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Esporte Futebol Filipe Luís dá razão a protestos após 8 a 0 e faz autocrítica no Flamengo Bruno Braz e Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 03/03/2026 00h28 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Resumo Filipe Luís, técnico do Flamengo Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF O técnico do Flamengo, Filipe Luís, disse que entende o protesto da torcida antes e ao final da goleada por 8 a 0 sobre o Madureira. "Entendo perfeitamente. Gosto de lembrar sempre que eu usava a camisa do Flamengo quando era pequeno, sou torcedor do Flamengo igual a eles. Quando me coloco no cargo de jogador primeiro, é uma escolha de vida, sabia da pressão que era. Um dos meus melhores amigos no futebol, o Diego Ribas vivia essa cobrança. Eu via de longe e quis viver essa torcida, no bom e no ruim. Como treinador, a partir do momento que quis começar aqui e o clube me abriu as portas, eu sabia de tudo. Sei que o torcedor acreditou em mim, me deu muita confiança, convenceu a diretoria a me deixar no cargo. Eu não tenho esse perfil de dar carrinho, gritar, mas tenho o perfil de respeito pelo escudo", disse o treinador, que chegou a ser xingado pela torcida: "Deixei minha alma aqui dentro. Quando o torcedor cobra, ele tem razão. O resultado não está vindo, e ele não está se sentindo representado pela equipe que está jogando. Eu sou o responsável por isso, sei disso. O que fiz muito foi trabalhar mais, evoluir para poder devolver esse carinho em todos esses anos, que foram os mais felizes da minha vida. E sempre quero retribuir o máximo possível. Poderia te dizer que dói, mas não. Eu entendo perfeitamente o torcedor. O que posso fazer melhor ainda para trazê-los para o nosso lado de novo. O que me deixou feliz é que eles protestaram, mas apoiaram muito durante os 90 minutos, e isso refletiu nos jogadores. Quando o jogo acaba tudo é válido". Josias de Souza Trump deixa aliados europeus no escuro Carlos Nobre Soluções para os cortes na energia solar fotovoltaica PVC Jardim e a missão que não cumpriu no Cruzeiro Casagrande BAP & Boto: muita soberba e pouco futebol Autocrítica sobre as decisões erradas que toma. "Sou o cara que mais tem autocrítica, que menos dorme, que mais se cobra. Talvez, a mensagem pós-jogo (após vice para o Lanús, sobre avaliações da torcida e da imprensa) não conectou. Nós, como treinadores... Quando digo que é um bom jogo, dentro das fases do que eu imagino e onde eu queria levar, ele aconteceu. O jogo que eu imaginava, como íamos sair da pressão, empurrar o adversário para dentro da área, onde estavam os espaços. Tudo isso aconteceu. Eu avalio o jogo segundo isso. Como defendemos, como o adversário praticamente não criou, fizeram um gol num erro nosso. Depois, dentro da área deles, cabe aos jogadores fazer a diferença que não fizemos. Tivemos os melhores jogando. Jogaram no primeiro tempo os que eu achava que eram os melhores, depois entrou um banco com o melhor elenco da América, e os jogadores não estavam em um dia tão fino, a bola, não sei". Odeio perder, odeio perder, tenho muita dificuldade de lidar com a derrota. Sempre foi assim, não consigo dormir, fico dias amargurando as derrotas. Eu erro, não tenho problema nenhum de assumir. Falo perfeitamente que sou o responsável. Já disse outras vezes: talvez o torcedor goste mais desse perfil de jogador que dá carrinho (enérgico), que conecta mais. Eu sou um perfil diferente, mas me conecto com o torcedor de outra forma. Filipe Luís Filipe ainda avaliou Lucas Paquetá na função de Arrascaeta. "Efetivamente acho que hoje foi o dia que senti ele mais confortável dentro do campo. Com movimentos muitos naturais, direção ao gol, jogador vertical, jogador determinante, que na área leva muito perigo, atacando espaço, condução, finalização, cabeceio... Senti ele no lugar onde pode ser mais confortável. É a mesma posição que jogou o Carrascal, mas por ter a perna natural facilita muito o jogo dele, com a força física, pode ser a posição ideal para ele. Temos que tentar encaixar esse quebra-cabeça e colocar os melhores dentro do campo". Os quatro gols de Pedro. "A confiança faz parte disso. O Pedro é um jogador determinante e que vem jogando. Parece muitas vezes que o treinador está contra o Pedro porque ele não joga, mas não é assim. Jogou contra o Corinthians, jogou contra o Lanús, mas o Pedro também tem o direito de não estar no seu nível, assim como todos os outros. Eu, mais do que ninguém, quero o melhor Pedro do mundo. Por isso que ele jogou 90 minutos contra o Madureira porque eu quero que ele recupere a confiança, atacante vive de gol. A partir do momento que entrou o primeiro, os outros foram mais fáceis. Ele está em busca de retomar o melhor nível dele para ajudar a equipe". O que mais Filipe Luís disse Janela sem novo camisa 9 Continua após a publicidade "Temos um elenco ultra, super competitivo. Claro que tem que demonstrar logo, mas somos o melhor elenco da América. Temos um elenco muito bom, ainda mais com as chegadas de Andrew, Vitão e Paquetá. Se fechar assim mesmo estamos muito bem servidos". Pediu um centroavante? "Temos centroavante. Claro que estamos procurando desde o ano passado, estamos no mercado avaliando, até para criar essa concorrência interna que eleva muito o nível dos jogadores, para que possam crescer ainda mais. Não é uma tarefa fácil, acompanhei bastante esse processo. Mas acredito que com o Pedro recuperando o nível... Vimos onde ele deixou a régua no ano passado até ele fraturar o braço na fase final. Jogo contra o Palmeiras, o Botafogo, onde ele fez a diferença. Na hora que recuperar esse nível, não tenho nenhuma dúvida de que é "o" jogador. Outros podem jogar ali, como Bruno Henrique, Plata. O Paquetá também já fez essa função, Wallace (Yan) também faz ali. Estamos servidos na posição. O Flamengo está sempre buscando os melhores jogadores. Não só porque esse é, na minha visão, o melhor elenco, que tem que parar por aí. Temos que sempre evoluir". Fluminense "É um adversário muito difícil, nos últimos anos sempre foram jogos complicados para o Flamengo. Nós também somos complicados para eles, é um clássico muito igualado pela rivalidade e pelo que representa no Rio de Janeiro. Vai ser a primeira vez que vamos ter cinco dias para treinar com o grupo todo. Isso é fundamental para que possamos fazer vários tipos de treinamento que não tivemos tempo para fazer, e chegarmos o melhor possível nesse jogo. Que possamos chegar na nossa melhor forma física e mental depois dessa vitória de hoje para podermos fazer um grande jogo. E, tomara, vencer essa final, que é muito importante para todos nós". 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