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Ponte Preta vence o Londrina e é campeã da Série C Vai começar a Série C do Campeonato Brasileiro 2026 . A partir deste sábado (4), 20 clubes de todas as regiões entrarão em campo disputando quatro vagas na Segundona do ano que vem. Para você ficar por dentro da competição, o ge preparou um guia com tudo sobre as equipes que vão participar da 3ª divisão do futebol do país. + Confira a tabela completa da Série C A competição segue os mesmos moldes das temporadas anteriores, com todos se enfrentando em turno único, com os oito que mais somarem pontos se classificando para os quadrangulares do acesso. A única diferença é que apenas duas equipes serão rebaixadas para a Série D. 1 de 23
Série C 2026 começa neste fim de semana — Foto: Reprodução/Chatgpt Série C 2026 começa neste fim de semana — Foto: Reprodução/Chatgpt Representantes por região Pelo quinto ano seguido, a região Nordeste tem o maior número de representantes, mas dessa vez aparece empatado com o Sul, ambas com seis times. Em seguida, a região Sudeste aparece com cinco. O Norte, que ano passado não tinha nenhuma equipe, hoje conta com duas. A região Centro-Oeste segue com o Anápolis como único integrante da Terceirona. Campeão da Série D no ano passado, o Barra-SC , será o único time estreante na Série C 2026. O time chega embalado após conquistar o título do Campeonato Catarinense. 2 de 23
Barra-SC é campeão da Série D após empate com o Santa Cruz — Foto: Marlon Costa/AGIF Barra-SC é campeão da Série D após empate com o Santa Cruz — Foto: Marlon Costa/AGIF Centro-Oeste Anápolis ; Nordeste Botafogo-PB , Confiança , Floresta , Itabaiana , Maranhão e Santa Cruz ; Norte — Amazonas e Paysandu ; Sudeste Ferroviária , Guarani , Inter de Limeira , Ituano e Volta Redonda ; Sul Barra-SC , Brusque , Caxias , Figueirense , Maringá e Ypiranga-RS . 3 de 23
Santa Cruz é um dos times que retornam à Série C em 2026 — Foto: Marlon Costa/AGIF Santa Cruz é um dos times que retornam à Série C em 2026 — Foto: Marlon Costa/AGIF Regulamento do campeonato Os 20 participantes se enfrentam em turno único na primeira fase, totalizando 19 rodadas. Os oito melhores classificados avançam para a segunda fase. A grande novidade deste ano é que apenas os dois últimos serão rebaixados para a Série D. Na segunda fase, os oito classificados serão divididos em dois grupos de quatro equipes: um com 1º, 4º, 5º e 8º colocados, e outro com 2º, 3º, 6º e 7º. As equipes jogam entre si em turno e returno, e os dois melhores de cada chave conquistam o acesso para a Série B . Os líderes dos grupos fazem a final para definir o campeão da Série C de 2026 . Lista dos campeões ano a ano: 1981: Olaria 1988: União São João 1990: Atlético-GO 1992: Tuna Luso 1994: GE Novorizontino 1995: XV de Piracicaba 1996: Vila Nova 1997: Sampaio Corrêa 1998: Avaí 1999: Fluminense 2001: Paulista 2002: Brasiliense 2003: Ituano 2004: União Barbarense 2005: Remo 2006: Criciúma 2007: Bragantino 2008: Atlético-GO 2009: América-MG 2010: ABC 2011: Joinville 2012: Oeste 2013: Santa Cruz 2014: Macaé 2015: Vila Nova 2016: Boa Esporte 2017: CSA 2018: Operário-PR 2019: Náutico 2020: Vila Nova 2021: Ituano 2022: Mirassol 2023: Amazonas 2024: Volta Redonda 2025: Ponte Preta * Não houve disputa da Série C nos anos de 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1989, 1991, 1993 e 2000. Veja como chega cada um dos times, separados por cotação: Candidatos ao acesso direto⬆️ Amazonas Campeão da Série C em 2023, o Amazonas retorna à Terceirona em 2026 sob desconfiança. Na sua segunda participação na competição, a Onça-pintada chega pressionada após perder o título do Campeonato Amazonense para o Nacional e e acumular eliminações recentes que aumentaram a cobrança sobre elenco e comissão técnica. Após a saída de Márcio Fernandes, o clube anunciou a chegada de Cristian de Souza, treinador que vinha de rebaixamento com o