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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Neymar na seleção: um sonho que sonhamos juntos Milly Lacombe Colunista do UOL 29/07/2026 15h12 Deixe seu comentário Neymar comemora após converter pênalti que teu ouro para a seleção brasileira Imagem: AFP Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Neymar acha que vai se aposentar da seleção brasileira. Disse isso depois da vitória do Santos pela Sul-Americana. A gente desconfia porque tudo o que vem da Neymar S/A parece sempre ter sido tramado: a mais despretensiosa frase, o pequeno gesto, a foto aparentemente desinteressada. Tudo sempre calculado e premeditado. Neymar pode ter falado sobre a suposta aposentadoria para sentir a temperatura. Se muita gente lamentar, ele talvez tenha o que precisava. Se ninguém se entristecer demais, dá-lhe pôquer. Neymar foi um sonho que sonhamos juntos e juntas. Um craque fora do normal, mais um dos nossos a ter a chance de ser o maior do mundo. Uma seleção brasileira que jogasse a seus moldes: arrojada, ousada, dribladora, corajosa, ofensiva. Com 14 anos ele já dizia quem era: um gênio em campo. Mas Neymar foi, desde sempre, um produto e, como produto, sujeito a forças mercadológicas. Embalado como mercadoria, se perdeu dele mesmo. Mimado, paparicado, protegido de noções básicas de humanidade: o reconhecimento do deslize, do erro, do tropeço, do fracasso. Sem saber que podemos errar, temos a ilusão de que somos únicos e diferentes dos demais. Neymar foi se afastando de seu destino esportivo para virar celebridade e influenciador. Acreditou que, por ser dotado de superpoderes em campo, não precisaria ser jogador tático nem coletivo. E foi perdendo o encanto. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Neymar e seleção nunca combinaram. Um ouro olímpico que foi tratado como se imensa coisa fosse. E nada mais. Uma medalha de ouro. Fecham-se as cortinas. Individualmente, a camisa amarela caiu bem. Recorde de atuações, de gols, de passes para gols. Uma métrica que nunca resultou em nada para a seleção, mas que serve muito bem para que ele assine novos contratos com patrocinadoras. É o fim de uma história triste. Mas, como ensinou Nego Bispo, tudo o que existe é começo, meio e começo outra vez. Para a seleção, a vida sem Neymar é um novo começo. Que ele cumpra sua palavra e deixe a seleção seguir livre do poder desagregador de seu estrelato. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Gretchen defende novo nariz de Simone após críticas: ?Está lindo? Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido? Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro'