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Análise dos Times

Palmeiras

Principal

Motivo: O texto exalta a superioridade do Palmeiras, destacando sua organização, jogadas bem trabalhadas e o merecimento da vitória, mesmo com polêmicas.

Viés da Menção (Score: 0.8)

Motivo: O São Paulo é retratado como inferior em vários aspectos, com críticas à escalação, decisões do técnico e incapacidade de envolver a defesa adversária.

Viés da Menção (Score: -0.5)

Palavras-Chave

Entidades Principais

São Paulo Palmeiras Abel Ferreira Hernán Crespo Andreas Pereira Vitor Roque Murilo Flaco López Calleri Campeonato Paulista Maurício Gómez Marlon Freitas

Conteúdo Original

Na noite deste domingo, na Arena Barueri, o Palmeiras chegou a histórica marca de 11 jogos consecutivos sem perder para o São Paulo, a maior de sua trajetória diante do Tricolor. A vitória por 2x1 contou com novo pênalti claro reclamado pelo arquirrival, assim como já havia ocorrido no Brasileirão do ano passado. O cenário do clássico, no entanto, premiou a equipe que foi melhor na partida. O São Paulo demorou bastante a igualar as forças. Teve uma penalidade máxima anotada a seu favor em lance discutível e diminuiu o placar no 2 º tempo. Mas não se aproximou de merecer um empate na sequência. Seja pela incapacidade de quem estava em campo ou por decisões de escalação e substituições questionáveis de seu treinador. O Palmeiras recuou muito depois dos 30 minutos. Escalações Abel Ferreira repetiu a base que vem escalando nesta temporada. O 4-4-2 com Maurício e Allan como meias, Andreas Pereira e Marlon Freitas como volantes, e a dupla Flaco-Roque na frente. Já Hernán Crespo, surpreendeu ao escalar Luan como titular pela primeira vez na temporada. Danielzinho ficou no banco. 2 de 5 Como Palmeiras e São Paulo iniciaram a semifinal do Paulistão 2026 — Foto: Rodrigo Coutinho Como Palmeiras e São Paulo iniciaram a semifinal do Paulistão 2026 — Foto: Rodrigo Coutinho O jogo O Palmeiras não demorou a utilizar uma conhecida arma para sair na frente do São Paulo no placar. A marcação bem ajustada no campo de ataque. Isso já havia sido decisivo contra o Fluminense e se repetiu na noite deste domingo. Murilo desarmou Luciano em uma cobrança de lateral do Tricolor em seu próprio campo e deu início à rápida troca de passes que terminou no gol de Maurício. Marlon Freitas, Flaco López e Vitor Roque participaram do lance que inaugurou o placar logo aos sete minutos e deu tranquilidade ao Palestra. A facilidade para achar as conexões e a velocidade nos movimentos que geram opções de passe chamaram a atenção em outras transições ofensivas ao longo da 1ª etapa, mas faltou precisão para aumentar o placar. Se a proposta inicial era marcar dentro do campo rival, o bloco defensivo foi recuando com o passar dos minutos, mas o Palmeiras não perdeu o bom posicionamento e a concentração para fechar os espaços. Andreas Pereira auxiliou Vitor Roque e Flaco López no primeiro combate central, mas também recuou para bloquear a entrada da área defensiva ao lado de Marlon Freitas. Maurício e Allan foram obedientes e inteligentes tecnicamente para pressionar Lucas Ramon e Enzo Diaz no campo de ataque, ou para dobrar a marcação com Piquerez e Khellven mais atrás. Gómez e Murilo estiveram impecáveis na proteção da área. Maurício e Piquerez chegaram perto de ampliar em ataques rápidos. Flaco López assustou em cabeçada por cima da meta. 3 de 5 Palmeiras x São Paulo pela semifinal do Campeonato Paulista — Foto: Marcos Ribolli Palmeiras x São Paulo pela semifinal do Campeonato Paulista — Foto: Marcos Ribolli O São Paulo tinha a estratégia de encaixar a marcação da seguinte maneira: Bobadilla e Marcos Antônio se preocuparam em combater Piquerez e Khellven respectivamente. Lucas e Luciano tentavam vigiar Andreas Pereira e Marlon Freitas. Lucas Ramon e Enzo Diaz tinham Maurício e Allan como alvos. E Luan deveria auxiliar a dupla de zaga no combate à dupla de ataque anfitriã. O jogo, no entanto, se desenvolveu pouco nesta fase. O Palmeiras quase sempre atacava em transições rápidas. E utilizava passes longos quando sentia os encaixes citados acima incomodando. Ganhava as ''segundas bolas'' e acelerava. O ritmo são-paulino não era o mesmo. O time demorou a vencer mais duelos, se adaptar a velocidade do jogo. O Tricolor terminou o 1º tempo com mais posse de bola, mas pouca capacidade de envolvimento ao sistema defensivo oponente. Lucas e Luciano se moveram apenas por dentro, e ficaram encaixotados entre volantes e zagueiros. Marcos Antônio e Bobadilla tiveram pouca influência na construção. Os laterais ficaram isolados pelos flancos. Apenas Enzo Diaz conseguiu incomodar de alguma forma. 4 de 5 Palmeiras x São Paulo pela semifinal do Campeonato Paulista — Foto: Marcos Ribolli Palmeiras x São Paulo pela semifinal do Campeonato Paulista — Foto: Marcos Ribolli Apesar do cenário desfavorável, Crespo manteve a equipe para a 2ª etapa. Quase sofreu mais um tento em cabeçada de Marlon Freitas logo aos dois minutos. O São Paulo, no entanto, intensificou seus movimentos ofensivos depois do intervalo e teve em Lucas uma figura mais participativa. O camisa 7 tentou um cruzamento pela esquerda e a bola bateu no braço esquerdo aberto de Gustavo Gómez. O pênalti não foi marcado pela árbitra Daiane Muniz, que também não foi ao VAR. O Palmeiras, por sua vez, seguia mais perigoso e chegou ao segundo gol ainda aos 11 minutos do 2º tempo. Flaco López se aproveitou de uma jogada ensaiada entre Andreas e Piquerez em falta lateral e ampliou. Crespo tirou o inoperante Luan para a entrada de Danielzinho. O São Paulo não sentiu o segundo gol e manteve a insistência. Foi premiado com um pênalti. Marlon Freitas bateu com o braço no pescoço de Bobadilla dentro da área alviverde, o paraguaio caiu e a infração foi marcada. Calleri converteu o duvidoso pênalti! 5 de 5 Calleri comemora gol do São Paulo contra o Palmeiras pela semifinal do Campeonato Paulista — Foto: Marcos Ribolli Calleri comemora gol do São Paulo contra o Palmeiras pela semifinal do Campeonato Paulista — Foto: Marcos Ribolli Abel sacou Allan e Maurício antes dos 30 minutos. Arias e Felipe Anderson entraram. No Tricolor, Cauly substituiu Bobadilla em uma tentativa de ser mais criativo. O time visitante tinha a bola dentro do campo alviverde, mas não penetrava na área em condições de finalizar. Apelava para cruzamentos sem o melhor cenário para isso. Mesmo precisando de drible e mobilidade para abrir a defesa do Palmeiras, Crespo manteve Ferreirinha no banco e colocou André Silva no lugar de Lucas. Luciano, em péssima noite, ficou no gramado até o apito final. Usou apenas três substituições. O Tricolor tentou pressionar na base do ''abafa'' e acabou elimininado. Pouco para superar a concentrada defesa alviverde.