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Só para assinantes Assine UOL Opinião Argentina não vê a cor da bola, e a Espanha leva o merecido bi Milton Neves Colunista do UOL 19/07/2026 19h16 Deixe seu comentário Ferran, da Espanha, comemora gol contra a Argentina pela Copa do Mundo Imagem: Michael Regan - FIFA/FIFA via Getty Images Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Espanha 1 x 0 Argentina A velha máxima do futebol diz que final não se joga, se ganha. E foi exatamente nisso que a Argentina apostou. PVC O fracasso da organização nos EUA é impressionante Juca Kfouri Falsidades sobre encontro de Messi com Netanyahu Sakamoto Copa expôs como Brasil é humilhado por bets Angela Alonso Movimento de Michelle parece protótipo de partido Scaloni armou um time disposto a sofrer, fechar todos os espaços e esperar que Lionel Messi encontrasse, em um único lance, o caminho para mais um milagre. A estratégia quase funcionou. Mas, para ganhar uma final, também é preciso jogar ao menos um pouquinho. E isso a Argentina simplesmente não fez. Durante praticamente 115 minutos, a Espanha tomou conta da partida. Mas tomou conta MESMO! Continua após a publicidade Teve 65% de posse de bola, finalizou 20 vezes contra apenas duas dos argentinos, criou quatro grandes chances de gol e obrigou Dibu Martínez a fazer nada menos que 11 defesas. Se o placar permaneceu zerado por tanto tempo, foi muito mais por causa do goleiro sul-americano do que por mérito do sistema defensivo da equipe. A Espanha amassou. Rodou a bola de um lado para o outro, sufocou, pressionou e empurrou a atual campeã para dentro de sua própria área. A Argentina resolveu acordar quando levou o merecidíssimo gol de Ferran Torres, já nos segundo tempo da prorrogação. Foi naquele momento que Messi conseguiu organizar uma pressão inédita, empilhar escanteios e dar um último susto em Unai Simón. Continua após a publicidade Muito pouco. Depois de tantos milagres e remontadas ao longo desta Copa, desta vez não havia justiça esportiva em um novo empate. Quem merecia levantar a taça era a Espanha. E foi exatamente o que aconteceu. Depois da atuação monumental diante da França na semifinal e do domínio absoluto sobre a Argentina na decisão, a equipe de Luis de la Fuente encerra o Mundial como campeã incontestável. Um título conquistado com futebol, coragem e jogando para vencer, e não apenas para sobreviver. Continua após a publicidade Do outro lado, Lionel Messi se despede das Copas do Mundo com "apenas" um título. O "apenas", obviamente, vai entre aspas. Porque, olhando para os elencos que o cercaram durante boa parte de sua trajetória em Mundiais e comparando-os com as verdadeiras seleções de galácticos que França, Espanha e Alemanha apresentaram ao longo das últimas décadas, talvez a maior conclusão seja outra. Messi não ganhou pouco. Talvez até tenha conseguido muito no maior evento esportivo da Terra. Opine! Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milton Neves por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Idoso é resgatado de trabalho análogo à escravidão em Altamira (PA) Fifa homenageia Pelé em show do intervalo na final da Copa: "Love, love!" EUA confirmam a morte de mais um soldado em meio ao conflito com o Irã Copa: show do intervalo tem Ronaldos e Pelé, mas só para quem viu pela TV Argentina passa 90 minutos sem chutar a gol na final da Copa do Mundo