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Futebol FBI investiga operações da federação argentina nos EUA, diz jornal Do UOL, em São Paulo 07/07/2026 23h27 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Claudio Tapia, presidente da AFA, ao lado de Gianni Infantino, presidente da Fifa Imagem: MICHAEL REAVES/Getty Images via AFP Fiscais federais e agentes do FBI começaram a colher depoimentos para investigar operações financeiras da Associação de Futebol Argentino (AFA) nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo. A informação é do jornal argentino La Nacion. O que aconteceu Autoridades do Departamento de Justiça dos EUA buscam entender como a AFA operou no país e como movimentou recursos pelo sistema financeiro americano. De acordo com o La Nacion, os investigadores avaliam se parte dessas transações pode configurar crimes sob jurisdição dos EUA, como lavagem de dinheiro ou fraude bancária. Uma das oitivas citadas pelo jornal envolveu o empresário Guillermo Tofoni. Segundo o jornal, a reunião ocorreu na semana passada por videoconferência, durou cerca de três horas e teve participação de promotores e agentes do FBI baseados em Washington e Miami. Juca Kfouri O VAR seletivo e a proteção à Argentina PVC Fifa abriu a porta do inferno com o caso Balogun João Paulo Charleaux Flávio calcula errado, e estratégia sai pela culatra José Paulo Kupfer FMI está mais otimista com o Brasil que os brasileiros Investigadores procuram testemunhas com conhecimento direto sobre a gestão de Claudio "Chiqui" Tapia e Pablo Toviggino na AFA. A apuração também mira a TourProdEnter LLC, empresa ligada ao produtor teatral Javier Faroni, que teria administrado o recebimento de contratos comerciais da entidade no exterior. O La Nacion afirma que o Departamento de Justiça também considera ouvir ex-integrantes do governo de Javier Milei. A ideia, segundo o portal, é chamar pessoas que tiveram acesso a informações sensíveis ou que atuaram no controle e na supervisão de operações da AFA nos últimos anos. A investigação preliminar começou a ser estruturada em 2025 e envolve ao menos três promotores federais, segundo o La Nacion. O jornal cita Patrick Gushue e Christopher Ting, em Washington, e Michael Berger, no distrito Sul da Flórida. O que está no foco da apuração Promotores passaram a mirar a TourProdEnter LLC a partir do momento em que a empresa assumiu o papel de agente de cobrança de contratos internacionais da AFA. Segundo o La Nacion, os investigadores tentam reconstruir o caminho do dinheiro administrado por Faroni e por sua esposa, Erica Gillette, dentro do sistema financeiro americano. O jornal diz que procurou o Departamento de Justiça para saber o estágio da apuração, mas não recebeu resposta. A reportagem afirma que a investigação pode incluir pedidos de documentos a bancos e empresas, além de novas entrevistas com pessoas ligadas às operações analisadas. Continua após a publicidade Representantes ligados à AFA participaram de um evento em Miami e pediram cautela na leitura das apurações. "As medidas de investigação por si solas não determinam responsabilidade nem culpabilidade", afirmou Tomás Regalado, apresentado como embaixador da entidade para a América do Norte, em um fórum sobre futebol, corrupção e justiça, segundo o La Nacion. Movimentações e contratos citados pelo jornal Documentos analisados pelo portal indicam que Gillette e Faroni movimentaram centenas de milhões de dólares em contas abertas em bancos dos EUA. O jornal cita Citibank, Synovus, Bank of America, JP Morgan e PNC Bank como instituições usadas nas operações. A TourProdEnter LLC teria administrado ao menos US$ 260 milhões em receitas da AFA, segundo a reportagem. Ainda de acordo com o La Nacion, registros bancários indicariam que apenas parte do valor se conecta diretamente a gastos operacionais identificáveis da entidade. O La Nacion relata que outros US$ 57 milhões foram distribuídos a sociedades e beneficiários sem justificativa econômica clara na documentação analisada. A reportagem cita transferências para empresas sem contraprestação identificável e pagamentos a sociedades ligadas a Toviggino e familiares, além de outros destinatários mencionados pelo jornal. O interesse das autoridades americanas teve um antecedente em 2024, quando o Ministério da Segurança da Argentina repassou informações a funcionários dos EUA. O jornal afirma que, naquele momento, o FBI avaliou que o conflito entre Tofoni, Tapia e a AFA não sustentava uma investigação criminal, mas o cenário mudou após reportagens publicadas desde o fim de 2025. Continua após a publicidade Segundo portal, a TourProdEnter LLC atuou como veículo para cobrar contratos internacionais da AFA, com repasses de empresas como Adidas e Warner. De acordo com o La Nacion, o contrato, válido até dezembro deste ano, prevê que a empresa receba 30% das receitas internacionais da AFA (após impostos) e uma comissão de 10% sobre despesas ligadas à logística dessas operações. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Irã chama Trump de 'criminoso' e diz que responde à vulgaridade com ações O VAR seletivo e a proteção à Argentina Carioca, Tarcísio critica Marina e Tebet por se candidatarem em SP Deolane escolheu dividir cela por sofrer de síndrome do pânico, diz MP-SP Flamengo vence Lausanne com protagonismo da base em amistoso em Portugal