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Futebol UEFA ataca Fifa com ação criminal e cita salário de R$ 155 mi a Infantino Rodrigo Mattos UOL Esporte no Rio de Janeiro 27/08/2026 15h31 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Infantino tem perdido apoio de países europeus Imagem: Luisa Gonzales/Reuters A Uefa entrou com uma ação nos EUA como preparação para processo criminal contra a Fifa e sua diretoria. A alegação é de suspeita de que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, teria cometido crimes relacionados à gestão. A base para a denúncia é o projeto Fifa Forward Enterprise, no qual Infantino pretendia vender parte dos direitos da Copa do Mundo para investidores por meio de uma nova empresa, da qual uma fatia de 20% seria negociada com terceiros liderados por Joshua Kushner, ligado ao presidente dos EUA, Donald Trump. A Fifa teve de desistir do plano após pressão de confederações internacionais. E iniciou-se uma briga política entre Infantino e Uefa. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Agora, a entidade europeia entrou com esse processo nos EUA para obter documentos relacionados ao projeto em empresas da Fifa no país. Esses dados serviriam como base para a ação judicial na Suíça, possivelmente por gestão fraudulenta (chamada mismanagement). Entre os pontos citados na ação da Uefa, está o conflito de interesses porque Infantino supostamente pretendia receber um salário de US$ 30 milhões anuais (R$ 155 milhões). Esse valor é o quíntuplo do que ele atualmente ganha na Fifa. "O mais imediato envolvido é o próprio Infantino. Reportagens recentes dizem que Infantino considerava um cargo de comissário no novo veículo comercial com uma remuneração de US$ 30 milhões — valor muito acima dos ganhos como presidente da Fifa (que, segundo consta, são de aproximadamente US$ 6 milhões no total de remunerações). A Fifa não revelou esse arranjo para nenhuma de suas confederações-membro, e nenhum mecanismo foi estabelecido para assegurar que o interesse financeiro de Infantino na transação não influenciaria seu papel no desenvolvimento do projeto", diz a ação. São citados como fontes jornais da Inglaterra e dos EUA. O documento da Uefa cita outras supostas distorções cometidas por Infantino na gestão da Fifa. Entre elas, medidas de benefício pessoal, remoção de membros do Comitê de Ética, extensão de mandatos e interferência no caso Balogun, jogador norte-americano liberado de punição durante a Copa. À Justiça dos EUA, a Uefa pede que sejam enviados pedidos para obter todos os documentos relacionados ao caso e que estes sejam preservados pelas empresas da Fifa. Continua após a publicidade A Fifa ainda não respondeu a uma requisição de comentário. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento' Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro' Lula e Janja vão a SC pela 1ª vez na campanha e buscam voto feminino Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo