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Esporte Mudanças climáticas estão por trás do calor sufocante da Copa do Mundo, dizem cientistas 03/07/2026 10h17 Deixe seu comentário Por Amy Tennery NOVA YORK, 3 Jul (Reuters) - As mudanças climáticas associadas ao uso de combustíveis fósseis criaram as condições para um calor e uma ​umidade extraordinários, o que colocou pelo menos uma ​partida da Copa do Mundo em uma zona de risco potencial, de acordo com o grupo de cientistas climáticos World Weather Attribution. A partida de sábado entre Paraguai e França ​está marcada para começar ⁠às 17h (horário da ​costa leste) na Filadélfia, com temperaturas que excedem as recomendações ⁠do sindicato FIFPRO para a prática segura ​do esporte, à medida que uma onda de calor se instala sobre grandes áreas dos EUA e partes do Canadá. Mauro Cezar Cristiano Ronaldo precisa fazer autocrítica A Hora Paulo Figueiredo dita o que Flávio Bolsonaro fala José Fucs O que a overdose de propaganda diz sobre Lula Wálter Maierovitch Guerra na Ucrânia já matou cerca de 600 mil militares O Serviço Nacional de ‌Meteorologia dos EUA alertou esta semana ‌que a ​onda de calor — um sistema de alta pressão que retém o ar quente sob si — pode fazer com que os índices de calor atinjam de 40 ‌a 46 graus Celsius em partes do Meio-Oeste e da Costa Leste, afetando muitos locais que sediarão a Copa do Mundo. Essas condições ameaçam sobrecarregar as redes de energia elétrica e afetar as comemorações ao ar livre do 250º aniversário dos Estados Unidos durante o movimentado fim de semana do feriado de 4 de julho. “Quando uma comemoração histórica do 4 de julho é interrompida e as partidas da Copa do Mundo ‌são disputadas em condições inseguras para jogadores e torcedores, não deveria ser necessário outro estudo científico para acordar as pessoas”, afirmou Friederike Otto, ​professora de Ciências Climáticas do Centro de Política Ambiental do Imperial College London, em um comunicado. “A mudança climática está ‌aqui, já está afetando as coisas de que desfrutamos em nosso dia a dia e continuará a piorar quanto mais adiarmos a inevitável transição para ‌emissões líquidas zero.” Temperaturas altíssimas e umidade ‌sufocante se tornaram um dos principais temas de discussão do torneio, um ano depois que o sindicato mundial ⁠dos jogadores FIFPRO deu o alarme sobre o calor perigoso na Copa do Mundo de Clubes, disputada nos EUA. O FIFPRO elogiou a Fifa em dezembro por se esforçar para “alinhar o planejamento do calendário da competição e a seleção dos locais com ​as preocupações em relação ​à saúde dos jogadores” na Copa do Mundo, mas afirmou que ainda havia algumas partidas que apresentavam riscos. Continua após a publicidade “A lição para todos no setor é que, com o aquecimento global, as condições de calor terão um papel cada vez mais importante nas decisões de programação de torneios e campeonatos no futuro”, afirmou o FIFPRO. A entidade que rege o futebol mundial, no entanto, não possui ⁠nenhuma regra que determine automaticamente o adiamento de uma partida devido ao calor extremo. A ​Fifa não se pronunciou imediatamente sobre o assunto. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Flávio antecipa ida aos EUA e cancela agenda no São João da Paraíba Russo não dá brecha, João Fonseca perde e dá adeus a Wimbledon Com transfer ban, Cuca chama mais 11 da base e observa angolano no Santos Filha de Ana Maria Braga rebate rótulo de vida 'radical': 'Não é simples' Ex-técnico da Coreia do Sul 'foge' para os EUA após ameaças, diz imprensa