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Presidente da CBF opina sobre uso do gramado sintético: "Vamos ter que sentar e discutir" A possibilidade de mudanças nas regras relacionadas aos gramados, à escalação de atletas estrangeiros e de rebaixamento no Brasileiro deve fazer parte do debate de criação de uma liga única no país. Essa pauta se tornou prioritária e, agora, terá a CBF no processo – até então, na mão apenas dos clubes. Havia a promessa de que esses temas voltariam à mesa entre fevereiro e março deste ano, depois de dirigentes os levarem à discussão no último Conselho Arbitral do Brasileiro, em dezembro. Houve pressão para decisões imediatas, mas a CBF empurrou essas conversas – potencialmente divisivas – para o futuro. Nesta segunda, os 40 clubes das séries A e B são esperados num hotel no Rio para a primeira reunião convocada pela CBF para discussão da liga única. Agora, com a confederação se colocando como parte relevante na criação de uma liga, a intenção é de que esse tipo de discussão esteja em um debate maior, para que o “novo produto” esteja formatado para ser vendido ao mercado quando houver consenso. A questão dos gramados sintéticos gerou fortes discussões em 2025 , com críticas públicas de atletas, mas principalmente a partir do momento em que o Flamengo se opôs ao grupo liderado pelo Palmeiras. Leia também: + CBF quer autonomia a clubes em liga + Órgão do Ministério do Esporte aponta restrição a investidores na FFU 1 de 2
Bola do Brasileirão 2026 — Foto: Gilson Lobo/AGIF Bola do Brasileirão 2026 — Foto: Gilson Lobo/AGIF Dias antes de reunião de dezembro, os cariocas enviaram à CBF uma proposta para acabar com os campos artificiais no Brasileiro, com um período de transição que se estenderia até o final de 2027. Na sequência, Atlético-MG, Athletico-PR, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras, todos com estádios com gramados sintéticos, divulgaram nota em que defendem o uso do piso. Há demandas também pela diminuição do número de equipes rebaixadas e do número de atletas estrangeiros que podem ser relacionados a cada partida. São assuntos que tendem a ser incorporados à discussão sobre a liga. A CBF prevê a criação de um regulamento para decisões do tipo, com possibilidade de votações com quórum qualificado, por exemplo, a depender da importância do tema. 2 de 2
Sede da CBF — Foto: Lucas Figueiredo/CBF Sede da CBF — Foto: Lucas Figueiredo/CBF O plano da confederação é de que ela e os clubes tenham autonomia em decisões da liga , inclusive comerciais. É um modelo semelhante ao adotado pela Libra, mas em conflito com a estrutura da FFU (Futebol Forte União), em que um investidor externo tem direito a voto. Parte dos associados da FFU, entretanto, têm questionado essa formação, inclusive na Justiça.