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Futebol MP abre denúncia e pede afastamento do presidente do Corinthians Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo (SP) 15/09/2026 13h31 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia criminal contra Osmar Stabile, presidente do Corinthians , por suposta apropriação indébita. O dirigente teria usado cerca de R$ 721 mil do clube para custear serviços de uma empresa de segurança que era utilizada pessoalmente por ele e familiares. O clube, por sua vez, sustenta que os valores foram destinados apenas para a segurança do dirigente durante exercícios relacionados ao clube e que a contratação foi amparada pelo estatuto. Motivo da acusação Segundo a acusação, a qual o UOL teve acesso, o MP aponta que a empresa Bear Security prestava serviços pessoais ao dirigente e, possivelmente, a familiares dele. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo De acordo com o promotor Cassio Roberto Conserino, os pagamentos ocorreram entre julho de 2025 e agosto de 2026. O MP também pediu à Justiça medidas cautelares que, se aceitas, impediriam Stabile de exercer funções associativas e de representar o Corinthians. Classificação e jogos Brasileirão A denúncia ainda precisa ser analisada pela Justiça. O oferecimento da acusação pelo Ministério Público não significa que Stábile tenha sido condenado ou que as medidas solicitadas tenham sido determinadas. De todo modo, dentre as medidas solicitadas pelo Ministério Público está a proibição de Stabile acessar as dependências do Corinthians. O órgão também pediu que o dirigente seja impedido de manter contato com testemunhas e dirigentes relacionados ao caso. O MP quer ainda a suspensão do exercício de qualquer função associativa de Stabile no Timão. A denúncia pede especificamente que o presidente seja proibido de representar institucionalmente o clube, participar de reuniões e negociações e praticar atos administrativos em nome da instituição. O Ministério Público também solicitou que Stabile não deixe o Brasil sem autorização judicial. Para viagens dentro do país com duração superior a oito dias, a acusação pede que ele também dependa de autorização da Justiça. Segundo o MP, as medidas seriam necessárias diante de dados que indicariam risco de repetição das condutas investigadas e de interferência na produção de provas. A acusação afirma ainda que o cargo ocupado por Stabile poderia facilitar o acesso a informações e documentos relacionados ao caso. Continua após a publicidade Mais de R$ 700 mil em pagamentos A denúncia aponta que o Corinthians teria desembolsado R$ 721.194,66 para a Bear Security no período investigado. O documento, o qual o UOL teve acesso, apresenta uma relação de pagamentos realizados entre 15 de julho de 2025 e 20 de agosto de 2026. De acordo com o Ministério Público, parte dos pagamentos feitos em 2026 chegou a R$ 65 mil por mês. A acusação afirma que os documentos reunidos na investigação comprovam a realização dos pagamentos e a contratação dos serviços. O MP sustenta que os recursos do Corinthians foram utilizados para custear uma estrutura de segurança que atendia a Stabile pessoalmente. A denúncia cita ainda imagens nas quais profissionais da Bear aparecem acompanhando familiares do presidente em eventos particulares. Segundo a acusação, esse material indicaria que o serviço não estaria restrito à proteção institucional do Corinthians. O MP afirma que a utilização da estrutura em situações particulares reforça a hipótese de que recursos do clube teriam sido destinados a benefício pessoal. A denúncia afirma que a Bear Security foi criada em 10 de janeiro de 2025 e tem sede em Realengo, no Rio de Janeiro. Segundo o Ministério Público, a empresa não possuía autorização da Polícia Federal para atuar como prestadora de segurança privada. Continua após a publicidade O MP pretende encaminhar informações à Polícia Federal para apurar eventual prestação irregular de serviços de segurança. A denúncia também diz que a investigação continuará para verificar a participação de outras pessoas ou eventual omissão relacionada aos fatos. Versão de Corinthians O Corinthians, segundo a denúncia, afirmou que os serviços eram destinados exclusivamente à segurança pessoal do presidente em situações de atuação institucional. O clube sustentou que a contratação da Bear Security foi amparada pelo artigo 119, alínea "f", do estatuto social corintiano e que a empresa passou por procedimento de compliance. Em contato com o UOL, o Corinthians afirmou que não pretende se manifestar sobre o assunto. O presidente Osmar Stabile, por sua vez, pretende se posicionar através dos seus canais pessoais. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Lula e Janja vão a SC pela 1ª vez na campanha e buscam voto feminino Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento' Ídolo na Ítalia, Sandro Mazzola morre aos 83 anos TSE aceita abrir ação de Flávio contra Lula por desfile no Carnaval do Rio Trump cumpre ameaça e restringe acesso de jornalistas à Casa Branca