Conteúdo Original
Futebol Ex-goleiro da França relata vazio após aposentadoria: 'Sem vontade de nada' Do UOL, em São Paulo 12/05/2026 20h53 Atualizada em 12/05/2026 21h18 Deixe seu comentário Resumo Steve Mandanda, goleiro da França Imagem: Dean Mouhtaropoulos/Getty Images Encerrar a carreira não é fácil e pode mexer bastante com a saúde mental de um atleta — mesmo para quem conquistou tudo o que podia no esporte. O ex-goleiro Steve Mandanda, campeão do mundo com a França em 2018, viveu isso na pele e decidiu relatar o vazio profundo que sentiu após pendurar as chuteiras no ano passado. O que aconteceu? Em um livro de memórias, Mandanda descreve os meses difíceis após a aposentadoria. A obra "Les jours d'après" ( Os dias seguintes ) será lançada amanhã (13) e teve trechos antecipados pelo jornal francês L'Équipe. A história começa em julho de 2025, quando o contrato do goleiro com o Rennes (FRA) chegou ao fim. Após 25 anos seguidos dedicados ao esporte, o francês lidou com a dificuldade de preencher os dias sem a rotina de atleta. Josias de Souza Lula dispara bondades em série de olho na eleição José Fucs Resumo de Lula nos EUA: Trump foi um 'gentleman' Narrativas em Disputa Governo Lula marca gol, mas placar segue adverso Maria Prata Menopausa: da negligência ao mercado bilionário O ídolo do Olympique de Marselha e da seleção francesa relata ter perdido o sentido na vida. Ele também se viu desorientado sem os referenciais do futebol, como o vestiário e a vida em grupo, e buscou apoio com antigos colegas, como o ex-lateral Patrice Evra. "Há algumas semanas, quase nada tem gosto. É julho, estou sozinho, faz calor, a janela entreaberta, Rennes no auge do verão. Oscilo como um pêndulo. Meus dias são intermináveis e vazios. Vazios de energia. Vazios de sentido. (...) Estou desempregado, deitado no meu sofá sem nem saber o que espero, sem saber o que quero. Sem vontade de nada. Eu não gosto de nada da minha vida, agora. Acho que estou infeliz. Pelo menos, perdido. Não tenho mais referência. Não tenho mais minhas duas traves nem o jogo na minha frente. Não tenho mais o vestiário, a braçadeira, os olhares, as palavras, as piadas, os companheiros, nossos cafés, as conversas, as concentrações, os aviões, os treinos específicos, o vídeo, os intervalos, os passes precisos. Trechos do livro "Les jours d'après" Final feliz? Mandanda diz que, com o tempo, passou a aceitar o fim do ciclo e a lidar melhor com o que chama de "dias seguintes". O processo envolve "aceitar de vez que acabou e encarar esse vazio que o futebol deixa quando acaba, sem afundar por causa disso. É lembrar das coisas boas", escreve. O francês anunciou a aposentadoria em setembro de 2025, aos 40 anos de idade. Ele é idolo do Olympique de Marselha e recordista de jogos com a camisa do clube — foram 613, em 14 anos. Além disso, defendeu a seleção da França em 35 oportunidades e fez parte do elenco vencedor da Copa do Mundo na Rússia. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Intestino saudável: 7 formas de fortalecer sua microbiota intestinal Genial/Quaest: Aprovação de Lula sobe 3 pontos e reverte tendência de queda Japão desenvolve drone militar de papelão com baixo custo e alta eficiência 'Não foi traição, foi pragmatismo': livro traz bastidor da queda de Maduro Endrick voltará ao Real para treinar para a Copa após último jogo pelo Lyon