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Melhores momentos - Carlos Renaux 2x1 Joinville pelo quadrangular do rebaixamento estadual O Carlos Renaux, o Vovô do Futebol Catarinense — o clube mais antigo do estado — tem hoje o treinador mais jovem do Brasil. André Horta, de apenas 25 anos, estreou com vitória por 2 a 1 sobre o Joinville no Quadrangular do Rebaixamento. E parecia até roteiro de cinema: o Carrenô venceu de virada, com gol nos acréscimos de Welves, que tem a mesma idade do comandante e entrou no segundo tempo. +JEC sai na frente, e Carlos Renaux busca a virada no quadrangular do rebaixamento 1 de 5
André Horta em Carlos Renaux x Joinville — Foto: Richard Ferrari/@richardferrarifotos André Horta em Carlos Renaux x Joinville — Foto: Richard Ferrari/@richardferrarifotos De acordo com dados do Gato Mestre, Horta é o mais treinador mais jovem empregado em atividade no Brasil. O segundo da lista é Juliano Maia Ferreira, de 27 anos, que comanda o Horizonte. Confira o top 5 abaixo: André Horta, 25 anos - Carlos Renaux Juliano Maia Ferreira, 27 anos - Horizonte Gabriel Dutra, 29 anos - Avenida Maurício Carneiro, 32 anos - Galvez Pedro Chaves, 33 anos - Baré 2 de 5
André Horta, técnico do Carlos Renaux em estreia — Foto: Marlos Glatz/NSC TV André Horta, técnico do Carlos Renaux em estreia — Foto: Marlos Glatz/NSC TV +Confira a tabela do Campeonato Catarinense Perto de concluir o ensino médio, André decidiu conversar com a família e apostar no mundo do futebol. Se formou em Educação Física e concluiu todas as licenças da CBF. Ele passou um mês na Inglaterra e fez estágio na base do São Paulo e também no profissional do Tricolor paulista, quando Luis Zubeldía treinava o clube. — Fiquei 14 dias na Barra Funda. Aprendi muita coisa, vi muita coisa com estrelas como Oscar e Luciano e entendi melhor como funcionava o dia a dia deles. Depois disso, teve uma rápida passagem pelas categorias sub-13 e sub-14 do União São João, também de São Paulo. Antes da Copa SC de 2025, André Horta chegou ao Carlos Renaux para ser auxiliar técnico de Diego Corrêa. Após a competição estadual, treinou o sub-17 do clube de Brusque e, no início deste ano, voltou a atuar como auxiliar no Campeonato Catarinense. Diego Corrêa deixou o clube antes da última rodada da primeira fase, e o analista de desempenho Gabriel Silveira assumiu o Carrenô. Após apenas quatro jogos, Gabriel recebeu proposta do Al Riyadh para ser auxiliar e analista na Arábia Saudita. Com isso, o Vovô decidiu apostar no novato André Horta para comandar a equipe na reta final do quadrangular da “morte”. 3 de 5
André Horta e Diego Corrêa, ex-técnico do Carlos Renaux — Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução André Horta e Diego Corrêa, ex-técnico do Carlos Renaux — Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução O jovem se mostrou grato pela oportunidade e relembrou uma “profecia” do pai. — Tive a oportunidade de assumir o time e estou muito feliz com tudo o que estou conquistando. Eu me preparei. Meu pai sempre dizia: “Filho, vai acontecer muito rápido para você”. Eu olhava para ele e perguntava: “Pai, será?”. E aconteceu. Agora é desfrutar. Temos mais dois jogos para tentar salvar o Carlos Renaux e mantê-lo na primeira divisão. No elenco, há dez jogadores mais velhos que o novo treinador. O que poderia ser um problema virou trunfo, segundo André. 4 de 5
André Horta em formação na CBF Academy — Foto: Rees Sociais/Reprodução André Horta em formação na CBF Academy — Foto: Rees Sociais/Reprodução — Tenho uma proximidade muito grande com eles. Sempre tentei ser alguém que senta, conversa, brinca. Falei com os mais experientes e pedi ajuda. A gente depende dos jogadores. Com os mais novos, falo mais a mesma língua. É mais fácil conversar com alguém de 21 anos do que alguém de 60 tentando entender um garoto de 21, porque o mundo mudou. Sobre inspirações ao redor do mundo, André Horta cita Jürgen Klopp, Abel Ferreira e Fernando Diniz, mas ressalta que busca aprendizado em todos os treinadores. 5 de 5
André Horta ao lado de Fernando Diniz — Foto: Redes Sociais/Reprodução André Horta ao lado de Fernando Diniz — Foto: Redes Sociais/Reprodução — Sobre meu estilo, é algo que me perguntam muito e ainda tenho dificuldade de responder. Para mim, o estilo depende das características do elenco. Não consigo simplesmente dizer que vou jogar no 4-4-2 ou no 3-5-2. Procuro encontrar as melhores soluções dentro do grupo que tenho. Com a vitória sobre o Joinville, o Carlos Renaux segue vivo na luta para permanecer na elite catarinense. Na quinta e penúltima rodada, o clube enfrenta o Marcílio Dias, novamente na Arena Simon, em Brusque. O jogo está marcado para a próxima quinta-feira, às 19h30. Mais notícias do esporte catarinense no ge.globo/sc