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Náutico fica à frente duas vezes, mas Novorizontino arranca empate O técnico Enderson Moreira lamentou a falha da barreira no primeiro gol sofrido pelo Novorizontino e apontou o desgaste físico da equipe após a sequência de viagens como fatores que influenciaram no empate por 2 a 2 com o Náutico. O duelo foi neste domingo, no estádio Jorge Ismael de Biasi, pela 13ª rodada da Série B do Brasileiro. Na avaliação do treinador, o Tigre do Vale começou melhor a partida e poderia ter construído um cenário diferente caso tivesse aberto o placar no lance que acabou anulado pela arbitragem. O Timbu ficou à frente do placar duas vezes, mas o Novorizontino foi buscar o empate. — Acho que até os 20 minutos, até aquele nosso gol anulado, estávamos muito bem no jogo. Talvez, se saíssemos na frente, a história poderia ter sido outra. Fizemos o gol que deixou de ser confirmado, logo em seguida eles também tiveram um gol anulado. Depois veio o gol de falta. – Sem tirar o mérito do cobrador, mas a falta foi no meio da barreira. Nós falhamos. Falamos muito sobre isso e os jogadores têm consciência. Barreira não abre. A partir daquela vantagem deles, realmente não nos encontramos mais no primeiro tempo. 1 de 2
Enderson Moreira, técnico do Novorizontino, no empate com o Náutico — Foto: Juan Rodrigues/Novorizontino Enderson Moreira, técnico do Novorizontino, no empate com o Náutico — Foto: Juan Rodrigues/Novorizontino Veja também + Novorizontino 2 x 2 Náutico: veja como foi + Tabela e classificação da Série B Mesmo com as dificuldades, o técnico destacou a postura da equipe ao longo da partida e a busca constante pela vitória. — Foi um jogo de amplas possibilidades. O Náutico em momento algum ficou só atrás. Era uma equipe perigosa, que contra-atacava também. Tivemos muitas oportunidades de empatar e virar o jogo. Até o último instante buscamos a vitória, mesmo dando um ou outro contra-ataque. Criamos situações e lutamos pelo resultado o tempo todo. Enderson também ressaltou a dificuldade enfrentada pelo elenco para se preparar para o confronto. O treinador lembrou a vitória sobre o Goiás, fora de casa, no meio de semana, e a longa viagem de retorno antes do compromisso do domingo. — O que o nosso torcedor precisa entender é que jogamos quarta-feira em Goiânia, contra o Goiás, um adversário extremamente difícil, e tivemos uma grande vitória. Depois encaramos quase nove horas de ônibus para poder jogar hoje. – Foi uma semana com muita chuva aqui. Praticamente não conseguimos treinar com esses atletas. Ontem eles foram ao campo e foi muito pouco. Nós não conseguimos preparar a equipe. Outro assunto abordado pelo técnico foi o estado do gramado do Jorjão. Embora tenha elogiado a aparência do campo, Enderson afirmou que o excesso de água prejudicou o desempenho das duas equipes. — O gramado, visualmente, está um tapete. Mas embaixo está com um colchão de água. Por mais que os jogadores usem trava mista ou alumínio, ficam sujeitos a escorregões porque embaixo vira barro. Isso aconteceu com a nossa equipe e com o Náutico. Foi algo igual para os dois lados. Para o espetáculo, se o campo estivesse seco, talvez as equipes pudessem aproveitar melhor as oportunidades criadas. Apesar do tropeço em casa, o comandante demonstrou confiança no trabalho desenvolvido pelo Novorizontino. O Tigre soma apenas duas derrotas na Série B: para o Londrina, na estreia, e para o Sport, na Ilha do Retiro. – Nós só temos uma derrota aqui (no Jorjão) e uma derrota fora. Jogamos sete jogos fora, seis em casa. É claro que esse primeiro jogo, para nós, foi muito complicado. Uma derrota em casa, que nos custou muito, está fazendo com que sempre esteja correndo atrás. Mas a equipe tem dado uma demonstração muito boa, somos uma equipe difícil de ser batida, fora de casa também. — Estamos no caminho certo, temos que ter tranquilidade. Às vezes o Novorizontino esteve muito à frente em outras temporadas e não conseguiu manter no momento decisivo. Estamos ali perto. Quem sabe, no final, não podemos escrever uma história diferente? Essa é a nossa expectativa. Temos uma equipe que joga, que tenta buscar a vitória. Queremos a bola, queremos o jogo e queremos buscar o gol. É assim que entendemos o futebol. Enderson também evitou individualizar os méritos do atacante Robson, que marcou no segundo jogo seguido e chegou a 14 gols e quatro assistências em 27 jogos na temporada. Para o treinador, o destaque do camisa 11 é consequência do trabalho coletivo. — Falar individualmente da nossa equipe acaba sendo injusto. A finalização do Robson teve o passe do Rômulo e uma jogada construída pelo Juninho. A equipe trabalha muito. Eu não paro de enaltecer o trabalho coletivo. – O Gabriel (Bahia), por exemplo, tinha muito tempo sem jogar, entrou numa situação difícil no jogo passado e hoje, na minha concepção, fez uma boa partida. Preparamos todos para esse momento, claro que quem faz o gol ou dá a assistência são jogadores que chamam mais atenção. O técnico ainda ressaltou a importância de contar com jogadores experientes e decisivos ao longo da competição. Por fim, Enderson voltou a destacar a força do elenco e a capacidade da equipe de manter o desempenho mesmo diante de ausências. — Queremos contar sempre com jogadores no melhor momento. Tanto o Robson quanto o Carlão são atletas de muita qualidade, que podem definir jogos em qualquer situação e a qualquer momento. — Perdemos atletas, ficam um, dois ou três sem poder participar, e mantemos o mesmo nível de desempenho. Quero sempre enaltecer o grupo e a qualidade. 2 de 2
NOVORIZONTINO X NÁUTICO - SÉRIE B — Foto: Marcelo Chagas/CNC NOVORIZONTINO X NÁUTICO - SÉRIE B — Foto: Marcelo Chagas/CNC O Novorizontino volta à campo na segunda-feira (22), às 20h, para enfrentar a Ponte Preta, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, pela 14ª rodada da Série B.