Joinville no Campeonato Catarinense. A estreia do novo comandante aconteceu justamente na decisão estadual, com derrota. O profissional chega com a missão de colocar a equipe novamente na Série B. Principal reforço do Amazonas para a temporada, Marcelo Cirino , de 34 anos, surge como a principal esperança ofensiva da equipe. Com passagens por Flamengo e Athletico-PR , o atacante conquistou quatro títulos paranaenses, além da Copa Suruga Bank, da Copa Sul-Americana de 2018 e da Copa do Brasil de 2019 pelo clube paranaense. Na decisão da Copa do Brasil, protagonizou a jogada conhecida como “Cirineta" no lance do gol do título contra o Internacional. Pelo Flamengo, também conquistou dois títulos cariocas. 4 de 23
Marcelo Cirino comemora gol pelo Amazonas — Foto: Fernando Vasconcelos Marcelo Cirino comemora gol pelo Amazonas — Foto: Fernando Vasconcelos Botafogo-PB Após vencer o Campeonato Paraibano, algo que não acontecia desde 2019, o Botafogo-PB chega animado para a Série C. O time iniciou a temporada de forma conturbada, com atuações abaixo do esperado, mas com a contratação do técnico Lisca para o lugar de Bernardo Franco, vem em crescimento e, finalmente, encerrou a sequência sem títulos no estadual. Equipe há mais tempo na Série C - este ano o clube vai disputar a 13ª edição de forma consecutiva -, o Botafogo-PB espera, enfim, buscar o tão sonhado acesso. Em seu segundo ano como SAF, o Alvinegro da Estrela Vermelha recebeu diversas melhorias estruturais no Centro de Treinamento da Maravilha do Contorno e está mais organizado financeiramente. No elenco, o principal destaque é o meia Nenê . Aos 44 anos, o atleta agrega qualidade ao time que possui uma mescla de experiência com juventude. O elenco ainda conta com vários atletas com passagens por clubes das Séries A e B, a exemplo do goleiro Max Walef , o lateral-esquerdo PK , o meia Giovanni , além dos atacantes Felipe Azevedo , Rodolfo e Henrique Dourado . 5 de 23
Nenê erguendo a taça do Campeonato Paraibano 2026 — Foto: João Neto/Botafogo-PB Nenê erguendo a taça do Campeonato Paraibano 2026 — Foto: João Neto/Botafogo-PB Guarani O Guarani caminha para a sua segunda participação consecutiva na Série C após bater na trave em 2025, quando parou no quadrangular final. Para esta temporada, o Bugre entra como um dos maiores investimentos da competição. Nos bastidores, o processo para a transformação em SAF avança, enquanto dentro de campo o elenco conta com nomes conhecidos do futebol brasileiro, como o goleiro Caíque Franca , o zagueiro Rafael Donato , os volantes Ralf e Willian Farias , os meias Diego Torres e João Paulo , além do atacante Lucca . Após um Paulistão de altos e baixos, que terminou sem a classificação ao mata-mata, e a eliminação precoce na Copa do Brasil para o Castanhal-PA, o clube apostou em uma reformulação no departamento de futebol. O técnico Matheus Costa foi substituído por Elio Sizenando , que chega credenciado pelo trabalho no Capivariano (surpresa do estadual ao terminar no G-8), enquanto Carlos Frontini assumiu o cargo de executivo na vaga de Farnei Coelho . 6 de 23
Após boa campanha pelo Capivariano no Paulistão, Elio Sizenando é o novo técnico do Guarani — Foto: Raphael Silvestre/Guarani FC Após boa campanha pelo Capivariano no Paulistão, Elio Sizenando é o novo técnico do Guarani — Foto: Raphael Silvestre/Guarani FC No mercado, o Alviverde buscou peças com "DNA" de acesso. O lateral-direito Ynaiã (ex-Velo Clube) foi o escolhido para o setor após a saída do experiente Cicinho . O zagueiro Edson , campeão da Série C com a Ponte em 2025, e o meia João Paulo , que subiu com o São Bernardo na última edição, também desembarcaram no Brinco de Ouro trazendo a experiência recente de sucesso na competição. Paysandu O Paysandu chega à Série C embalado pelo título do Campeonato Paraense, conquistado contra o maior rival, Remo, que está duas divisões acima, além de vaga na 5ª fase da Copa