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Zubeldía diz que vive o pior momento no Fluminense O Fluminense perdeu de virada para o Independiente Rivadavia, na noite desta quarta-feira, por 2 a 1, no Maracanã, em jogo pela 2ª rodada da fase de grupos da Libertadores. São duas partidas na competição e nenhuma vitória, o que deixa a equipe sob risco de não avançar às oitavas de final (tem dois jogos como visitante em sequência). Foi o suficiente para o técnico Zubeldía reconhecer a má fase da equipe e o pior momento sob sua gestão. Há um contexto, claro. Na partida anterior pela Libertadores, o Tricolor empatou com o La Guaira. E, pelo Brasileirão, perdeu o clássico para o Flamengo. São quatro partidas sem ganhar. O treinador assumiu o clube em setembro do ano passado. Fluminense 1 x 2 Independiente Rivadavia | Melhores momentos | Libertadores 2026 — Sem dúvida, este é o momento de maior dificuldade e temos que superar. Os motivos eu não sei dizer. Estamos disputando o Brasileirão, um torneio muito duro, e a Libertadores também. Temos que ser melhores, mas não sei dizer como agora. Sobre o jogo de hoje pontualmente, fomos inseguros em duas jogadas que nos custaram os três pontos. + Atuações do Fluminense: Fábio, Samuel Xavier e Canobbio são os piores em derrota; dê suas notas 1 de 2
Zubeldía em entrevista coletiva — Foto: Marcello Neves / ge Zubeldía em entrevista coletiva — Foto: Marcello Neves / ge Para o técnico Luis Zubeldía, o Fluminense foi superior no jogo, mas perdeu em jogadas pontuais. O time abriu o placar com Guilherme Arana, mas cedeu o empate em jogada aérea com Sartori. No segundo tempo, Arce decretou a virada em lambança no setor defensivo. — Por distintos fatores (mudanças no time). Me parece que a equipe, em grande parte do primeiro tempo, teve volume de futebol, um gol com uma jogada construída, com Arana pela esquerda, Samuel pela direita... E creio que grande parte da partida foi isso. Tivemos muito controle da bola, buscando alternativas no ataque. Foram jogadas pontuais em cima do marcador, e isso, sem dúvidas, é um golpe forte para um domínio que tivemos nas últimas partidas. Primeiro, na bola parada, e no segundo também, uma jogada pontual, eles se colocaram na frente com 2 a 1. Forçaram o domínio para buscar a vitória. Creio que foram jogadas pontuais e conseguiram os três pontos. Mas o domínio, claramente, fomos nós que tivemos. Zubeldía diz que Fluminense precisa melhorar para classificar na Libertadores + Fábio entende protestos da torcida do Fluminense em derrota: "O torcedor está com toda razão" O Fluminense é o terceiro colocado no Grupo C da Libertadores. No dia 30 de abril, enfrenta o Bolívar em La Paz. Veja outras respostas do treinador: Alterações no segundo tempo: — A do Wesley Natã são cinco, dez minutos que precisa abrir o campo, fazer jogadas individuais. Alguns jogadores conseguem êxito, outros não. Não tem muita lógica. Quis abrir o campo e resolver situações de um contra a um. Acho que ele entrou bem, com atitude, mostrou personalidade, coisa que faz no treino. (Saída do Hércules) Quis soltar um pouco mais o Martinelli, ganhar um jogo aéreo com o Bernal. 2 de 2
Zubeldía em Fluminense x Ind. Rivadavia pela Libertadores — Foto: André Durão / ge Zubeldía em Fluminense x Ind. Rivadavia pela Libertadores — Foto: André Durão / ge Savarino e Ganso atuando juntos: — Creio que até o gol, havia muito um jogo bom de controle, de troca de passes, atacando por fora e por dentro. Algumas jogadas um pouco mais aceleradas. Me parece que, com o resultado negativo, tudo é visto como ruim. É lógico, lógico. Mas repito: o Independiente Rivadavia leva uma vitória com duas ações muito, muito pontuais. Depois, em certa parte do segundo tempo... Primeiro, pelo desespero, erramos talvez o caminho para ter oportunidades. Tivemos as nossas oportunidades. No