Conteúdo Original
Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Futebol A mexicanização do futebol brasileiro Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 16/07/2026 14h46 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Às vezes, a gente fala coisas sem tentar criar um slogan e percebe, numa resposta, que a frase certa é outra. Conversava com colega argentino, interessado na crise da seleção brasileira, durante o treino da Espanha, manhã de quinta-feira. Ele ouviu as informações sobre clubismo no futebol do Brasil, sobre dificuldade para conciliar interesses coletivos com direitos particulares, como o de não liberar jogadores para as seleções de base, e respondeu: "Entendi esse processo de mexicanização do futebol brasilieiro." Antigamente, a Argentina ganhava Libertadores e o Brasil vencia as Copas do Mundo. O Uruguai tem 15 Copas Américas e três Mundiais a menos do que o Brasil. E o México tinha o melhor campeonato nacional da América Latina, o mais lucrativo, com clubes mais ricos. A pergunta é: você sabe a cor da camisa do Puebla? A camiseta número um do Cruz Azul é branca? Wálter Maierovitch Bolsonaro se acovarda e joga o filho Flávio ao mar Juca Kfouri Messi, o ET que não cabe explicar, só desfrutar Alicia Klein O que a Argentina tem que o Brasil não tem Arthur Nestrovski O tempo das palavras escritas com próprio punho É muito importante fazer o Campeonato Brasileiro melhorar, e melhorou. O futebol de clubes sempre foi preferido pelos torcedores, até quando a torcida do Corinthians gritou Corinthians, contra a seleção, na despedida, no Pacaembu, para viajar para a Copa do Mundo de 1958. Quem torcia pelo Corinthians preferia o Corinthians à seleção. Mas quem conhece o Corinthians, o Flamengo, o Palmeiras na Europa e Estados Unidos, tirando a comunidade latina, é quem procura se informar por futebol brasileiro, porque a marca do futebol brasileiro ainda é a seleção brasileira. A CBF precisa exercer papel de liderança num projeto nacional de futebol. Com pilares econômicos, porque o futebol gera emprego e paga imposto. Culturais, porque o futebol ainda é o rosto do Brasil no exterior. De unidade nacional, porque todo mundo quer que a seleção vença, como se viu nesta Copa do Mundo. Da montagem de um calendário que permita liberações de jogadores para seleções de base que jogam mundiais, até o entendimento global de que só a seleção relevante vai fazer o futebol doméstico ser importante. Continua após a publicidade Chega de Lei do Eurico. Diziam que fazia bem ao Vasco, mas mal ao futebol brasileiro. Ora, se faz mal ao futebol brasileiro, faz mal ao seu clube. Ou o haverá um sentdo de reconstrução do futebol do Brasil ou o Brasil se tornará o México, com seu amor platônico pelo esporte mais importante do planeta. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Brennand é condenado a 31 anos de prisão; UOL revelou confissão de estupro Marina Ruy Barbosa compartilha clique sem a parte de cima do biquíni PR: Piloto relata 'calafrio' ao controle aéreo após ver luzes em Londrina Fragilizado por elo com Trump, Infantino usa Copa com 64 times para reagir Como age a nova pílula potente contra o colesterol aprovada nos EUA