, o jejum saltará para 28 anos. O UOL apurou que esse componente está, sim, sendo tema nas conversas dos jogadores e da comissão técnica nos bastidores da seleção. A busca por uma alegria à torcida depois de tantos anos. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês É muito tempo sem ganhar. E mais do que isso: tem uma parcela significativa dessa seleção que sabe só o que é perder. O que acrescenta uma dose de drama e memória traumática. Há 15 remanescentes da última Copa: Alisson, Weverton, Danilo, Marquinhos, Casemiro, Alex Sandro, Lucas Paquetá, Raphinha, Bruno Guimarães, Vini Jr., Martinelli, Fabinho, Ederson, Bremer e Neymar. Oito deles devem ser titulares contra o Marrocos. É uma escolha, se isso será um peso ou não. É uma escolha que cada atleta faz e nós como equipe escolhemos com que isso nos fortaleça. A gente não vai conseguir escolher como vai ser a nossa circunstância, as coisas ao nosso redor, mas a gente tem controle com as nossas decisões, como a gente vai lidar com cada situação. Nós escolhemos aqui que isso nos fortaleça e nos unisse ainda mais. Principalmente os jogadores mais experientes, que em determinados momentos tiveram que assumir uma responsabilidade maior do que um jogador já tem Alisson Continua após a publicidade Há dimensões coletivas e individuais para o aspecto histórico. Neymar, por exemplo, está na "última dança". Já tem três Copas em que lidou com a frustração de ficar pelo caminho. Danilo e Alisson se frustraram em duas e também tratam a competição como última chance. "E eu vou encarar como se fosse a última oportunidade, porque o futuro a Deus pertence. A gente não sabe o que vai acontecer no dia de amanhã", acrescentou o goleiro, que será titular pelo terceiro Mundial consecutivo. Se Neymar e outros jogadores que nasceram em 1992 (como Casemiro) conseguem pelo menos se lembrar do que foi o penta em 2002, a seleção também tem a parcela daqueles que nem do título mais recente conseguem/estavam vivos para se lembrar. Vini Jr tinha dois anos em 2002. Danilo Santos, apenas um. Endrick e Rayan? Longe de nascer — ambos são de 2006. Para os jovens que se viram como gente já durante o jejum, a Copa 2026 é a chance de consolidação, de mostrar a que vieram no futebol. Com mais ou menos badalação na Europa ou na base — vide Igor Thiago —, um título pode catapultá-los à eternidade. Continua após a publicidade E o mister? Carlo Ancelotti também tem sua questão para resolver com a Copa. Como jogador, não foi a 1982 (quando a Itália foi campeã) porque machucou o joelho. Em 1986, foi reserva. Em 1990, começou como titular, mas se lesionou de novo. Em 1994. era assistente técnico da Azzurra que perdeu a final nos pênaltis para o Brasil. Tem muita gente nessa seleção que quer acertar suas contas com a história. Ancelotti até tem contrato renovado para tentar de novo em 2030, independentemente do que aconteça. Mas outros na delegação não terão esse privilégio. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Seleção aposta em base que mais perdeu Copas para evitar o maior jejum Zambelli: Itália cita falta de imparcialidade de Moraes na extradição A narrativa de que Trump ameaça o Pix não resiste à realidade EUA apostam em herança de 1994 para mascarar fracasso da venda de ingressos Tornados perto de Chicago atingem casas e deixam milhares sem luz