primeiro tempo, até uns 35, a equipe havia tido não apenas o controle do jogo, mas segurança. Depois do gol, já estivemos um pouco mais inseguros. Acho que o segundo gol parte de uma insegurança defensiva nossa. A partir daí, tudo se complica contra uma equipe (Rivadavia) que vem trabalhando bem, apesar de não ter o mesmo nome de outras equipes, está tendo uma boa temporada. Gostei dessa associação entre Savarino e Ganso, porque tivemos futebol ao menos no que tentamos no primerio tempo. No nosso gol, fica claro o exemplo de circulação de um lado para o outro para o Arana fazer a jogada. Ignacio no lugar do Jemmes e ausência do Lucho Acosta: — O Lucho tem uma característica muito pessoal. É um meia-atacante com drible, com muitas assistências. Não é fácil, não há outro jogador com a mesma característica. Apesar da ausência importante, temos que solucionar. Não podemos ficar nessa de "se não tem o Lucho então não podemos ganhar". Não podemos permitir isso. Temos alternativas e apesar de ter perdido hoje, não passou pela ausência de Lucho. O que me preocupa são os erros pontuais que o rival aproveitou. Buscamos alternativas, chutamos de longe, cruzamos... Mas duas situações pontuais nos fizeram perder. — A derrota não passou pela ausência de um outro (Ignácio e Jemmes), não passou por aí a partida. Passou pelos nossos erros, que devemos solucionar. Os gols são os que mandam, e o rival terminou ganhando. + Torcida chama o Fluminense de "time sem vergonha" e protesta contra o presidente Por que Millán ainda não estreou pelo Fluminense? — Eu o pedi, junto a todos que trabalham no clube. Nos ofereceram o Millán, aceitei. Me pareceu um jogador que pode entregar ao Fluminense. Ele vai jogar. Se não na próxima partida, na outra, mas vai jogar. Como lidar com a moral após sequência sem vitórias — No Brasileirão, temos que voltar ao caminho das vitórias a partir de organização, de recuperar a confiança com e sem a bola. Repito que, hoje, os dois gols que sofremos foram ações pontuais que me pareceram que poderíamos ter feito melhor. Essas ações te acomodam, te fazem perder a confiança. Até o primeiro gol, jogamos com segurança, tranquilidade. Em algumas, resolveu mal, mas, em grande parte, teve o controle, por 30 ou 35 minutos. Depois, entramos em 10 ou 15 minutos de desespero, e isso nos está jogando contra . Então, para o anímico, temos que voltar a jogar bem, a ter ordem e segurança com a bola porque o resultado tem que chegar. Há dez dias, diziam que o Fluminense era a equipe que jogava melhor. Agora, parece que está tudo mal. A nível de resultado, claro, é um momento muito ruim. Mas também temos que recobrar a memória. Se todo mundo elogiava a gente há dez, 15 dias atrás, é porque também somos isso. Temos que recuperar. Como recuperar o ânimo da equipe: — Temos que internamente conversar, corrigir e recuperar a memória de dias atrás. Contra o Corinthians, quando ganhamos aqui, comentamos que tinha que seguir crescendo. Agora estamos numa sequência ruim, temos que assumir. Estamos juntos e demonstrando jogo a jogo que podemos recuperar como equipe. Gols bobos sofridos: — Não é culpa de um ou outro jogador. Como equipe, temos que solucionar. De forma pontual, perdemos pontos nos últimos jogos por essa situação. Hoje, apesar de ser uma partida diferente do que contra o Flamengo, a diferença foi claramente nessas duas ações pontuais (dos gols do Rivadavia). De resto, dentro de uma partida difícil de Copa, contra uma boa equipe, tivemos o controle de todas as ações. Essa é a parte a corrigir e avaliar claramente. Conhecia o time argentino? Esperava um resultado mais tranquilo pelo fator casa? — Olha, assim como na Argentina pode soar um pouco desconhecido o Mirassol, aqui pode soar um pouco desconhecida esta equipe para quem não está na Argentina. Hoje, é o líder da tabela geral do Argentino, acima