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Esporte Futebol Copa do Mundo Como Copa do Mundo com 64 seleções pode transformar economia do futebol Ossian Shine e Michael Church Em Dallas (EUA) 21/07/2026 09h33 Deixe seu comentário Presidente da Fifa, Gianni Infantino, chega ao estádio para a final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina19 de julho de 2026 REUTERS/Agustin Marcarian Imagem: Agustin Marcarian/Reuters A primeira Copa do Mundo com 48 seleções mal terminou, mas o presidente da Fifa, Gianni Infantino, já admitiu a possibilidade de que o maior torneio do futebol do mundo possa, um dia, crescer ainda mais — uma mudança que pode alterar fundamentalmente a economia do esporte. Em entrevista a uma televisão suíça durante o torneio, o presidente da Fifa afirmou que uma Copa do Mundo com 64 seleções está entre as ideias que podem ser analisadas assim que a edição de 2026 terminasse, reabrindo o debate sobre até que ponto o principal evento do esporte pode, de fato, crescer. As implicações logísticas de uma nova expansão são óbvias. Um torneio maior exigiria mais estádios, mais hotéis, mais transporte e, muito provavelmente, mais tempo. Felipe Salto Que tal copiar a força-tarefa do BC americano? Carla Araújo Eleitor vê ato de Moraes sobre Flávio como político Milly Lacombe Copa expôs as vísceras apodrecidas do poder Casagrande Futebol brasileiro vive em um universo paralelo Mas as implicações financeiras poderiam se mostrar ainda mais significativas. Ao facilitar a classificação para muitas das maiores nações do futebol, um torneio com 64 seleções poderia reduzir o valor comercial das eliminatórias para o Mundial, ao mesmo tempo em que aumentaria a importância do próprio evento principal da Fifa. Se as emissoras atribuírem menos valor às eliminatórias, as seis confederações regionais do futebol poderiam se tornar cada vez mais dependentes das distribuições da própria Fifa, transferindo potencialmente mais influência financeira e poder para o órgão regulador global. "Não acho que seja uma boa ideia para a própria Copa do Mundo, e também não é uma boa ideia para nossas eliminatórias. Portanto, não apoio essa ideia", disse o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, no ano passado. A posição do órgão regulador europeu não mudou desde então. O presidente da Confederação Asiática de Futebol, Sheikh Salman bin Ibrahim Al Khalifa, também manifestou oposição, questionando no ano passado até onde essa expansão poderia chegar. A Fifa não respondeu aos pedidos de comentário. "Acho importante que, quando se quer organizar uma Copa do Mundo, isso seja feito para o mundo inteiro não apenas para a Europa e a América do Sul", disse Infantino ao discutir a ideia de um torneio ampliado. "Se não dermos aos países menores a chance de participar da Copa do Mundo, eles perderão o incentivo para continuar melhorando". Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Victor Sá chora em apresentação no São Paulo e festeja: 'Honra estar aqui' Fratura na prótese peniana: estudo brasileiro mostra o tamanho do problema Suspeitos transferiram R$ 8.000 e gravaram vídeos antes de matar empresário Capitã da PM chega morta em hospital e marido sargento é preso em BH Bebê dado como morto volta à UTI: como é protocolo de constatação de óbito?