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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Disputa do 3o lugar na Copa: o jogo que deveria ser um e-mail Alicia Klein Colunista do UOL 18/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Jude Bellingham lamenta eliminação da Inglaterra na Copa do Mundo 2026 Imagem: Marvin Ibo Guengoer - GES Sportf via Getty Images Poucas partidas no futebol proporcionam tamanha falta de desejo quanto a disputa de terceiro lugar na Copa do Mundo. Ninguém quer ir. Ninguém esconde que não quer ir. Ninguém finge que tem valor. Como tantos encontros da vida cotidiana, é o evento que poderia ter sido um e-mail. Não vale medalha, não vale pódio, não vale nada esportivamente. Financeiramente, ficar em terceiro vale 2 milhões de dólares a mais do que ficar em quarto. O que, em dinheiro de futebol, equivale a duas mariolas e um cigarro Iolanda. A maioria das pessoas nem lembra dos placares, mesmo os traumáticos. Em 2014, depois do histórico 7 a 1 para a Alemanha, o Brasil tomou de 3 a 0 da Holanda. Que diferença fez? Para que serviu? Quem se recorda? Um momento apagado da traumática trajetória da seleção atual — e provavelmente pouco celebrado pelos holandeses, que perderam nos pênaltis a chance de ir à final. Mauro Cezar Broxante, 3º lugar só atrai as seleções menores Joildo Santos Pix virou motivo de tarifa porque funcionou bem Paulo Camargo Os jovens perderam a ambição de serem líderes? Julián Fuks Elogio da desistência: o fantástico caso de Messi Perguntado em coletiva depois da dolorosa eliminação para a Argentina, o técnico da Inglaterra não escondeu seu sentimento sobre o confronto deste sábado (18), contra a França: "Nenhuma das equipes quer jogar essa partida". O alemão Tuchel verbalizou o óbvio. Didier Deschamps foi igualmente sutil: "Os ingleses não têm vontade de jogar, e nós também não". A partida existe pelo dinheiro. Não os 29 milhões de dólares destinados ao país que vencer o duelo, nem os 27 milhões conferidos ao derrotado. Ela existe pelos bilhões amealhados pela Fifa em ingressos, patrocínios, direitos de transmissão e todas as outras formas encontradas pela entidade máxima do futebol de espremer cifras do futebol. Onde houver um dólar a ser faturado, lá estarão os manda-chuvas. Não importa que os jogadores não queiram e as torcidas não liguem, importa que vale uns trocados. Eu vou assistir? Por óbvio. Mas eu assisti a todos os jogos da Copa, incluindo os grandes clássicos da madrugada como Jordânia x Argélia e Tunísia x Japão. Não é esse o ponto. Ter quem consuma não quer dizer que a partida deveria existir. Tendo extraído fortunas do seu pé de obra, a Fifa deveria permitir aos derrubados nas semifinais, exauridos das temporadas e emocionalmente abalados por chegarem tão perto de um sonho, simplesmente pegar o boné e embarcar de volta para casa. Só que não. Dito isso, deve haver pouca coisa pior para a Inglaterra do que sair de um Mundial perdendo, na sequência, para Argentina e França. Então, temos um jogo. Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Deschamps evita pergunta e reacende rixa com campeão mundial pela França Vale a pena? Quanto a Fifa paga pelo terceiro lugar da Copa do Mundo Atentado a tiros em conveniência deixa três mortos e dois feridos no Paraná Antonelli lidera, Hamilton bate e Bortoleto é nono em treino na Bélgica Moraes nega pedido de visita de Milei a Bolsonaro