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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Mudanças de Fernando Diniz desmontaram o time do Corinthians Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 23/08/2026 23h25 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Fernando Diniz, técnico do Corinthians, durante partida contra o Coritiba, pelo Brasileirão Imagem: REUTERS/Rodolfo Buhrer É incrível como Fernando Diniz desmonta a organização e o equilíbrio de um time quando está perdendo. Isso acontece em todos os times por onde passou. É um absurdo fazer o Corinthians ficar num 4-2-4 e com um volante na lateral direita contra o Coritiba no Couto Pereira. Um jogo que está 1 x 0 para o adversário continua aberto; é só não perder a organização. Mas aí ele começa a mexer no time e, na sequência, toma o segundo gol. Quando o centroavante Paulo Roberto fez o segundo gol do Coritiba, o Corinthians tinha só o Matheus Pereira e o Allan no meio, com Kaio César, Gui Negão, Memphis e Dieguinho no ataque. Para que ter quatro atacantes fora de casa com o jogo em aberto? Depois disso, o Corinthians parecia time de amigos em churrasco de sábado, ou seja, duas turmas: aquela que ficava atrás (mas que avançava também) e outra que só ficava na frente. Na criação, nada! Ficou sem criatividade e sem infiltração, facilitando a marcação adversária. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo O Corinthians estava jogando bem com Bidon e Carrillo, mas quando o treinador começou a tirar os criativos e colocar atacantes abertos, ficou um buraco no meio e espaço para contra-ataques. Outra coisa que quebra o time é mandar o Raniele para a lateral direita. Ele não tem nenhuma característica para atuar ali: não tem velocidade para correr atrás do ponta, não apoia pelo lado, não faz ultrapassagem e a frente fica toda congestionada. Aí o time só faz chuveirinho na área de qualquer lado e de onde estiver, tanto que acabou fazendo seu gol com um cruzamento quase do meio-campo. Depois das mudanças, além de tomar o segundo gol, o Corinthians viu o Coritiba tomar conta do jogo porque ficou totalmente previsível. E poderia ter sido pior, pois a defesa ficou desprotegida e muito lenta. Uma partida em que daria para trazer pelo menos um ponto ficou sem nenhum por afobação e impulsividade do treinador. Agora terá uma semana de folga, porque não está mais na Copa do Brasil, para no domingo enfrentar o Santos na Neo Química Arena — e só a vitória interessa para não se complicar no Brasileirão. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido? Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento' Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump