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Análise dos Times

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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Prepare-se para a Copa do Mundo com 64 seleções Mauro Cezar Pereira Colunista do UOL 28/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Jogadores do RD Congo comemoram o gol da virada sobre Uzbequistão: Copa com 48 seleções Imagem: Getty Images Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A polêmica ampliação da Copa do Mundo para 48 seleções significou a maior mudança no torneio desde a expansão para 32 times em 1998. Inchaço. Como tudo na vida, apresentou pontos positivos e negativos. A fase de grupos ficou mais, digamos, inclusiva, já que a partir de agora o mata-mata seleciona os melhores, ou quase. Com essa farra de vagas, mais seleções de confederações menos competitivas, como as da África, Ásia, Concacaf e Oceania, tiveram oportunidade de participar, inclusive com vários representantes. Em tese, isso fortalece o futebol nessas regiões e realiza o sonho de milhões de torcedores pelo mundo. Do ponto de vista econômico — algo obviamente muito relevante para a Fifa —, mais participantes significam um maior número de países torcendo ativamente. E mais dinheiro. Afinal, isso amplifica o interesse comercial, a audiência global e a receita. Milly Lacombe Copa da espetacularização da impunidade Josias de Souza Falta Bolsonaro se posicionar em barraco Mauro Cezar Prepare-se para a Copa do Mundo com 64 seleções Tatiana Farah O impasse de Lula e Flávio em Minas O certame passou a ter 104 partidas contra as 64 do formato anterior. Isso proporcionou mais momentos memoráveis, surpresas e exposição para jogadores de seleções menores. Sim, mas também gerou jogos ruins, equipes fracas em campo e jogadores de nível técnico inferior. Com a classificação de até três times por grupo, a disputa ofereceu privilégio evidente para aqueles que disputaram por último o cotejo derradeiro daquela etapa da Copa. Times que entraram em campo sabendo exatamente do que precisavam para, por exemplo, beliscar uma vaga de terceiro colocado. É fato que, com mais vagas, o nível médio das seleções caiu, com mais jogos desequilibrados, placares elásticos e menor competitividade em várias pelejas da fase de grupos. Os atletas, que já disputam uma temporada exaustiva nos clubes, chegaram ainda mais fatigados, aumentando o risco de lesões e diminuindo o espetáculo. No formato antigo, proporcionalmente mais jogos tinham real peso. Agora, com tantos times, algumas partidas da fase inicial perderam importância emocional e atratividade para o público. Além disso, sediar uma competição de 48 seleções exige mais estádios, hotéis, transporte e segurança. Isso gera custos mais elevados, congestionamentos e pressão sobre a infraestrutura. Voltando ao campo, algumas seleções que se classificaram tinham pouca chance real de competir, o que transformou parte do torneio em uma espécie de fase preliminar ampliada. Continua após a publicidade Foram pertinentes as críticas ao formato com classificação dos terceiros colocados. Isso permite até que duas equipes entrem em campo sabendo o necessário para ambas se classificarem. Como acabar com isso? Dando fim à classificação dos "melhores" terceiros colocados. E qual o antídoto? Há duas opções: voltar ao modelo com 32 participantes ou ampliar ainda mais o número de seleções para 64. Adivinhe o que, provavelmente, vai acontecer? Siga Mauro Cezar no X Siga Mauro Cezar no Instagram Siga Mauro Cezar no Facebook Continua após a publicidade Inscreva-se no Canal Mauro Cezar no YouTube Siga Mauro Cezar no Threads Siga Mauro Cezar no BlueSky Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Mauro Cezar Pereira por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Russell vence pela primeira vez desde março e Verstappen bate Antonelli Juca: 'Não tenho medo nenhum do Japão, mas da Noruega eu tenho medo' Falta ao barraco de Michelle com Flávio uma posição de Bolsonaro Neonazista brasileiro condenado por assassinato é preso na Itália Luiza: 'História de Cabo Verde está manchada por acusação de estupro'