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Para o Vasco, a sexta-feira teve jeito de véspera em duas frentes: o compromisso com o São Paulo no Morumbis e, logo adiante, a semifinal continental. Pedro Emanuel avaliava poupar alguns titulares, enquanto o time, 14º colocado com 35 pontos e um jogo a menos, buscava respirar na tabela. [ , ] Entre as novidades, Colidio treinou e ficou à disposição após o susto muscular, e Loide Augusto voltou a ser relacionado depois de 14 meses longe de uma partida do clube. O calendário, porém, não dava trégua: a rotação do elenco era pensada com o Boca Juniors no horizonte. [ , , ] O Vasco levava vantagem de 1 a 0 sobre o Boca Juniors e, após uma disputa nos tribunais que atravessou o Rio e chegou a Brasília, teve mantido o Maracanã como palco da volta: o Superior Tribunal de Justiça não acolheu o pedido do Consórcio Fla-Flu. No apito, Jesús Valenzuela chegava cercado por lembranças incômodas para os argentinos, após decisões contestadas em jogos contra Cruzeiro e Fortaleza — um ingrediente a mais para uma noite já carregada de tensão. [ , ] Também houve espaço para a virada que começou na base: Matheus Curopos relembrou como as dificuldades do início da temporada ajudaram a moldar o grupo que conquistou a Copa Rio e, pela primeira vez, o Campeonato Brasileiro Sub-20. Na final, o Vasco reverteu a desvantagem diante do Palmeiras, com dois gols de Andrey Fernandes. [ ] Nos bastidores, Santiago Sosa ganhou destaque como voz de liderança, mesmo sem braçadeira, e a cobertura ainda trouxe uma nota menos festiva: o Vasco reconheceu na Justiça uma dívida de quase R$ 1,7 milhão com Ribamar, que deixou o clube em 2022. Entre a esperança da base, a estratégia para a sequência e as pendências antigas, o dia cruz-maltino foi um retrato de um clube vivendo ao mesmo tempo o impulso e o peso de suas várias batalhas. [ , ]