do Brasil. Com reforços pontuais, aliado a base formada por jovens da base e nomes experientes, o Papão lutará por acesso e, quem sabe, pela conquista inédita da Terceirona. Júnior Rocha chegou com a missão de coordenar um elenco muito jovem, formado por 17 garotos da base, reforçados com contratações pontuais, como Marcinho e Ítalo , e poucos remanescentes da Série B. Tem dado muito certo até aqui, tendo respaldo da diretoria e confiança da Fiel Bicolor. Contratado para ser o principal armador da equipe, Marcinho se tornou bem mais que isso, tanto que é capitão e referência técnica do elenco. Aos 30 anos, o meia que subiu com a Chape para a Série A quer conquistar um novo acesso, agora da C para a B. Ele é o vice-artilheiro do time, atrás apenas do centroavante Ítalo . 7 de 23
Marcinho comemora gol do Paysandu contra o GAS na Copa Norte com torcida ao fundo — Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu Marcinho comemora gol do Paysandu contra o GAS na Copa Norte com torcida ao fundo — Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu Santa Cruz O Santa Cruz chega na Série C querendo fazer diferente do que mostrou em 2026. Eliminado nas semifinais do Pernambucano e na segunda fase da Copa do Brasil, o Tricolor apostou em jogadores experientes na reformulação no elenco. Ao todo, foram 15 contratações, com destaque para o volante Fabinho , o meia Régis, o atacante Everaldo e o centroavante Tiago Marques . Paralelamente a isso, o clube tem enfrentado dificuldades financeiras, com salários atrasados, enquanto espera a concretização do processo da SAF. A expectativa, contudo, é de lutar pelo acesso à Série B, apesar do cenário de incógnita. Claudinei Oliveira chegou após a eliminação do Santa para o Náutico no Campeonato Pernambucano. A estreia não foi positiva, com a queda diante do Sousa na Copa do Brasil, mas o treinador participou do processo de reformulação e terá a missão de tornar a equipe competitiva para a disputa da competição nacional. Principal reforço do clube para a Série C, o meia Régis chegou ao Santa Cruz com status de destaque do time, que carece de uma referência. Com passagens por grandes clubes e em divisões superiores, o jogador conquistou o acesso à Série A pelo Remo em 2025 e tenta, num cenário diferente, também subir de divisão. É esperança de protagonismo da equipe tricolor. 8 de 23
Régis, meia do Santa Cruz, em treino no Arruda — Foto: Evelyn Victória/Santa Cruz Régis, meia do Santa Cruz, em treino no Arruda — Foto: Evelyn Victória/Santa Cruz Candidatos ao G-8️⃣ Barra-SC O Barra-SC vive o melhor momento de sua curta história, de 13 anos. Após conquistar o inédito título nacional, da Série D, em 2025, o Pescador também vem de outra conquista inédita, o Campeonato Catarinense 2026, após desbancar a Chapecoense na decisão. Na Copa do Brasil, a equipe vem de classificação à quinta fase da competição, eliminando o América-MG e o Volta Redonda na terceira e quarta fase, ambos nas penalidades. Bernardo Franco chegou ao Barra para dar sequência ao trabalho de Eduardo Souza, após o ex-comandante deixar o clube rumo ao Atlético-GO. Ele ainda não estreou no comando técnico do Pescador, pois foi anunciado neste mês de março. Em 2025, Franco fez um trabalho de recuperação no Brusque , batendo na trave na briga pelo acesso à Série B, com uma derrota no último jogo do quadrangular contra o Náutico. 9 de 23
