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Futebol Gramado do Maracanã desafia Flamengo e fragiliza narrativa contra sintético Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 11/09/2026 05h30 Deixe seu comentário Fluminense x Remo foi disputado no Maracanã Imagem: Jorge Rodrigues/AGIF Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A dor de cabeça gerada pelo gramado do Maracanã parece cíclica. Hoje, o estado ruim do campo será tema até de uma entrevista coletiva com o CEO do estádio, Fred Nantes. Trata-se de um problema crônico, que fica mais explícito em determinadas fases do ano. Calendário, inverno e o fato de dois times usarem o estádio agravam a situação. O contexto até prejudica o discurso de Flamengo e Fluminense contra o gramado sintético. Ou como o presidente Luiz Eduardo Baptista gosta de dizer, o "gramado de plástico". Bap já questionou até o desequilíbrio financeiro pelos gastos de quem tem grama natural. O sintético tem custo de manutenção menor e ainda facilita a realização de shows e eventos nos estádios. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Atualmente, cinco times da Série A tem gramado artificial: Palmeiras, Botafogo, Atlético-MG, Chapecoense e Athletico. No âmbito da discussão sobre uma futura liga única, a CBF pretende em breve traçar diretrizes mais claras sobre o padrão de estrutura dos estádios, e os gramados estão incluídos. Entre os jogadores, já houve mobilização contra sintéticos, mas é comum também ouvir o discurso de que a grama artificial boa é melhor de que um campo natural ruim. Empresa pode sair A empresa responsável por cuidar do campo do Maracanã é a Greenleaf. O contrato atual termina em dezembro. O UOL apurou que a renovação é incerta. Existe a possibilidade de a Greenleaf sair. A administração do estádio incorporou nos últimos tempos uma equipe própria de cuidados do gramado. Continua após a publicidade Em 2026, a Copa do Mundo acabou, e as reclamações e problemas com o gramado do estádio reapareceram. Inclusive nas vozes de jogadores e técnico do Flamengo. Em 29 de julho, nove dias após a Copa, a engenheira agrônoma Maristela Kuhn emitiu um laudo sobre as condições do campo. "O campo apresenta elevado nível de desgaste devido a intensa carga de uso. As porções norte e oeste encontram-se ainda mais comprometidas, com recuperação extremamente limitada neste período do ano, em razão do sombreamento que incide sobre o gramado durante os meses de inverno", apontou ela na ocasião. E olha que o campo mal tinha retornado à rotina de uso quarta e domingo. A análise interna é que o gramado se deteriorou muito rápido. "Os danos causados pelo pisoteio e pelo desgaste das partidas, aliados às temperaturas mais baixas e à menor incidência de horas de sol pleno por dia, apresentam recuperação significativamente mais lenta", acrescentou Maristela. Hoje, a gestão Fla-Flu pretende apresentar os motivos dos problemas e dar um panorama sobre as soluções. Mas o símbolo mais drástico da tentativa de mudança foi a demissão do diretor de operações e ex-CEO, Severiano Braga. Continua após a publicidade O gramado fez parte da justificativa mais recente para negar o uso do estádio ao Vasco. A Greenleaf fez um plano de tentativa de melhora do gramado a partir da segunda quinzena de agosto. Tanto que usou a semana livre, sem jogo do Vasco, para replantio de áreas dos gols Norte e Sul, além de outras intervenções mais técnicas no campo. "O atual período apresenta condições menos favoráveis ao crescimento e à rápida recuperação da Bermuda Celebration", apontou a Greenleaf em um ofício enviado à gestão do estádio. Nesta semana, por exemplo, a chuva no Rio tem sido constante. Isso atrapalha a recuperação do campo, que até aparentou estar melhor na terça-feira, no Fluminense x Platense. O Maracanã é um dos estádios mais utilizados do Brasil. Recebe em média 70 jogos por ano. A gestão calcula que o impacto disso fica ainda mais agravado pelo fato de haver aquecimento no gramado antes dos jogos. A conta é que isso corresponde a quase 25 jogos a mais por ano. Mas a mudança desse cenário depende dos regulamentos das competições. Os cuidados mais recentes no gramado levam em conta não só a agenda do futebol de bola redonda, mas também o da bola oval. O Maracanã vai receber jogo da NFL em 27 de setembro — no meio da data Fifa, quando há uma pausa no Brasileirão. O descanso será interrompido. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento' Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido?