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Portugal 2 x 1 Croácia | Melhores momentos | 2ª rodada | Copa do Mundo 2026 A tecnologia foi crucial para a classificação de Portugal às oitavas de final da Copa do Mundo nesta quinta-feira, com a vitória por 2 a 1 sobre a Croácia, em Toronto, no Canadá. Os portugueses saíram perdendo e buscaram o empate em um pênalti marcado pelo VAR. Depois que viraram o jogo, nos minutos finais viram os croatas empatarem de novo, mas o gol foi anulado também com participação decisiva do árbitro de vídeo. + Veja todos os confrontos do mata-mata da Copa do Mundo + Entenda como funciona a tecnologia da bola da Copa 1 de 2
Análise do VAR do pênalti de Vlasic em Renato Veiga no Portugal x Croácia — Foto: Reprodução / Cazé TV Análise do VAR do pênalti de Vlasic em Renato Veiga no Portugal x Croácia — Foto: Reprodução / Cazé TV Comentarista de arbitragem do Grupo Globo, o ex-árbitro Paulo Cesar Oliveira concordou com ambas as marcações do juiz norueguês Espen Eskas: — O Vlasic em nenhum momento quis disputar a bola, ele se ajoelhou, segurou a cintura do Renato Veiga com as duas mãos e ainda o tocou na perna. Ação com impacto claro no atacante, que tinha possibilidade de cabecear a bola para o gol. Portanto, a intervenção do VAR foi correta e o pênalti bem marcado — afirmou PC, passando para o lance no fim do jogo: + Simulador: como será a caminhada de cada seleção no mata-mata? — No momento do cruzamento, a posição do Pasalic era boa. A olho nu seria impossível ver o toque do Matanovic. No entanto, a tecnologia usada na bola serve exatamente para esse tipo de lance. O VAR observou o contato na bola através do gráfico. O toque na cabeça do Renato Veiga foi um desvio que não habilitou o Pasalic. Portanto, o Pasalic estava impedido e o gol foi bem anulado. 2 de 2
Portugal Croácia gol anulado toque impedido — Foto: Reprodução / Cazé TV Portugal Croácia gol anulado toque impedido — Foto: Reprodução / Cazé TV Para quem estranhou o árbitro ser chamado ao monitor em um lance objetivo de impedimento, PC Oliveira explicou que este protocolo pode ser feito em jogadas de difícil compreensão: — Apesar de ser considerado um lance factual, a chamada do VAR foi correta por se tratar de um lance excepcional. O protocolo permite a ida ao monitor para facilitar o entendimento da tomada de decisão por parte do público do estádio e de casa. Além desses dois lances capitais, houve ainda outros três gols anulados no jogo, mas todos marcados pela arbitragem de campo (e depois confirmados pelo VAR): Vlasic estava impedido na origem do gol de Matanovic aos 11 do segundo tempo; quatro minutos depois, Critiano Ronaldo foi lançado em posição ajustada, mas também estava adiantado; e aos 34, Sucic viveu a mesma situação e teve seu chute para a rede invalidade por posição irregular. O técnico de Portugal, Roberto Martínez, comentou as decisões da arbitragem após o jogo: — A situação é muito clara, assim como a forma como a arbitragem conduziu os lances. Houve um toque na bola do Renato Veiga, e a tecnologia mostrou exatamente esse contato. Antes disso, porém, havia um impedimento. Foi um lance difícil para o árbitro, mas, com o auxílio da tecnologia, a decisão não ficou baseada em uma interpretação subjetiva. O impedimento foi confirmado graças aos recursos tecnológicos, incluindo o chip instalado na bola. — Hoje em dia, as decisões da arbitragem são cada vez mais fundamentadas na tecnologia, e acredito que todas as decisões tomadas na partida foram corretas. O pênalti sofrido pelo Renato Veiga foi claro. Entendo as reclamações, porque admiro muito o trabalho do Zlatko Dalić e da seleção croata, mas, na minha opinião, neste jogo não houve nenhum erro de arbitragem. A tecnologia foi importante e, nesse aspecto, ela trabalhou a nosso favor.