Elvinho - Meia do Barra — Foto: Tiago Winter/Barra FC Elvinho - Meia do Barra — Foto: Tiago Winter/Barra FC O Barra-SC se destaca pelo grupo e o entrosamento da equipe titular em boa parte da temporada. Porém, o goleiro Ewerton pode ser apontado como o grande nome desse time, após atuações decisivas e pênaltis defendidos. O setor defensivo é um dos pilares para essa sequência positiva do Pescador. Ofensivamente, Elvinho , um dos ídolos da torcida, tem sido o principal nome, atuando como camisa 10 e marcando gols importantes. Brusque O Brusque vem de uma boa participação no Campeonato Catarinense, chegando às semifinais da competição. O time passou por grandes mudanças de 2025 para esta temporada, com reformulação em alguns setores, principalmente na linha de defesa e setor de meio-campo. Após bater na trave em 2025, o clube tenta garantir a vaga na Série B de 2027. O técnico Higo Magalhães chegou ao time no início da pré-temporada, participando diretamente da montagem do elenco atual. Ele tem feito um trabalho consistente, com um time que aposta na velocidade pelo lado de campo e transições rápidas. O time tem jogado com um esquema de 5-3-2, com variações de 4-2-3-1 e 4-4-2 em alguns jogos. 10 de 23
Higo Magalhães, técnico do Brusque — Foto: Lucas Gabriel Cardoso/BFC Higo Magalhães, técnico do Brusque — Foto: Lucas Gabriel Cardoso/BFC O atacante nigeriano Clinton é o grande destaque da equipe na temporada, sendo a válvula de escape em contra-ataques, além de ter marcado dois gols e uma assistência neste início de ano. Ele chegou ao clube com contrato em definitivo nesta temporada, porém, já havia atuado pelo Quadricolor em 2025, por empréstimo. Ferroviária A Ferroviária está na briga pelo acesso ao Paulistão. Na Série A2, a equipe de Araraquara (SP) foi vice-líder na primeira fase e está em segundo lugar no Grupo 3 do quadrangular. Após um mau início nesta nova etapa do estadual, a AFE se recuperou com duas vitórias seguidas e voltou a sonhar com o retorno à elite estadual. Em 19 jogos no ano, a Locomotiva venceu dez, empatou quatro e perdeu cinco. Comandante afeano em 2026, Rogério Corrêa já disputou a Série C em três oportunidades, todas elas pelo Volta Redonda, e conseguiu o acesso em 2024 pelo clube do Rio de Janeiro. Na AFE desde o início da temporada, ele soma quase 60% de aproveitamento. Corrêa costuma montar o time no 4-3-3, com variações durante a partida. Considerado um camisa 10 clássico, Albano é o líder técnico da Ferroviária. Em 17 jogos, tem três gols e duas assistências. Além de participar do jogo ofensivo, seja com passes, bola parada e finalizações, ele também melhorou sua participação na linha de marcação no meio de campo no momento defensivo. 11 de 23
Albano marca para Ferroviária contra o São José-SP no quadrangular da Série A2 — Foto: Guilherme Moro/Ferroviária SAF Albano marca para Ferroviária contra o São José-SP no quadrangular da Série A2 — Foto: Guilherme Moro/Ferroviária SAF Inter de Limeira A Inter de Limeira volta a disputar a Série C depois de 23 anos. A equipe paulista bateu na trave do acesso na Série D por algumas oportunidades até conseguir a promoção no ano passado, se recuperou de um fatídico primeiro semestre que culminou no rebaixamento no Paulistão. Neste ano, mesmo sem acesso para voltar à elite estadual, o Leão trata a competição nacional como prioridade. O principal objetivo é a permanência, dando mais tempo para o processo de reestruturação administrativa - a equipe pode se transformar em SAF a qualquer momento. O treinador Matheus Costa chega no Limeirão com experiência na divisão. Ele trabalhou em 2025 por dois clubes diferentes: Ypiranga-RS e Guarani, onde bateu na trave do acesso no quadrangular final. Após a saída de Campinas após o Paulistão, foi contratado para dirigir o elenco da Inter e agregar experiência da divisão na comissão técnica. Ex-Cruzeiro, o camisa 10 Claudinho é o responsável por comandar as ações ofensivas e fazer a bola chegar em atacantes conhecidos, como Getúlio , ex-Chapecoense e Avaí, e Miguel Bianconi , revelado pelo Palmeiras. Outro nome importante é o goleiro Saulo . Aos 40 anos, o arqueiro do Leão é o capitão e responsável por liderar a defesa. 12 de 23
