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Voz do setorista: Corinthians fecha abril com déficit de R$ 168 milhões O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, recebeu camisas do Corinthians na tarde deste sábado. + Siga o canal ge Corinthians no WhatsApp Mamdani foi presenteado após citar Sócrates e a Democracia Corinthiana durante um programa divulgado pela prefeitura da cidade na semana passada. As camisas foram entregues por Rafael Castilho, diretor cultural do Corinthians , Vinicius Cascone, ex-diretor jurídico do clube, e pelo ex-jogador e um dos símbolos do movimento que marcou o futebol brasileiro na década de 1980, Walter Casagrande, em evento realizado na cidade de Nova York. 1 de 2
Prefeito de Nova York recebe camisa do Corinthians após citar Democracia Corinthiana — Foto: Reprodução/Instagram Prefeito de Nova York recebe camisa do Corinthians após citar Democracia Corinthiana — Foto: Reprodução/Instagram 2 de 2
Prefeito de Nova York recebe camisa do Corinthians após citar Democracia Corinthiana — Foto: Reprodução/Instagram Prefeito de Nova York recebe camisa do Corinthians após citar Democracia Corinthiana — Foto: Reprodução/Instagram Mais notícias do Corinthians : + Corinthians chega a um mês da janela sem propostas e com meta de vendas + Corinthians quita dívida com Talleres e evita novo transfer ban Na ocasião, Zohran Mamdani, abordou o início da Copa do Mundo, que tem os Estados Unidos como uma das sedes, e lembrou o engajamento político de Sócrates, meio-campista que defendeu o Corinthians entre 1978 e 1984 e disputou 298 partidas pelo clube. O prefeito de Nova York concluiu mencionando a Democracia Corinthiana. — Eu tenho pensado ultimamente sobre Sócrates, não o antigo filósofo grego, mas o maestro do meio-campo brasileiro. Sócrates jogou pelo Brasil nos anos 1970 e 80, incluindo a Copa do Mundo de 1982, onde capitaneou a seleção. Estes foram anos difíceis no Brasil. Uma junta militar repressiva governava o país, impondo seu domínio pela força. — No Corinthians , o clube que capitaneou Sócrates e seus companheiros participaram do que os brasileiros comuns chamavam democracia. Eles começaram um experimento de autogoverno chamado Democracia Corinthiana. Quer você fosse o centroavante estrela ou trabalhava na lavanderia, você tinha um voto. — E enquanto a ditadura militar estava torturando e assassinando seus cidadãos, Sócrates liderou os jogadores para o campo, usando jaquetas com as palavras ‘Eu quero votar para presidente’ nas costas. Conforme nos preparamos para celebrar a Copa do Mundo aqui em Nova York, estamos celebrando o esporte que deu a milhões de pessoas em todo o mundo, tanto povos e esquerdistas, um senso de pertencimento, uma conexão com seu vizinho, um sentimento de solidariedade compartilhada. — O futebol criou movimentos, ajudou a derrubar ditadores, e por 90 minutos de cada vez, não apenas nos permitiu esquecer nossos problemas, mas encontrar maneiras de superá-los. Que belo jogo. + Leia mais notícias do Corinthians O que foi a Democracia Corinthiana? A Democracia Corinthiana foi um movimento ocorrido no início da década de 1980, que teve a luta pelo fim da ditadura militar no Brasil como uma das principais bandeiras. Sócrates, Wladimir, Casagrande, Zenon e outros ex-atletas do Timão participaram da campanha pela volta do direito ao voto para presidente, o que não acontecia desde 1960. Além disso, o Corinthians passou a ser gerido de uma forma revolucionária. Decisões importantes no dia a dia do clube, como contratações, escalações e regras internas eram decidias em conjunto. Todos os votos tinham o mesmo peso, do roupeiro ao técnico da equipe. 🎧 Ouça o podcast ge Corinthians🎧 + Assista: tudo sobre o Corinthians na Globo, sportv e ge 50 vídeos