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Futebol Corinthians: MP usa ata sobre acordo da Arena em apuração sobre dívida Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo (SP) 05/09/2026 15h32 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O Ministério Público de São Paulo usa a ata da reunião do Conselho Deliberativo que aprovou, em junho de 2022, o acordo entre Corinthians e Caixa Econômica Federal para investigar possíveis diferenças nos valores da dívida da Neo Química Arena. O que diz a ata O UOL teve acesso à ata, que mostra dúvidas de conselheiros sobre a dívida e o acordo com a Caixa. Eles questionaram os valores usados, os critérios da negociação e a evolução do débito cobrado pelo banco. A investigação começou após o MP receber uma perícia feita por Anísio Costa Castelo Branco . O estudo aponta diferenças nos cálculos da dívida do estádio e foi incluído na apuração conduzida pelo promotor Cassio Roberto Conserino. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo O MP investiga como a dívida foi formada, os critérios usados pela Caixa na cobrança de 2019 e as condições da renegociação feita com o Corinthians em 2022. Na reunião de 2022, conselheiros questionaram os valores usados como base para o novo acordo. Eles tiveram dúvidas sobre os R$ 536 milhões cobrados pela Caixa em uma ação na Justiça aberta em 2019 e sobre como esse valor chegou ao montante considerado na renegociação, três anos depois. Os conselheiros também pediram explicações sobre os critérios financeiros usados no novo acordo. O s questionamentos ocorreram antes da aprovação da proposta. Entre os pontos discutidos estavam a origem da dívida, os encargos do financiamento e os critérios usados para definir os novos valores e condições do acordo. A ata também registra uma discussão sobre a mudança dos índices usados para calcular a dívida na renegociação. Segundo apuração do UOL, o questionamento foi feito por Rozallah Santoro, conselheiro que depois ocupou o cargo de diretor financeiro durante a gestão do ex-presidente Augusto Melo. Ele demonstrou preocupação com os possíveis efeitos da mudança dos índices sobre o crescimento da dívida no futuro. Na sequência, Roberto Gavioli, então diretor financeiro do Corinthians, apresentou argumentos a favor do modelo negociado com a Caixa. Continua após a publicidade Perícia reforça investigação Anísio Castelo Branco em entrevista ao UOL Imagem: Reprodução/UOL A perícia apresentada ao MP deu novo peso à investigação. O estudo aponta diferenças na forma como os encargos do financiamento foram calculados. A análise também diz não ter encontrado documentos que mostrem de forma completa como a dívida chegou ao valor cobrado pela Caixa na Justiça. Segundo o estudo, a Caixa cobrou R$ 536 milhões na Justiça em agosto de 2019. A perícia aponta diferenças nos critérios usados para chegar a esse valor. Continua após a publicidade O relatório também questiona uma multa aplicada sobre o valor cobrado e recomenda a apresentação de documentos que mostrem como a dívida evoluiu durante o financiamento. Os apontamentos levaram o Ministério Público a abrir a investigação. Entre os documentos analisados está a ata da reunião de junho de 2022, que registra as dúvidas dos conselheiros antes da aprovação do acordo que reorganizou a dívida da Neo Química Arena. Corinthians e perito têm cálculos diferentes Os números da perícia são diferentes dos cálculos feitos pelo Corinthians . O clube estima que a dívida, hoje na faixa de R$ 650 milhões, possa cair entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões. Com isso, o saldo ficaria entre R$ 450 milhões e R$ 500 milhões. A perícia de Anísio calcula que a diferença, atualizada até 2026, poderia chegar a aproximadamente R$ 460 milhões. O perito afirmou ao UOL que não é possível dizer que o estádio está quitado. Segundo ele, isso dependeria da confirmação dos dados usados no estudo. A diferença ocorre porque o Corinthians e o perito analisaram períodos e documentos diferentes. O estudo de Anísio considera documentos públicos disponíveis até 2019. Já o levantamento do clube inclui contratos, juros e renegociações posteriores, entre elas o acordo aprovado em 2022. Continua após a publicidade Mesmo com a diferença nos cálculos, o Corinthians convidou Anísio para participar da comissão interna que vai revisar a dívida da Arena. O convite foi feito pelo presidente Osmar Stabile durante uma reunião com o perito no Parque São Jorge, na quarta-feira (2). Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. 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