Saulo é o nome experiente da Inter de Limeira — Foto: Foto: Juninho Bosco/Inter de Limeira Saulo é o nome experiente da Inter de Limeira — Foto: Foto: Juninho Bosco/Inter de Limeira Ituano Depois de um ótimo início de temporada na Série A2, o Ituano oscilou, mas chegou à segunda fase e está na briga pelo acesso à elite estadual. O Galo de Itu foi duplamente rebaixado em 2024 e não conseguiu retornar às divisões anteriores na temporada passada. Neste início de campeonato, as atenções ainda devem estar voltadas ao estadual, mas em seguida, o clube direcionará todos os esforços para a Série C. Campeão da Série C de 2021 pelo clube, Mazola Júnior retornou para sua terceira passagem pelo Ituano no início do ano passado e, embora não tenha conquistado os acessos, tem crédito internamente. Ele alcançou recentemente, inclusive, a marca de técnico com mais jogos na história rubro-negra. Aos 38 anos, Neto Berola segue sendo o principal nome do Ituano. Depois de conviver com lesões, o atacante tem se mostrado saudável desde a temporada passada, na qual terminou como artilheiro da equipe, com 13 gols. Nesta aqui, ele também lidera o quesito, com cinco, e é uma referência técnica e em termos de experiência para o elenco. 13 de 23
Neto Berola em ação pelo Ituano — Foto: Flávio Torres/Ituano FC Neto Berola em ação pelo Ituano — Foto: Flávio Torres/Ituano FC Volta Redonda De volta à Serie B após 26 anos na temporada passada, o Volta Redonda não conseguiu cumprir com as expectativas de se manter na segunda divisão e acabou rebaixado na penúltima colocação. Campeão da Série C em 2024, o clube carioca agora espera repetir o desempenho para voltar mais uma vez para o segundo escalão do futebol brasileiro. No início da temporada, o clube aurinegro chegou às quartas de final do Campeonato Carioca e deu trabalho para o Vasco, mas foi eliminado nos pênaltis. Após o torneio, o técnico Rodrigo Santana pediu demissão para assumir a Ponte Preta. Ele foi sucedido por William De Mattia , campeão estadual com o Sergipe em 2026. 14 de 23
William De Mattia, novo técnico do Volta Redonda — Foto: João Braz VRFC William De Mattia, novo técnico do Volta Redonda — Foto: João Braz VRFC O grande destaque do Volta Redonda é o atacante Ygor Catatau , que teve passagens por clubes como Vasco e Vitória e é o artilheiro da equipe na temporada. O jogador chegou a ser excluído do futebol em 2023 por envolvimento em esquemas de apostas e manipulação de resultados, mas foi liberado pelo STJD a voltar a atuar no ano passado e busca retomada na carreira. Figurantes 👕 Caxias O Caxias vive um período de reconstrução após um início de ano sem brilho. A equipe foi eliminada nas quartas de final do Gauchão pelo Ypiranga e, logo depois, caiu na semifinal do Troféu Farroupilha diante do São Luiz. Na Copa do Brasil, o revés veio logo na estreia, em casa, no duelo gaúcho com o Guarany de Bagé. Vale lembrar que, na Série C do ano passado, o time da Serra liderou a primeira fase, mas decepcionou ao terminar na lanterna do quadrangular e não confirmar o acesso. Após o término do Gauchão, o clube passou por uma reformulação na diretoria e no elenco: oito reforços chegaram ao Grená para as disputas do Brasileirão e da Copa Sul-Sudeste, na qual herdou a vaga após a desistência do Internacional e estreou com empate com o Operário-PR. Aos 59 anos, o experiente Marcelo Cabo tem passagens por Vasco, Atlético-GO e Santa Cruz. Ele assumiu o Caxias depois de Fernando Marchiori pedir o desligamento após a derrota para o Inter. Até o momento, o retrospecto de Cabo é de uma vitória em cinco jogos e três eliminações (quartas de final do Gauchão, semifinal da Taça Farroupilha e primeira fase da Copa do Brasil). Em contrapartida, o técnico teve o elenco reforçado e um bom tempo de treinamento para as competições nacionais. 15 de 23
