Conteúdo Original
Futebol Diniz visionário? Estudo da Fifa mostra que saidinha está em alta na Copa Rodrigo Mattos Colunista do UOL, em Miami (EUA) 30/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Vozinha, goleiro de Cabo Verde, é um dos melhores goleiros no quesito posse de bola Imagem: Sebastian Frej/Getty Images A saída de bola pelo chão, tentando construir o jogo com passes desde a defesa, é cada vez mais uma tendência na Copa do Mundo. É o que mostra a análise do Grupo de Estudo Técnico da Fifa (Federação Internacional de Futebol). No Brasil, passaram-se os últimos anos discutindo esse estilo de jogo implantado primeiro pelo técnico Fernando Diniz. Chamou-se a estratégia de saidinha. Pois bem, segundo a Fifa, cada vez mais times, inclusive os de menor poderio técnico, têm adotado essa estratégia. Casagrande Alemanha e Uruguai deram vexame nessa Copa Milly Lacombe Alemanha está afundada na maldição do 7 a 1 Juca Kfouri Endrick mudou a energia do time brasileiro Janaína Figueiredo Flávio 'pisa em ovos' para falar sobre EUA e Michelle Na Copa de 2026, 48% dos times — ou seja, praticamente metade — têm usado a saída construída a partir do seu goleiro. Em geral, os tiros de meta são batidos sem a bola longa, com combinações entre zagueiros e goleiros. Goleiros de times que se defenderam bastante na Copa, como Ronwen Willians (África do Sul) e Vozinha (Cabo Verde), tiveram o melhor desempenho no ranking da Fifa sobre goleiros com a posse de bola. "Em alguns casos, vemos que os defensores jogam a bola para o goleiro. É uma jogada combinada. Nos últimos anos, o goleiro não joga mais uma bola longa. É quase proibido. Querem criar desde lá de trás", analisou o ex-goleiro suíço e membro do TSG (Grupo de Estudos Técnicos) Pascal Zuberbühler. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês "Vejam Cabo Verde, como joga com o Vozinha. Ele foi fantástico nisso. Contra a Espanha, no primeiro jogo, eles conseguiram um 0 a 0. Ele fez quase tudo certo, com passes curtos e longos. Ele mostrou habilidade. O goleiro não serve apenas para o passe curto, mas também para o longo", disse Já o argentino Pablo Zabaleta, também do grupo do estudos da Fifa, vê os times quase todos jogando com uma saída de três jogadores quando têm a posse de bola. "Algumas equipes jogam com três atrás quando têm a posse de bola. Temos visto times com três defensores, usando um dos laterais como ponta", contou Zabaleta. "Metade das equipes tenta criar chances saindo jogando de trás." Continua após a publicidade O ex-jogador descreveu como o Brasil joga assim com essa linha de três, que agora é composta por Danilo, Marquinhos e Gabriel Magalhães. Mas, quando se defende, o time tem quatro atrás. "Na fase de construção, o Brasil joga com três atrás. O time tem uma formação com quatro homens no meio. Matheus Cunha cai um pouco para ser o quarto jogador desse setor. Ter esses três atletas no meio faz com que os laterais virem quase pontas, subindo muito para abrir a marcação rival", contou Zabaleta. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Alemanha e Uruguai: duas campeãs do mundo que deram vexame nessa Copa Donald Trump pede gasolina a US$ 2,50 por galão e faz ameaça a postos Marrocos arranca empate no fim, vence Holanda nos pênaltis e vai às oitavas Baleia-jubarte é encontrada morta entre pedras em praia de Santa Catarina Holanda cai em duas Copas em decisões por pênaltis com família Kluivert