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Quando se tem um time superior e este consegue construir um placar de 2 a 0 contra um adversário frágil, é esperado que o jogo seja controlado até o fim. O Atlético-MG não mostrou ter essa capacidade e experiência para garantir o único resultado que o interessava na Sul-Americana. Viu erros levarem ao empate com o Juventud-URU por 2 a 2, pela quarta rodada da fase de grupos, em um time que não sabe ser regular por dois jogos. Mais notícias do Atlético Domínguez mostra irritação com empate do Atlético Domínguez repetiu a formação do clássico e trocou somente Alonso por Vitor Hugo. A execução trouxe um Atlético mais ofensivo na organização tática e correndo mais riscos na defesa. Menos preciso em suas ações de área a área. Diferente do duelo contra o Cruzeiro, Natanel desempenhou papel mais ofensivo e ocupou o corredor pelo lado direito. As linhas atuaram mais altas e com maior posse de bola. Com isso, a defesa precisou fazer essa construção e encaixar inversões pelos corredores - principalmente para acionar Renan Lodi pela esquerda. Essa jogada deu certo em algumas situações, mas sem ter sequência ao avançar para a área. Erros de tomada de decisão e falhas técnicas - com o meio sem mostrar a mesma movimentação do clássico. 1 de 4
Lyanco, do Atlético-MG pela Sul-Americana — Foto: Pedro Souza / Atlético Lyanco, do Atlético-MG pela Sul-Americana — Foto: Pedro Souza / Atlético O Juventud foi perigoso desde o início. Em 16 minutos, quatro chances perigosas, e com Everson precisando trabalhar bem. Isso se deu por erros de Vitor Hugo e por espaços nos corredores, com Lodi sofrendo mais na marcação. No outro lado, Natanael foi o responsável pela melhor chance, defendida pelo goleiro. A pausa para hidratação fez Domínguez tentar corrigir posicionamentos e fazer o time ser mais equilibrado em campo. Deu certo. Minda fez jogada individual, driblou a marcação e disparou para a área. Mas, no momento de escolher a melhor jogada, nem chutou, nem fez o passe. O gol atleticano saiu em cobrança de escanteio. Após a bola ser lançada na área, Minda ficou com a sobra e deu um toque com categoria para encobrir o goleiro. 2 de 4
Minda - Juventud x Atlético-MG - Copa Sul-Americana — Foto: Pedro Souza / Atlético Minda - Juventud x Atlético-MG - Copa Sul-Americana — Foto: Pedro Souza / Atlético Em vantagem, era esperado um Atlético mais confortável, sólido na defesa e com o contra-ataque bem ajustado para definir o jogo. Até por isso, o treinador voltou com Scarpa e Peréz para maior controle do meio-campo. Tudo ficou desenhado para isso acontecer. Logo nos primeiros minutos da segunda etapa, Minda colocou Cassierra em condições de sair cara a cara com o gol. O colombiano ganhou campo, ajeitou, fingiu finalizar para enganar o goleiro, mas não concluiu tão bem e fez Sosa tirar com os pés. Uma chance incrível desperdiçada. 3 de 4
Cassiera durante jogo contra o Juventud, pelo Atlético-MG — Foto: Pedro Souza / Atlético Cassiera durante jogo contra o Juventud, pelo Atlético-MG — Foto: Pedro Souza / Atlético Depois desse lance, o time assistiu ao Juventud jogar. Não ficou com a bola - nem protegeu bem a área - e ficou à deriva na partida, esperando praticamente o gol de empate para mudar de postura. Domínguez colocou Dudu e Reinier para tentar outros caminhos ofensivos, mas sem sucesso. Mesmo nesse cenário, a bola parada voltou a dar um respiro e a tal tranquilidade — em tese - tão esperada. Scarpa cobrou escanteio na área, e Vitor Hugo apareceu no primeiro pau para ampliar. Não deu nem tempo de comemorar. Na jogada seguinte, o Juventud chegou pela direita em cruzamento na área. Lago apareceu entre Lodi e Vitor Hugo para marcar. O gol aumentou a força ofensiva do adversário e deixou o Alvinegro entregue, mesmo ainda à frente. 4 de 4
Alan Franco durante Juventud x Atlético — Foto: Foto: Pedro Souza / Atlético Alan Franco durante Juventud x Atlético — Foto: Foto: Pedro Souza / Atlético Era questão de tempo para o empate vir. E veio. Em bola alçada na área, Lyanco não acompanhou Pérez, que subiu livre para deixar tudo igual. O empate só não tira o Atlético da briga pela liderança por conta da fraqueza do grupo. Mas mostra um time incapaz de ser regular em dois jogos seguidos e sem maturidade para segurar um resultado importante. A cada jogo, uma pergunta rodeará o grupo: o clássico foi um episódio isolado? E a resposta só pode ser dada em campo. + ✅ Clique aqui e siga o canal da torcida do Galo no WhatsApp! Assista: tudo sobre o Atlético no ge, na Globo e no Sportv 50 vídeos 🎧 Ouça o podcast ge Atlético 🎧