Marcelo Cabo é o treinador do Caxias — Foto: Luiz Erbes/S.E.R. Caxias Marcelo Cabo é o treinador do Caxias — Foto: Luiz Erbes/S.E.R. Caxias Autor de quatro gols e uma assistência pelo São Luiz no Campeonato Gaúcho, o atacante Felipe Rangel é a principal aposta do Caxias para a sequência da temporada. Marcado pelos bonitos gols no estadual, o atleta ficou entre os artilheiros do Gauchão e chega para ser o “homem-gol” do Grená. Aos 23 anos, Rangel acumula passagens por Grêmio São-Carlense, União Frederiquense, Chapecoense, Guarany de Bagé e Concórdia-SC. Confiança Presença constante na Série C, o Confiança vai para a sua 24ª participação - é o time que por mais vezes esteve na terceira divisão nacional. A competição é o grande foco do ano, e também será uma forma de encaixar os rumos em uma temporada turbulenta até aqui. Vice-campeão estadual para o grande rival, o Sergipe, mas ao mesmo tempo classificado à quinta fase da Copa do Brasil, o Dragão vive um ano de oscilações em resultados e desempenhos. Parte disso se reflete no comando técnico: o time está em seu terceiro treinador de 2026. A aposta para a Série C foi em Cláudio Caçapa , de 49 anos. O ex-zagueiro faz o seu primeiro trabalho efetivo em um clube brasileiro, e chegou em um período bastante corrido, em meio a jogos eliminatórios no estadual e na Copa do Brasil. Caçapa fez apenas sete jogos no comando proletário, e agora terá a grande meta da Série C pela frente. O elenco do Confiança passou por algumas mudanças para a Série C, e aposta em nomes experientes. Neste sentido, o mais conhecido deles é Sassá . O atacante de 32 anos chegou com status de homem gol, e ainda não cumpriu a expectativa (tem um gol em 16 jogos), mas vem sendo titular de forma constante com Cláudio Caçapa. Outros destaques são o volante Renilson e o atacante Breyner Camilo , que fez ótima temporada pelo Dragão em 2025 e retorna por empréstimo do Botafogo-PB. 16 de 23
Sassá tenta finalização em Sergipe x Confiança — Foto: Sérgio Luís/ADC Sassá tenta finalização em Sergipe x Confiança — Foto: Sérgio Luís/ADC Floresta Para o início da Série C, o Floresta manteve a base da equipe, comandada por Leston Júnior , que disputou o Campeonato Cearense. Além dos atletas que já estavam, o Lobo realizou outras nove contratações. As novidades ficam por conta do goleiro Dheimison, os zagueiros Islan e Afonso, o lateral-esquerdo Caíque, o volante Jhony e Buga , o meia-atacante Garraty , além dos atacantes Jeam e Matheus Martins . 17 de 23
Leston Júnior segue no comando do Floresta — Foto: Lenilson Santos/Floresta EC Leston Júnior segue no comando do Floresta — Foto: Lenilson Santos/Floresta EC O Verdão da Vila Manoel Sátiro tem como principal objetivo, inicialmente, a permanência na competição para 2027 e, depois, a disputa por uma vaga na segunda fase da Terceirona. Ano passado, a equipe cearense atuou em 25 partidas na competição, somando oito vitórias, dez empates e sete derrotas. Maringá Fundado profissionalmente em 2010, o Maringá completou 15 anos em novembro do ano passado. Ao longo de uma década e meia, o Dogão construiu uma trajetória marcada por conquistas e uma ascensão notável nos últimos anos, inclusive brigando pelo posto de protagonista no futebol estadual. O Maringá acumula três vice-campeonatos paranaenses, tem participação frequente na Copa do Brasil e alcançou o acesso para a Série C do Brasileiro em 2024, um dos feitos mais marcantes do Dogão neste período. No ano passado, o time foi eliminado antes da reta decisiva. 18 de 23
Moisés Egert é apresentado como novo técnico do Maringá — Foto: Andressa Andrade/Maringá FC Moisés Egert é apresentado como novo técnico do Maringá — Foto: Andressa Andrade/Maringá FC Recentemente, o elenco passou por uma grande reformulação. Iniciou a temporada com Rodrigo Chipp, que deixou o clube após a campanha ruim no Campeonato Paranaense. Moisés Egert assumiu o comando do Dogão, que chegou até a quarta fase da Copa do Brasil. O elenco conta com nomes como o atacante Negueba , remanescente nas principais conquistas do Maringá e que vai para a terceira temporada no clube. Ypiranga O Ypiranga chega à Série C após ser eliminado pelo Inter na semifinal do Campeonato Gaúcho. Na Copa do Brasil, o Canarinho avançou até a terceira fase ao vencer o