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Opinião Futebol PVC: Fim das bets não é um problema do esporte, mas de saúde pública Do UOL, em São Paulo 29/09/2026 15h38 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A proibição das casas de apostas no Brasil não deveria ser tratada como um tema do futebol, mas como uma decisão do Governo Federal ligada à saúde pública, avaliou o colunista Paulo Vinícius Coelho (PVC) no De Primeira , do Canal UOL. O assunto voltou à tona após os clubes boicotarem uma reunião com o Ministério do Esporte acerca do tema , em um recado de descontentamento com a Medida Provisória assinada pelo presidente Lula. Para PVC, o impacto financeiro no esporte existe, mas é consequência de uma decisão voltada à saúde pública. O Gabriel tocou um ponto importante, que é: o problema não é do futebol. A gente está tratando como um problema do futebol um problema que não é do futebol. O problema é sobre legalizar ou não, por exemplo, propaganda de tabaco. Não é um problema do futebol. Não é um problema do esporte. Propaganda de bebida não é um problema do esporte. Propaganda de bet não é um problema do esporte. A consequência é o esporte, porque o segundo patamar abaixo da saúde pública é o respeito aos contratos. PVC Sakamoto Suspeita de promiscuidade, até com STF, atinge Flávio Daniela Lima Disputa interna no Supremo mira a sucessão José Paulo Kupfer Desenrola 3.0 é o melhor da série, mas paliativo Carlos Nobre Quando o fenômeno El Niño encontra o fogo Na mesma linha, o colunista Gabriel Sá disse que a discussão passa por efeitos sociais e pelo aumento da busca por atendimento para tratar vício, antes de chegar à conta do futebol. Quando a gente trata desse tema, a gente tem que falar de saúde pública. Aumento de procura de teleatendimento do SUS para tentar tratar esse vício. A gente não pode desconsiderar que boa parte do público que perde dinheiro nas casas de aposta é o público periférico, que é influenciado, e que essas bets, esses cassinos, a porta de entrada é a propaganda do esporte. Gabriel Sá Gabriel também apontou que o corte nas apostas mexe com o planejamento dos clubes porque contratos longos e valores inflacionados viraram referência no mercado. Na avaliação dele, a dúvida é quem absorve o prejuízo com a mudança de cenário. Os clubes têm contratos extensos com essas bets. Quem que arca com esse prejuízo? Porque esse mercado vai baixar. O fato é esse. Há de ter uma transformação na forma que você tem os pagamentos mensais de cota de patrocínio máster aos clubes. Gabriel Sá Reunião remarcada O colunista Igor Siqueira relatou que a reunião que aconteceria em Brasília foi remarcada, após clubes avaliarem que o encontro não teria efeito prático no momento. Segundo ele, a decisão teve também o objetivo de evitar uma "foto" de diálogo em meio ao impasse. Continua após a publicidade Ontem à noite mesmo houve o cancelamento dessa reunião, nada de clubes junto ao Ministério do Esporte. Os clubes muito incomodados com a postura do Governo Federal, por conta do veto aos bets, entenderam que essa medida, essa reunião, seria inócua, não serviria para nada junto ao Ministério do Esporte. Igor Siqueira PVC lembrou que outros países adotaram prazos diferentes para restringir a publicidade de apostas e citou que, em alguns casos, a transição foi curta. Para ele, a discussão brasileira precisa separar o debate sobre saúde pública do efeito colateral nos contratos do futebol. Veja horários das lives do UOL Esporte Imagem: Arte/UOL Imagem: Arte/UOL Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Pesquisa para governador de SP: veja números da disputa no 1º turno Ex-sócio de Flávio expõe festas com prostitutas, Rolex e lobby com Kassio no STF Flávio Bolsonaro na pesquisa de 1º turno para presidente: veja números recentes Nunes Marques sobre Flávio: 'Atendo parlamentares de todos os partidos' Rosanne Mulholland e Marcos Veras se separam após quase 10 anos