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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Jogador do Bragantino dá show de misoginia, burrice e desonestidade Alicia Klein Colunista do UOL 21/02/2026 21h48 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, celebra gol sobre o São Paulo, nas quartas de final do Paulistão Imagem: Joisel Amaral/AGIF Imaginem se toda vez que um jogador não gostasse da arbitragem ele declarasse: "Pô, tá vendo? É isso que dá deixar homem apitar!" Já ouviu isso? Eu, não. Hoje, de novo, precisamos ouvir um atleta misógino vomitar seu ódio estúpido. Gustavo Marques, revoltado com a eliminação do Red Bull Bragantino, declarou na entrevista pós-jogo: "Tenho que falar da arbitragem. Não adianta a gente jogar contra São Paulo, Palmeiras, Corinthians e eles colocarem uma mulher para apitar um jogo desse tamanho. Ela não foi honesta, pelo que fez. Todo o mérito para o São Paulo, pela camisa, tradição, mas ela puxou para eles. Para ela, o São Paulo foi maior." Não falou no vestiário, na mesa de bar, no pôquer com os brothers . Falou no microfone oficial da transmissão. Sem qualquer vergonha. Juca Kfouri Com o Verdão não tem zebra nem capivara PVC Palmeiras vai à semi com frisson por Jhon Arias Josias de Souza Ataque de Eduardo a Michelle é queda de braço Casagrande Classificação tricolor tem mão do Crespo em jogada Não que importe neste caso, mas cabe dizer: Daiane Muniz foi muito bem na partida. Acertou os lances capitais sem interferência do VAR e não tolerou a pressão que os dois elencos tentaram exercer sobre ela. Com sobriedade, acertou muito mais do que errou. O que nem sempre é o caso em se tratando da arbitragem brasileira. Ao zagueiro do Bragantino faltou inteligência — e honestidade — para reconhecer isso. Quantas vezes Gustavo Marques e seus coleguinhas se sentiram prejudicados pela turma do apito? Quantas vezes indicaram os homens como a fonte de seus problemas? Estatisticamente, eles certamente já sofreram mais pelas mãos de seus pares do que pelas mãos das pouquíssimas árbitras que sobrevivem a esses sistema massacrante. Não importa. As mulheres são sempre a melhor desculpa. São sempre as culpadas. São sempre o saco de pancadas. Figurativa e literalmente. Como se não bastasse a volta do goleiro Bruno e a homenagem que seu time fez a presos suspeitos por estupro coletivo, agora vem essa. O futebol não nos dá um dia de paz. Nenhum único dia. Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Com o Verdão não tem zebra nem capivara, tem Vitor Roque e Arias Palmeiras e São Paulo vão à semi: veja os gols pelos estaduais deste sábado Zé Felipe e João Guilherme vão a Desfile das Campeãs no Carnaval do Rio Palmeira 4 X 0 Capivariano - Campeonato Paulista 2026 Palmeiras goleia com dois de Vitor Roque e avança à semi do Paulistão