Ji-Paraná-RO por 2 a 0, mas acabou superado pelo Athletic-MG pelo mesmo placar na etapa seguinte. A equipe terminou a Série C na 10ª colocação em 2025. A estreia é contra o Figueirense , no Colosso da Lagoa, dia 4 de abril. Desde julho de 2025 no cargo, Raul Cabral conduziu o Canarinho à semifinal do Gauchão e conta com um time organizado para buscar uma campanha histórica na Série C. Aos 44 anos, o treinador soma passagens pelas Séries A e B, tendo comandado o Avaí em 2014 e 2015. Na Série C, Raul possui vasta experiência: esteve à frente do Tombense em três temporadas (com 51 jogos na competição) e já soma cinco partidas pelo próprio Ypiranga no campeonato nacional. 19 de 23
O lateral Cleiton terminou o campeonato com quatro gols marcados — Foto: Divulgação/Ypiranga FC O lateral Cleiton terminou o campeonato com quatro gols marcados — Foto: Divulgação/Ypiranga FC O lateral artilheiro Cleiton tem sido o grande nome do Ypiranga na temporada. Com quatro gols marcados no Gauchão, o atleta de 32 anos oferece excelente apoio pela direita e uma bola aérea perigosa. Risco de rebaixamento ⬇️ Anápolis Apesar de um Campeonato Goiano abaixo das expectativas, com uma singela sétima colocação na primeira fase e eliminação nas quartas de final, o começo de ano do Anápolis teve como principal destaque a Copa do Brasil. O time goiano venceu o Cianorte-PR na segunda fase e foi eliminado somente nos pênaltis contra o Sport, fora de casa, na terceira fase. A campanha rendeu R$ 1,7 milhão em premiação para o Galo da Comarca. O treinador Ângelo Luiz retornou ao Anápolis em dezembro do ano passado, após a ida de Luiz Carlos Winck para o Brasiliense. Anteriormente no Galo da Comarca, o profissional conquistou o vice-campeonato goiano de 2025, além do título de campeão do interior. O técnico tenta agora um bom desempenho no cenário nacional. No ano passado, em nove partidas na Série C, Ângelo somou sete empates e duas derrotas. Ele foi demitido no meio da competição. 20 de 23
Ângelo Luiz - técnico do Anápolis — Foto: Comunicação / Anápolis Ângelo Luiz - técnico do Anápolis — Foto: Comunicação / Anápolis Natural do interior do Rio Grande do Sul, Matheus Lagoa chegou ao Galo da Comarca em 2024. Desde então, consolidou-se como um dos principais destaques da equipe, participando do acesso da Série D para a Série C logo em seu primeiro ano, além de ter conquistado o vice-campeonato estadual. Em 2026, Lagoa já disputou 10 jogos e marcou seis gols após se recuperar de uma lesão. Figueirense O Figueirense chega para a Série C em meio a um cenário ruim dentro e fora de campo. Rebaixado no Campeonato Catarinense, 40 anos após sua primeira passagem pela 2ª divisão estadual, o clube teve aproveitamento de 36,11% na competição. Na Copa do Brasil, porém, surpreendeu ao chegar à 4ª fase. A eliminação veio com derrota por 1 a 0 para o CRB, campeão alagoano, no Estádio Rei Pelé lotado. Na partida, o time apostou nos contra-ataques, conseguiu segurar o adversário durante quase todo o jogo, mas sofreu o gol em jogada ensaiada de falta, perto da área. Na temporada, o Figueirense já fez 23 contratações e soma 44 jogadores sob contrato, o que resultou em um elenco inchado. Fora de campo, o clube também enfrenta instabilidade e crise institucional. A SAF está à venda, enquanto a mesa diretora não foi homologada e houve pedido de renúncia antes mesmo da oficialização do ato administrativo. A relação com a torcida também está desgastada, o que tem refletido na queda de público no Orlando Scarpelli. Márcio Zanardi assumiu o comando do time após a primeira fase do Campeonato Catarinense, já no início do quadrangular do rebaixamento. O desempenho ruim colocou o trabalho sob pressão desde cedo. O método adotado, com forte carga física e treinos intensos, impactou no aumento de jogadores no departamento médico nesta reta final do estadual, inclusive reforços recém-chegados. 21 de 23
