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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Passou perto: Goleiro da França nasceu a 200 km da fronteira com o Brasil Rafael Reis Colunista do UOL 14/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Maignan, goleiro da França, nasceu na Guiana Francesa, que faz fronteira com o Brasil Imagem: Reuters/Vincent Carchietta Titular do gol francês desde a aposentadoria de Hugo Lloris, ao término da Copa do Mundo passada, Mike Maignan não é brasileiro por apenas 200 quilômetros de distância. O camisa 16 dos Bleus, que hoje encara a Espanha, a partir das 16h (de Brasília), em Arlington, nos arredores de Dallas, por vaga na final do Mundial-2026, é natural de Caiena, capital da Guiana Francesa, que fica a menos de três horas de carro do Oiapoque, no Amapá. Se nasceu na América do Sul, isso significa que o goleiro do Milan precisou se naturalizar francês para poder se tornar companheiro de seleção de Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Michael Olise? Sakamoto Não é o Porsche que mata, mas a bolha de ostentação Chico Barney O erro da CazéTV foi amar demais (a Argentina) Alicia Klein Mbappé tem a aura dessa Copa do Mundo PVC Os franceses chegaram ao Texas para a semi da Copa Não. Ao contrário dos seus vizinhos, a Guiana Francesa jamais declarou independência e continua sendo colônia de uma potência europeia, a França. Isso significa que seus cidadãos possuem passaporte francês e estão aptos a defender os "Bleus". O território até possui uma seleção própria, que é filiada à Concacaf e disputa torneios continentais. Mas ela não é reconhecida pela Fifa e, consequentemente, não pode participar da Copa do Mundo. Até por uma questão logística, os clubes da Guiana Francesa jogam um campeonato nacional próprio. No entanto, eles podem se inscrever na Copa da França e, caso avancem pelas diferentes fases (as primeiras, regionalizadas, claro), até enfrentar Paris Saint-Germain, Olympique de Marselha ou Monaco. Apesar de ter nascido do lado ocidental do Oceano Atlântico, Maignan nunca jogou nas Américas. Ele se mudou quando ainda era criança para a Europa e foi formado nas categorias de base do Paris Saint-Germain. O goleiro é o terceiro jogador originário da Guiana Francesa a disputar uma Copa com a tradicional camisa azul. Antes dele, o zagueiro Raoul Diagne disputou o Mundial-1938, que teve justamente a França como sede, e o meia-atacante Florent Malouda esteve nas edições de 2006 e 2010 do torneio. Continua após a publicidade Relacionadas Copa tem Mbappé até 700% mais artilheiro que em outros torneios de ponta Como desmanche do Newcastle pressiona Bruno Guimarães a ir para o Arsenal 5 jogadores da seleção que saíram da Copa-2026 com futuro indefinido Já no fim da carreira, Malouda resolveu jogar a Copa Ouro-2017 pela seleção da Guiana Francesa. Mas como o torneio seguia as regras da Fifa, ele foi considerado inelegível, já que havia atuado anteriormente pela França. Com isso, a única partida em que peitou essa decisão da entidade e foi escalado (empate por 0 a 0 com Honduras) acabou transformada em W.O., com os pontos sendo transferidos para os hondurenhos. A Copa dos melhores do mundo Com zebras apenas esporádicas, como a surpreendente campanha de Cabo Verde e a eliminação precoce da Alemanha pelas mãos do Paraguai, a Copa-2026 chega às semifinais justamente com as quatro seleções que começaram o torneio nas quatro primeiras colocações do ranking da Fifa. Além disso, essa é a primeira vez no século que todos os semifinalistas do Mundial já levantaram o troféu em alguma oportunidade: a Argentina tem três títulos, a França é bicampeã e Espanha e Inglaterra possuem uma taça, cada. A Copa-2026 é ainda a mais grandiosa já realizada. Pela primeira vez na história, teve jogos espalhados por três países diferentes: Canadá, EUA e México. Também estabeleceu novos recordes de número participantes (48, contra 32 das últimas sete edições do torneio), jogadores inscritos (mais de 1.200) e partidas disputadas (104). Continua após a publicidade A decisão está marcada para o próximo domingo, dia 19 de julho, e terá o MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos EUA, como palco. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rafael Reis por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Bolão do Guarujá (SP) acerta Quina e leva prêmio de R$ 1,4 milhão; confira EUA atacam Irã pela 3ª noite seguida; Teerã mira aliados de Trump 'Total solidariedade' a Michelle e Damares por ofensas machistas, diz Janja Agente de imigração dos EUA mata homem colombiano por engano no Maine Padre do DF rejeita excomunhão do Vaticano e diz que seguirá com missas