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Florentino Pérez disse durante a campanha eleitoral que traria novos capítulos para o "Caso Negreira" e cumpriu. O Real Madrid informou em nota nesta quarta-feira que enviou à Uefa um documento com provas que reforçam os pagamentos indevidos feitos pelo Barcelona a José María Enríquez Negreira. Segundo o processo que está em andamento há três anos, o ex-vice-presidente do Comitê Técnico de Árbitros da Espanha teria recebido mais de 7 milhões de euros ao longo de 17 anos. + ✅Clique aqui para seguir o canal ge Futebol Internacional no WhatsApp — O clube informou à Uefa a existência de provas relevantes que reforçam conclusivamente os indícios já conhecidos desde o início sobre a existência de pagamentos prolongados e obscuros, sem qualquer justificativa verificável, feitos pelo Barcelona a José María Enríquez Negreira, ex-vice-presidente do Comitê Técnico de Árbitros da Real Federação Espanhola de Futebol, por meio de diversas estruturas corporativas — disse o Real em comunicado. 1 de 1 Assembleia extraordinária de LaLiga tratou do "Caso Negreira" — Foto: Reuters Assembleia extraordinária de LaLiga tratou do "Caso Negreira" — Foto: Reuters O clube de Florentino destacou que o escândalo contra o Barcelona representa um grande risco à integridade das competições. De acordo com a nota, o "Caso Negreira" demonstra a existência de uma estrutura de influência na arbitragem, o que vai contra "os princípios fundamentais da igualdade competitiva, neutralidade, imparcialidade e imprevisibilidade do resultado desportivo". + Presidente do Real Madrid reforça acusações e dispara: "O Barcelona faria bem em me processar" — O Real Madrid exige a retomada imediata do processo disciplinar iniciado pela UEFA, considerando inaceitável a prolongação desta situação, uma vez que a sua persistência compromete seriamente a credibilidade do futebol, das suas instituições e dos seus dirigentes. Assim, o clube exige uma resposta firme, exemplar e imediata no âmbito desportivo, independentemente do desfecho do processo judicial em curso — afirma o clube de Florentino Pérez. O que é o Caso Negreira? Em fevereiro de 2023, uma inspeção fiscal deu início a uma investigação do Ministério Público. O caso denunciou pagamentos feitos pelo Barcelona ao então vice-presidente do Comitê Técnico de Árbitros da Real Federação Espanhola de Futebol, José María Enríquez Negreira. + Caso Negreira: ex-árbitros revelam jantares, karaokê e carros de luxo em jogos do Barcelona O processo identificou que a empresa DASNIL 95 SL, que pertence a Negreira, recebeu do clube 7,6 milhões de euros por 17 anos. Joan Laporta, presidente reeleito do Barça em 2026, foi indiciado, assim como os ex-presidentes Sandro Rosell e Josep Maria Bartomeu. Eles foram acusados de: crime continuado de suborno, corrupção esportiva, administração desleal e falsificação de documentos comerciais. + Escândalo do Barcelona: jornal revela “presentes” dados por Negreira Em maio de 2024, o Tribunal da Espanha anulou a acusação de suborno contra os indiciados, alegando que ela não se enquadrava já que Enríquez Negreira não era um funcionário público. A investigação continua em andamento. + Presidente do Barcelona ataca Real Madrid: "Vomitam mentiras num canal monstruoso" Durante a campanha de reeleição, Florentino Pérez relembrou a história e disse que enviaria para a Uefa um dossiê que aponta a culpa do Barcelona. O clube catalão respondeu dizendo que processaria o gestor. - O Barça faria muito bem em me processar. Se eles acham que devem, que processem - disse Pérez. Presidente do Real Madrid sobre briga entre Tchouaméni e Valverde: "O vazamento é o pior" Confira a nota do Real Madrid na íntegra "O Real Madrid C.F. anuncia que, em relação ao chamado "Caso Negreira", apresentou um documento aos órgãos disciplinares da UEFA. Neste documento, o clube informou à UEFA a existência de provas relevantes que reforçam conclusivamente os indícios já conhecidos desde o início sobre a existência de pagamentos prolongados e obscuros, sem qualquer justificativa verificável, feitos pelo F.C. Barcelona a José María Enríquez Negreira, ex-vice-presidente do Comitê Técnico de Árbitros da Real Federação Espanhola de Futebol, por meio de diversas estruturas corporativas. O Real Madrid ressalta que esses eventos constituem, na perspectiva do direito disciplinar desportivo, um risco sistêmico da mais alta gravidade para a integridade das competições, uma vez que demonstram a existência de uma estrutura de influência indevida sobre o órgão de arbitragem, incompatível com os princípios essenciais da igualdade competitiva, neutralidade, imparcialidade e imprevisibilidade do resultado desportivo. Neste contexto, o Real Madrid exige a retomada imediata do processo disciplinar iniciado pela UEFA, considerando inaceitável a prolongação desta situação, uma vez que a sua persistência compromete seriamente a credibilidade do futebol, das suas instituições e dos seus dirigentes. Assim, o clube exige uma resposta firme, exemplar e imediata no âmbito desportivo, independentemente do desfecho do processo judicial em curso. Por esta razão, o nosso clube solicita que a UEFA, no exercício das suas competências autónomas e independentes, adote as medidas disciplinares e reparadoras adequadas para garantir a integridade, a transparência e o bom funcionamento das competições, sem que isso implique, em circunstância alguma, a substituição da função dos órgãos judiciais do Estado ou prejulgue a classificação criminal dos factos. A este respeito, o Real Madrid, parte no processo penal em curso na qualidade de acusador privado, continuará a tomar as medidas adequadas em cada fase processual, como tem feito desde o início. O Real Madrid reafirma o seu compromisso com a defesa dos valores essenciais do desporto e continuará a promover todas as ações necessárias para garantir que atos desta natureza não fiquem impunes."