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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Invicto na Copa, Cabo Verde confirma recado à Uefa Alicia Klein Colunista do UOL 22/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Pina comemora gol de Cabo Verde contra o Uruguai na Copa Imagem: Chandan Khanna/AFP Cabo Verde está invicto na Copa do Mundo. Representando o estreante arquipélago com pouco mais de 500 mil habitantes, os comandados do técnico Bubista seguraram a poderosa Espanha em um 0 a 0 duríssimo, cometendo apenas uma falta e consagrando o goleiro Vozinha. Contra um motivado Uruguai, abriram o placar, tomaram a virada e buscaram o 2 a 2, mostrando saber lidar até com a mais catimbeira das seleções. Duas partidas contra dois campeões mundiais. Zero derrotas. Mais cedo, o Irã já tinha parado a Bélgica. Com dois pontos no torneio, também mantém chances de se classificar apesar da mais absurda falta de isonomia já vista em um evento deste porte. Curaçao parou o Equador de todas as maneiras, conquistando o primeiro ponto no Mundial de um país com 160 mil pessoas. Depois de 54 anos, a República Democrática do Congo voltou e empatou por 1 a 1 com a grande geração portuguesa, em fantástica demonstração de disciplina tática. Alicia Klein Invicto, Cabo Verde confirma recado à Uefa Casagrande Brasil ainda não teve a intensidade de Cabo Verde Pedro Rossi A lógica da meritocracia e o salário de Neymar Fabiola Andrade Yamal faz a Espanha sonhar com o título Alguns dos melhores jogos da Copa da exclusão foram protagonizados por seleções de países sobreviventes: às suas eliminatórias, às suas limitações geográficas, a guerras e até à Fifa. Quem poderia preferir um campeonato sem elas? O presidente da Uefa, aparentemente. Há alguns dias, 13 confederações publicaram uma nota de repúdio à fala de Aleksander ?eferin, para quem o novo formato geraria "jogos desinteressantes". Cabo Verde, Curaçao, Haiti, República Democrática do Congo, Senegal e Uzbequistão assinaram a nota, com apoio de África do Sul, Argélia, Costa do Marfim, Egito, Gana, Marrocos e Tunísia. Para os nossos países, não existe jogo insignificante da Copa do Mundo da FIFA. Para os nossos países, a qualificação para o Mundial da FIFA representa uma conquista histórica e a realização de um sonho partilhado por gerações. Sugerir que alguns dos nossos jogos seriam de alguma forma menos importantes é profundamente decepcionante e equivale a ignorar os esforços, sacrifícios e aspirações de jogadores, treinadores, clubes, dirigentes do futebol e torcedores em todo o mundo. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Poxa, deixaram entrar muita gente nova na sua festinha, né, Aleksander? Que chato. Certeza que você preferiria ficar só entre os seus amiguinhos, aproveitando os frutos que seu continente colheu da pilhagem promovida em outros cantos do mundo, com um futebol liderado pelos filhos da diáspora provocada pela destruição que vocês deixaram para trás. Pena para vocês que não vai dar. Porque a Copa do Mundo é muito melhor com os novos integrantes, inclusive esportivamente, inclusive contra europeus. Melhor aceitar, para doer menos. Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Cofre do centrão contrata por R$ 113 mi firma de inscrita no Bolsa Família Keir Starmer renuncia ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido Ex-escravizado, mecânico cria empresa milionária de produtos automotivos Não é só a liderança: ficar em 2º vai tornar seleção 'sem casa' na Copa Cerveja sem glúten vale a pena para quem não é celíaco?