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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte A estratégia de defesa do ex-presidente Julio Casares Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 26/07/2026 09h03 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Confiar na Justiça é um pilar da Democracia. É o que resta a Julio Casares, se for inocente, ao São Paulo, no papel de vítima, e à sociedade. A excelente entrevista de Valentin Furlan e Paulo Favero aconteceu seis meses e cinco dias após sua renúncia, que evitou a conclusão de seu processo de impeachment. Casares diz que não é ladrão e que não faria isso de forma tão amadora. É quase como dizer que, se fosse ladrão, seria profissional. ( Julio Casares esclarece que falou de forma a dizer que isto foi uma tentativa de mostrar como as acusações são fantasiosas. Entendido como é o seu pensamento sobre o caso e também de sua defesa ). Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Há outro exercício, quase de semântica, ou de memória, com criminosos punidos por crimes que, julgavam, eram inofensivos. Em 1977, o presidente do Palmeiras, Jordão Bruno Sacomani, foi flagrado durante um período em que retirou dinheiro dos cofres do clube para cobrir déficits de suas empresas particulares. Há cinco décadas, seus amigos defendem que não foi um desfalque, apenas um empréstimo. Detalhe que a retirada não teve aprovação do Conselho Deliberativo, que considerou a atitude anti-institucional e depôs o presidente. Na história, ficou o sugestivo e irônico apelido: Sacô Money, em vez de Sacomani. O presidente não julgava que tinha roubado. Foi deposto pelo crime. Nos áudios de Robinho, publicados pelo UOL , o jogador condenado a nove anos por estupro defendeu-se com a seguinte frase, numa conversa com um amigo que o lembrava de ter forçado a vítima a praticar sexo oral: "Isso não é transar." Santo cinismo, Batman! A Justiça entendeu que sim, óbvio, é relação sexual e foi forçada. Condenou Robinho a nove anos de prisão e a pena foi validada em território brasileiro. Continua após a publicidade Julio Casares diz que teve um problema com seu cartão de crédito após o período da pandemia, justificativa para passar a usar o corporativo. Há seis meses, meu cartão de crédito teve uma suspeita de fraude. Sem reconhecer a compra, o banco cancelou o cartão. Demorou dez dias para receber o novo. Se o ex-presidente do São Paulo, Julio Casares, não é ladrão, como argumenta, se não é ladrão amador ou se não foi profissional, só a Justiça poderá determinar. Neste momento, cabe ao clube não renunciar ao seu papel de vítima e pedir apuração total do caso. A estratégia da defesa, de relatar uma parte da história, não relatar outra por imposição dos advogados, tudo isso está dentro da lei e será compreendido ao final do processo. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro' Gretchen defende novo nariz de Simone após críticas: ?Está lindo? Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump TSE aceita abrir ação de Flávio contra Lula por desfile no Carnaval do Rio