do River Plate, e, se não me engano, o time com mais gols a favor. Se você me perguntar como foi o domínio, o desenvolvimento da partida, vou te dizer que foi melhor que o Rivadavia, não deixou ele crescer, mas duas ações pontuais, uma bola parada e um contra-ataque de bola parada da nossa equipe, terminaram definindo a partida. É uma equipe que faz gols e não necessita do domínio para gerar gols. Não é casualidade o que fazem no futebol argentino. Não merecíamos perder ou empatar, mas estamos nisso, em que há insegurança defensiva. E isso faz com que a gente sinta como equipe. O que pode falar à torcida e como blindar vestiário da pressão? — O futebol é incrível. Essa pressão externa, não sei desde quando surgiu. Há pouco tempo, dez dias ou algo assim, jogamos contra o Corinthians e estava tudo (bem). Não sei quando se criou essa pressão externa. Pode ser pela mudança de data do clássico (Fla-Flu), mas isso é algo que já foi esclarecido. Temos que virar a página, senão terminamos nos prejudicando. Estar jogando um futebol onde todos estavam contentes, tínhamos uma sequência histórica no Maracanã... A equipe não só ganhava, mas ganhava com argumentos. Há uma comunicação muito boa entre todas as áreas do clube. O torcedor, até pouco tempo atrás, estava gostando de como a equipe jogava. Então temos que voltar a estar juntos nessa etapa. Creio que todos merecemos, apesar da sequência ruim. Merecemos não nos autodestruir, mas o contrário. Sair em frente, mostrar iniciativa, um funcionamento seguro para começarmos a retomar os resultados positivos. Há muito caminho adiante. Motivo pela baixa criação do Fluminense — Contra o Flamengo eu não sei se criou pouco. Não sei quantas finalizações foram contra o Flamengo. Hoje não tivemos situações de mano a mano, foi uma equipe que se fechou bem. Tentamos, mas parece que a diferença esteve nessas duas ações de se esperar algo mais. Foram duas partidas distintas. Contra o La Guaira, sim. Vínhamos jogando mais. Creio que não passa por aí. Estávamos um pouco mais inseguros defensivamente. — Nós temos que recuperar o nível que tínhamos. Temos um bom elenco e temos que centralizar na parte futebolística. Se dentro de campo a equipe vai bem, do lado de fora podemos transmitir que estamos bem. Mas se a equipe vai mal, isso também é transmitido. Temos que voltar a fazer o que fizemos. Nem sempre vamos ganhar jogando bem, mas precisamos recuperar um pouco da memória. Situação complicada no grupo da Libertadores — Há dois anos, fui o segundo melhor entre os classificados gerais. O melhor foi o Palmeiras, e depois o São Paulo. E, ainda assim, não te garante nada. O Botafogo terminou como segundo e definiu todas suas partidas como visitante. Para mim, o importante nesta etapa, no mês de abril, é poder encaminhar a classificação e levar o Brasileirão nas primeiras colocações. O ideal teria sido ter quatro pontos e retomar o Brasileirão como estamos. Não ocorreu, mas temos como classificar. Se como primeiro ou como segundo, o que importa é classificar, estar nas oitavas de final. Mas, para isso, claro, temos que somar pontos. Na minha cabeça, não é problema ser primeiro ou segundo, é classificar. Sempre foi assim. O próximo compromisso do Fluminense é contra o Santos, domingo, às 16h, na Vila Belmiro, em jogo pela 12ª rodada do Brasileirão. Mais Escalados 1 ª rodada Carregando Dados... ...... SIGLA SIGLA 0000000000 Carregando Dados... ...... SIGLA SIGLA 0000000000 Carregando Dados... ...... SIGLA SIGLA 0000000000 Escalação completa arrow_forward + O mercado do Cartola vai fechar! Monte seu time agora! + Compre já seus ingressos para os jogos do Fluminense + ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Fluminense no WhatsApp 🗞️ Leia mais notícias do Fluminense 🎧 Ouça o podcast ge Fluminense Assista: tudo sobre o Fluminense no ge, na Globo e no sportv