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Futebol O que o novo 'mantra' da arbitragem diz sobre atuação do VAR no Brasileirão Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 22/07/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Em uma TV colocada na entrada da central do VAR da CBF, no Rio, uma frase vai e volta constantemente: "A decisão de campo permanece correta, a menos que haja evidência clara de que está incorreta". O movimento é estratégico. Esse foi o mantra adotado pela comissão de arbitragem para ser fixado na mente dos árbitros de vídeo que atuam nos jogos do Brasileirão. Mensagem sobre atuação do VAR no centro de excelência da arbitragem Imagem: Igor Siqueira/UOL Gustavo Miller Harry Styles e a bolha das residências: vai estourar? Wálter Maierovitch Flávio pode ser cassado se continuar com ataques Josias de Souza Flávio aprende com pai e comete o mesmo erro Alexandre Borges Questionar as urnas é admitir a derrota A comissão de arbitragem quer, em geral, um processo de tomada de decisão mais curto. Não é para os árbitros discutirem interpretação. Se não há evidência, a decisão de campo precisa prevalecer, de acordo com quem comanda a arbitragem. Pode parecer algo óbvio, mas é um recado de que o órgão quer se livrar de um debate entre os árbitros que por vezes se estende à beira do campo, na área de revisão, ou mesmo dentro das cabines. A ideia é fazer com que a interferência do VAR seja sempre em lances muito claros de equívocos e não necessariamente em uma zona cinzenta, que não tenha imagens claras para gerar mudança de decisão tomada inicialmente em campo. "Em vez de procurar o erro, o VAR tem que começar a avaliação dele partindo do ponto de que o árbitro acertou. Com a busca de ângulos e velocidades, se ele não encontrar acerto, ele vai encontrar evidência de erro", disse o gerente do VAR, Péricles Bassols, que agora também é vice-presidente da comissão de arbitragem comandada por Sandro Meira Ricci. Na reta final de ajustes e preparativos para a implementação do impedimento semiautomático no Brasileirão, o time VAR ganhou mais uma ferramenta para que debates subjetivos apareçam menos. A tecnologia vem para trazer uma sensação maior de segurança. De todo modo, o termo semiautomático vem justamente porque ainda é necessária a validação humana para a marcação feita pelo software. Continua após a publicidade Mas a cultura que a comissão quer implementar vai além do tema impedimento. Sandro tem repetido em entrevistas que quer "menos arbitragem e mais futebol". O que isso significa? Evitar que equívocos desvirtuem o olhar do jogo para o que os árbitros fizeram ou deixaram de fazer. Dentro desse escopo, a comissão considera importante o recado colocado na TV da central do VAR e repetido nos treinamentos dos árbitros. "Normalmente, decisões mais polêmicas de futebol, navegam em um ambiente cinza. Se não tiver evidência no erro, o VAR não deve tocar nessa decisão. É essa a filosofia que a gente espera que árbitros e VAR entendam. Queremos estabelecer um critério único. Não é algo fácil", acrescentou Bassols. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Palmeiras aumenta para R$ 160 milhões proposta por Danilo, do Botafogo Fala de Flávio sobre urnas é uma aposta no 'TSE amigo', avalia ala do STF Flamengo já tem 'sim' de Almada e agora busca acerto com Atlético de Madrid Urnas eletrônicas usadas no Brasil não foram fabricadas pela Smartmatic Memphis toma frente em negociação com Corinthians e freia outras conversas