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Esporte Em meio à incerteza sobre Neymar, Ancelotti manda recado: "Talento só não ganha" 26/11/2025 10h44 Deixe seu comentário A menos de um ano da Copa do Mundo e em meio à incerteza sobre Neymar, Carlo Ancelotti deu um recado claro para os jogadores brasileiros. O treinador ainda terá mais uma data FIFA antes de fechar a convocação para o torneio, mas parece convicto do que será preciso para que um atleta integre o elenco da Seleção Brasileira no Mundial. "O talento marca a diferença, porque nunca vi equipe que não tem talento ganhar. Nós temos que construir uma estrutua de jogo, de trabalho, na qual o talento tem que estar a serviço da equipe, isso é bastante claro. Quero na convocação jogadores que querem ser os melhores do mundo, quero chamar jogadores que querem ganhar a Copa do Mundo. Isso também é a diferença entre um grande jogador e um líder no campo. O líder põe seu talento pela equipe", disse Ancelotti durante conferência que participou no Summit CBF Academy 2025, em São Paulo. O treinador italiano tem se acostumado com questionamentos em relação a Neymar, principal jogador brasileiro da atual geração, mas que vem enfrentando muitos problemas físicos. Desde que retornou ao Santos, o craque, que agora lida com um problema no menisco do joelho esquerdo, já sofreu quatro lesões e ainda não foi convocado por Ancelotti para a Seleção Brasileira. Por isso, sua presença na Copa do Mundo de 2026 tem se tornado cada vez mais improvável. Reinaldo Azevedo Flávio Bolsonaro dramatiza para pôr Tarcísio no jogo Maria Ribeiro Violência contra mulher: não consegui jantar em paz Josias de Souza Bolsonarismo segue Lei de Murici: cada um cuida de si Maria Prata Livre ou salário? Mulher não devia ter que escolher O talento de Neymar é inegável, porém, suas condições físicas estão longe das ideais. Sem conseguir render em alto nível até agora, o jogador do Santos, nos últimos anos, teve uma conduta dentro e fora de campo que contrasta com aquilo que é imprescindível para Ancelotti. "O talento é um aspecto muito importante para ganhar o jogo, está claro. O futebol mudou, vai mudar no futuro também, sobre isso não tenho nenhuma dúvida. O futebol de hoje não é o futebol dos anos 2000 ou dos anos 1980. Nos anos 1970, Pelé podia ganhar um Mundial solo, com Rivelino e Tostão. Nos anos 1980, o Maradona podia ganhar o Mundial solo. Em 1994, o Brasil tinha dois talentos extraordinários com Romário e Bebeto na frente, mas também tinha solidez defensiva ajudando os talentos, e com essa estrutura ganharam o Mundial", comentou. "O que quero dizer é que agora o talento só não ganha. Então, nosso trabalho é de sustentar esse talento com tudo o que podemos fazer. Estruturar bem a equipe, a CBF, seriedade, profissionalismo, competência e todos dando estrutura no aspecto técnico. Melhorar o conhecimento, a competência de todos os treinadores, a preparação física, o aspecto mental dos jogadores, porque agora, sobretudo os jovens, lidam com muita responsabilidade. Acho que o aspecto psicológico é muito importante", completou. Por fim, Ancelotti fez questão de explicar que qualquer decisão tomada dentro de campo não tem cunho pessoal. "A relação consiste no que a pessoa é e não no que a pessoa faz. Um jogador no banco de reservas pensa que é uma coisa pessoal, mas é uma coisa profissional. No dia seguinte não dá bom dia. A relação pessoal e a relação profissional são coisas diferentes. Pode ser que eu prefira jantar com um jogador que está no banco do que com o jogador que vai jogar. Mas, eles não entendem muito bem", concluiu. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Filha de Joelma se casa com empresário da mãe em festa luxuosa; veja vídeos 'Efeito Dino' paira sobre Messias, e cresce clima contra ele no Senado Maya Massafera mostra rosto após retirar ossos do maxilar: 'Não assustem' Prévia da inflação fica em 4,5% em 12 meses e volta ao teto da meta do BC Eduardo Costa desabafa sobre uso de anabolizantes: 'Pago o preço até hoje'