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Futebol Clube propõe R$ 2,2 milhões para recomprar direitos de investidor da FFU Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 30/08/2026 14h22 Atualizada em 31/08/2026 19h02 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Renê, do Fluminense, em ação contra o Operário-PR, pela Copa do Brasil Imagem: MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C. O Operário-PR formalizou uma proposta para comprar de volta os direitos econômicos e comerciais negociados com a Sports Media Entertainment (SME), empresa investidora do bloco Futebol Forte União. O preço estipulado em uma petição junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) é de R$ 2,21 milhões. O Operário aponta que esse valor corresponde à fatia de 10% que pertence à SME. Isso não significa que ele queira sair do bloco comercial da FFU. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Segundo a SME, "uma alteração dessa natureza repercute sobre uma estrutura coletiva que reúne 31 clubes de futebol e envolve regras comuns de governança, obrigações e exploração comercial. Por isso, seus efeitos precisam ser considerados em relação ao conjunto do condomínio e aos demais participantes". O Operário já tinha enviado notificações extrajudiciais pedindo uma resposta sobre o valor para recompra, mas não obteve retorno da investidora com um montante específico. Além disso, o clube apontou ao Cade um documento no qual a administração do condomínio da FFU disse que, da parte dela, não existe mecanismo de recompra, já que a administração e não fez parte do contrato de venda de direitos. "Embora, por dever de ofício, na forma das Cláusulas 6.4 da Convenção, a Administradora tenha conhecimento do teor do Contrato de Investimento, nem o Condomínio Forte União nem sua Administradora são partes do referido contrato, ao contrário da FFU, que figura naquele instrumento como interveniente", respondeu Gabriel Lima, o administrador do condomínio, acrescentando: "Nesse sentido, a convenção não prevê ou admite mecanismo de recompra, pelos clubes, das participações ou direitos que integram o Condomínio, tampouco atribui à administradora qualquer competência ou responsabilidade para reconhecer, calcular ou operacionalizar recompra dessa natureza". Assim, o Operário-PR decidiu fazer uma conta e estipular o valor almejado. Apesar do desejo de recompra, o clube paranaense explicou por que não quer sair do bloco comercial composto pelos demais clubes da FFU. Continua após a publicidade "Convém deixar claro que o Operário não pretende deixar o bloco comercial, pois reconhece - como sempre reconheceu - as virtudes da negociação conjunta dos direitos e quer seguir ao lado dos demais clubes nesse esforço coletivo. A recompra apenas recompõe a titularidade integral dos seus direitos econômicos, sem retirá-lo da comercialização conjunta nem opô-lo a quem quer que seja", disse o clube, na petição protocolada hoje ao Cade. Quando o Operário diz que quer permanecer no bloco comercial, é porque usa o exemplo do Corinthians, que "migrou para o bloco em 2024 sem ceder ao Investidor qualquer percentual dos seus direitos". "A participação no arranjo comercial nunca dependeu, portanto, de o Investidor titularizar fração dos direitos econômicos do clube", reforça a petição do clube paranaense. Como a conta foi feita? O Operário diz que partiu dos valores efetivamente desembolsados pelo investidor para a compra dos direitos e eles aplicou sobre eles os juros correspondentes a 100% da taxa CDI, mais 4% ao ano, calculados pro rata die entre a data de cada desembolso feito pelo investidor e a data do efetivo pagamento. O valor exato apresentado pelo clube depois dessa conta foi de R$ 2.213.747. Continua após a publicidade SME diz que proposta não é tema para ser tratado no Cade A Sports Media Entertainment (SME) avalia que a proposta de recompra apresentada pelo Operário ao Cade produz efeitos que ultrapassam a relação entre clube e investidor. O Operário diz que pretende recomprar os 10% atualmente detidos pela SME e, ao mesmo tempo, permanecer no Condomínio Forte União (CFU) e seguir participando da comercialização conjunta dos direitos. Segundo a SME, uma alteração dessa natureza repercute sobre uma estrutura coletiva que reúne 31 clubes de futebol associados ao FFU e membros da CFU, investidores e envolve regras comuns de governança, obrigações e exploração comercial. Por isso, seus efeitos precisam ser considerados em relação ao conjunto do condomínio e aos demais participantes. Sendo assim, a SME estranha o fato de o clube ter enviado a proposta para o Cade e não para os seus sócios. A empresa também entende que grande parte da discussão levada pelo Operário ao Cade envolve interpretação dos contratos, definição de preço e execução dos instrumentos privados que regem o CFU. Na avaliação da SME, questões dessa natureza devem seguir os mecanismos previstos nos próprios instrumentos jurídicos, enquanto a análise do Cade deve permanecer concentrada nos aspectos concorrenciais da estrutura submetida ao órgão. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido? Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento' Ídolo na Ítalia, Sandro Mazzola morre aos 83 anos Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro'