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Aos 50 min do 2º tempo - gol de fora da área de Kylian Mbappe da França contra o Senegal A Copa do Mundo de 2026 vem sendo marcada por um número elevado de gols, especialmente em chutes de longa distância. O cenário chamou a atenção de comentaristas e ex-jogadores ingleses, que levantaram a hipótese de que a Trionda, bola oficial do torneio , esteja dificultando o trabalho dos goleiros, sob a influência de condições geoclimáticas existentes em Canadá, Estados Unidos e México. + Estatísticas da Copa do Mundo 2026: média de gols da primeira rodada é a maior desde 1958 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google + Confira a tabela completa da Copa do Mundo Mais de dez gols já foram marcados de fora da área nesta edição do Mundial. Também houve diversos lances em que goleiros rebateram chutes de média e longa distância, gerando oportunidades de gol. Segundo reportagem do jornal britânico Telegraph, os analistas têm observado que a bola parece chegar aos goleiros mais rápido do que o esperado. Fatores como altitude, temperatura e até as características dos estádios podem interferir em seu comportamento. 1 de 5
Trionda, a bola oficial da Copa do Mundo de 2026 — Foto: Jean Catuffe/Getty Images Trionda, a bola oficial da Copa do Mundo de 2026 — Foto: Jean Catuffe/Getty Images – Houve uma ou duas situações em que essa bola não se comportou exatamente como se esperava. É algo que merece atenção. A partida da Inglaterra foi disputada em um estádio e com ar-condicionado. Essas condições afetam a bola. A altitude da Cidade do México também afeta a bola. Assim como o calor em cidades como Boston e Nova Jersey. Tudo isso influencia – afirmou Paul Robinson, ex-goleiro da seleção inglesa e comentarista da BBC. Alguns dos gols mais comentados da primeira rodada reforçaram essa percepção. Um deles foi o primeiro gol de Lionel Messi na vitória da Argentina sobre a Argélia , em um chute de longa distância que fez uma grande curva antes de superar o goleiro Luca Zidane. Também chamaram atenção os gols de Kylian Mbappé contra o Senegal e do sueco Yasin Ayari na vitória da Suécia sobre a Tunísia . 2 de 5
Goleiro Luca Zidane não consegue defender chute de Lionel Messi — Foto: Masashi Hara/Getty Images Goleiro Luca Zidane não consegue defender chute de Lionel Messi — Foto: Masashi Hara/Getty Images Outro lance frequentemente citado pelos comentaristas britânicos ocorreu justamente no triunfo da Inglaterra sobre a Croácia por 4 a 2 na rodada inicial. Martin Baturina acertou um chute de 124 km/h da entrada da área, e Jordan Pickford, apesar de tocar na bola, não conseguiu evitar o primeiro gol croata. Curiosamente, o goleiro inglês havia elogiado a Trionda antes do torneio, afirmando que ela poderia ser lançada "a quilômetros de distância" – algo que, na prática, também favorece os atacantes. – É algo que percebi logo no início do torneio. Tenho notado isso principalmente nas bolas altas. Sinceramente, sinto que essa bola chega aos goleiros mais rápido do que eles esperam quando ela sai do pé do jogador. Você vê Pickford atacando a bola e pode perguntar: por que ele foi nela com o polegar e não com a mão aberta? Parece que a bola já está em cima dele – disse o ex-goleiro Joe Hart, outro comentarista da BBC, de acordo com a TNT britânica. 3 de 5
Jordan Pickford tenta defender chute de Martin Baturina na Copa do Mundo — Foto: Bradley Collyer/PA Images via Getty Images Jordan Pickford tenta defender chute de Martin Baturina na Copa do Mundo — Foto: Bradley Collyer/PA Images via Getty Images A média de chutes de fora da área nesta Copa é de apenas 9,3 por partida, a segunda menor desde 1966, segundo o Telegraph. Ainda assim, o torneio registrou 3,13 gols por jogo, o maior índice desde a Copa de 1958 . Para os especialistas, a combinação entre as características da bola e as diferentes condições encontradas nos países-sede ajuda a explicar esse cenário. Em locais de maior altitude, como a Cidade do México, o ar mais rarefeito reduz a resistência ao deslocamento da bola, que tende a viajar mais rápido. O mesmo pode acontecer em partidas disputadas sob temperaturas elevadas, principalmente nos Estados Unidos. Aos poucos, a adaptação fará a diferença para os goleiros. – Conforme os jogadores se acostumarem com o ambiente e com a velocidade específica dessa bola, veremos mais dessas finalizações sendo defendidas. É uma questão de coordenação entre olhos e mãos, não entre olhos e pés – afirmou Hart. 4 de 5
Torcida lotou estádio Azteca para México x África do Sul — Foto: REUTERS/Raquel Cunha Torcida lotou estádio Azteca para México x África do Sul — Foto: REUTERS/Raquel Cunha Outro ex-jogador da seleção inglesa, Wayne Rooney também destacou a influência de jogos realizados em estádios fechados e climatizados existentes nos Estados Unidos. – Faz uma enorme diferença. Quando você joga em ambientes fechados, a bola se move muito mais rápido. Ela viaja pelo ar em velocidade maior. Em estádios abertos é diferente. São pequenos detalhes, mas detalhes que fazem uma enorme diferença – disse. 5 de 5
Estádio de Atlanta antes de República Tcheca x África do Sul na Copa do Mundo — Foto: Bernadett Szabo/Reuters Estádio de Atlanta antes de República Tcheca x África do Sul na Copa do Mundo — Foto: Bernadett Szabo/Reuters A discussão sobre bolas que dificultam a vida dos goleiros não é novidade em Copas do Mundo. O caso mais famoso é o da Jabulani, utilizada no Mundial de 2010, na África do Sul, que recebeu inúmeras críticas por suas mudanças bruscas de trajetória. Já em 2022, no Catar, alguns jogadores também reclamaram da Al Rihla, embora a repercussão tenha sido menor.