Lucas Alves marcou o gol do Figueirense contra o Amazonas na Copa do Brasil — Foto: Fernando Vasconcelos Lucas Alves marcou o gol do Figueirense contra o Amazonas na Copa do Brasil — Foto: Fernando Vasconcelos Mesmo com pouco tempo de clube e apenas quatro atuações — três delas saindo do banco de reservas no intervalo —, o atacante Lucas Alves tem chamado atenção pelo bom desempenho. Artilheiro do Campeonato Paranaense pelo Foz do Iguaçu, com cinco gols em sete partidas, ele marcou o gol da vitória sobre o Amazonas, em Manaus, pela 3ª fase da Copa do Brasil. Também fez, de pênalti, um dos gols do Figueirense na derrota por 4 a 2 para o Avaí, pela Recopa Catarinense. Aos 23 anos, mostra versatilidade para atuar em diferentes posições do ataque e tem se destacado pela entrega em campo. Itabaiana O Itabaiana chegou para 2026 cheio de moral, com calendário cheio e no segundo ano seguido de Série C, após o 16º lugar no ano passado. Mas o começo até aqui não foi como se esperava, com as eliminações na semifinal do estadual e na segunda fase da Copa do Brasil, além de duas derrotas em dois jogos na Copa do Nordeste. Tudo isso gerou a necessidade de correções de rota, visando uma virada de chave para a terceira divisão. Depois de ser comandado por Roberto Fonseca e pelo interino Ferreira, o Itabaiana aposta em uma receita conhecida: Gilson Kleina está de volta. Ele foi o comandante tricolor nas 11 rodadas finais da Série C em 2025, ajudando a salvar o time do rebaixamento. Agora, com todo o campeonato pela frente, ele vem repetindo constantemente sobre a necessidade do time “mudar de patamar” e ter uma jornada mais sólida, sem tantos riscos. Ao todo, foram oito reforços trazidos para tentar modificar o cenário na terceira divisão. Mas o principal destaque é remanescente de 2025: o meia Dione , de 32 anos, articulador do time. Ele, inclusive, que fez o gol da permanência na Série C no duelo direto contra o ABC, na última rodada do ano passado. Outros nomes de destaque do elenco são o volante Karl e o atacante Luan Silva , ex-Amazonas. 22 de 23
Dione em treino do Itabaiana — Foto: Mateus Mendonça/AOI Dione em treino do Itabaiana — Foto: Mateus Mendonça/AOI Maranhão O Maranhão chega para a disputa da Série C atravessando um momento conturbado. A equipe maranhense não vence há quatro partidas, em confrontos que tiveram peso significativo ao longo da temporada. Um dos resultados mais marcantes foi a derrota para o IAPE, que custou o título do Campeonato Maranhense deste ano. Outro revés importante aconteceu diante do Ceará, na terceira fase da Copa do Brasil, resultado que selou a eliminação do Quadricolor da competição nacional. Marcinho Guerreiro segue no comando da equipe maranhense. O treinador chegou ao clube na temporada passada, quando conquistou o título estadual e o acesso à Série C. Apesar do momento instável, a diretoria do MAC confirmou a permanência do técnico à frente da equipe para a disputa da competição nacional. 23 de 23
Marcinho Guerreiro, técnico do Maranhão — Foto: Maranhão Marcinho Guerreiro, técnico do Maranhão — Foto: Maranhão O grande destaque do Maranhão na temporada é o meio-campista Vagalume , um dos artilheiros do time no ano e nome de forte protagonismo no elenco quadricolor. O jogador foi eleito o craque do Campeonato Maranhense e também recebeu o prêmio de Atleta do Ano do Troféu Mirante Esporte, considerado o “Oscar do esporte maranhense”. *Colaboraram com o guia: César Santana (Ituano), Diego Piovezan (Barra e Brusque), Eduardo Costa Andrade (Confiança e Itabaiana), Eduardo Moura (Caxias e Ypiranga), Fernando Vasconcelos Martins (Anápolis), Guto Marchiori (Maringá), João Fagiolo (Ferroviária), Joanderson Birino (Maranhão), Júlio Nascimento (Guarani e Inter de Limeira), Kássio Carneiro (Amazonas), Lucas Holanda (Santa Cruz), Luiz Gustavo Barbosa (Paysandu), Paulo Henrique Freitas (Figueirense), Samuel Conrado (Floresta) e Thayuan Leiras (Volta Redonda).