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Levantadora Bruninha treina com a equipe principal do Brasil em Saquarema A seleção brasileira feminina de vôlei se prepara para mais uma temporada. Em 2026, estão no calendário a Liga das Nações (VNL) e o Sul-Americano, competição que distribuirá vaga olímpica. Entre as convocadas pelo técnico José Roberto Guimarães, Macris e Roberta são as donas da posição de levantadora. Mas, neste ano, a dupla ganhou uma nova companhia: Bruninha, que disputou a última Superliga pelo Maringá, foi convidada para integrar os treinos do Brasil e está inscrita na VNL. O primeiro jogo do torneio será nesta quarta-feira (3), às 20h, contra a Holanda, em Brasília. O sportv2 transmitirá. Aos 31 anos, Bruninha vive um recomeço. Em 2025/2026, a levantadora voltou às quadras depois de três temporadas de afastamento, por causa de uma suspensão por doping . No período sem jogar, se dedicou aos estudos e construiu carreira paralela ao vôlei. Mas manteve o desejo de retomar a trajetória no esporte, sonhando justamente com uma oportunidade na seleção. – Em nenhum momento parei de cuidar da parte física. Tinha muito claro na minha cabeça que eu voltaria a jogar vôlei porque amo, e não porque preciso. Então, estudei, me especializei, fiz várias pós-graduações. Mas amo isso aqui, gente. Eu não me vejo fazendo outra coisa. Tenho uma empresa de consultoria online junto com a minha esposa, mas sou obstinada e apaixonada por esse esporte. Quando decidi voltar, realmente me joguei de cabeça na preparação. Eu sabia que tinha essa lacuna de levantadoras no Brasil e que eu poderia receber uma oportunidade – disse Bruninha, em entrevista ao ge , durante o período de treinos da seleção em Saquarema, no Rio de Janeiro. + Veja a tabela da Liga das Nações Feminina de vôlei de 2026 + Nyeme leva filha aos treinos e celebra volta à seleção: “Não achava que ia ser convocada” + CBV divulga novos uniformes das seleções brasileiras para a temporada 2026; veja imagens 1 de 4
Bruninha, à direita, e Roberta, à esquerda, em treino da seleção feminina de vôlei — Foto: Lucas Espogeiro Bruninha, à direita, e Roberta, à esquerda, em treino da seleção feminina de vôlei — Foto: Lucas Espogeiro A “lacuna” citada pela atleta está relacionada ao fato de Macris e Roberta, hoje aos 37 e 36 anos, respectivamente, não terem a presença ameaçada em convocações. O técnico Zé Roberto, em algumas oportunidades, se mostrou preocupado com a renovação da posição de levantadora , sem nomes que pudessem tomar o lugar das veteranas. Nos últimos anos, algumas jogadoras receberam a oportunidade de trabalhar com a equipe principal do Brasil, como Vivian, Kenya e Marina Sioto. Em 2026, essas três levantadoras estão integradas à seleção B, que disputará a Copa Sul-Americana, em julho, no Peru. Continuam no radar de Zé Roberto, mas Bruninha se considera em vantagem: – Acredito que não tenha hoje no Brasil alguém no nível de Macris e Roberta, com essa experiência internacional. Venho tentando correr atrás do prejuízo para igualar essas meninas. (Em relação a outros nomes) Estando com a seleção principal, fico um passinho à frente. O que aprendi em um mês aqui talvez valha como um ano de aprendizado. Por ser um pouquinho mais baixa, preciso evoluir em outros fundamentos e busco isso. Posso treinar o dia todo – comentou a levantadora, que renovou com Maringá ( a equipe está de mudança para Londrina ). 2 de 4
Bruninha em ação pelo Maringá Vôlei — Foto: Hedgard Moraes/Minas Tênis Clube Bruninha em ação pelo Maringá Vôlei — Foto: Hedgard Moraes/Minas Tênis Clube O esforço e o desempenho de Bruninha nos treinos são valorizados por Zé Roberto. Em conversa com o ge depois de uma atividade da seleção em Saquarema, o técnico explicou o convite feito à levantadora. Ainda ressaltou que, apesar de ter 1,70m, estatura baixa para a média do vôlei, a atleta consegue ajudar no bloqueio. – A Bruninha fez uma boa temporada pelo Maringá e mereceu ser vista, receber essa oportunidade aqui. É uma jogadora guerreira, batalhadora. Corre o tempo inteiro, se dedica muito. Não tem a mesma altura da maioria das atletas, mas compensa em outros fundamentos. Apesar de ser baixa, tem um bloqueio que não se pode menosprezar. Ela se desloca rapidamente, se posiciona bem na defesa, treina levantando e saltando o tempo inteiro – analisou Zé. + Confira a lista de jogadoras inscritas por Zé Roberto na VNL de 2026 + Zé Roberto alerta sobre renovação na posição de Gabi: "A gente está carente em qualidade e altura" + Sassá é anunciada como auxiliar técnica de Zé Roberto na seleção feminina de vôlei 3 de 4
José Roberto Guimarães, técnico da seleção feminina de vôlei — Foto: Marcin Golba/NurPhoto via Getty Images José Roberto Guimarães, técnico da seleção feminina de vôlei — Foto: Marcin Golba/NurPhoto via Getty Images Os elogios do técnico não garantem a participação de Bruninha na VNL, nem no Sul-Americano. A levantadora e a oposta Sabrina, as duas convidadas para treinar com equipe principal do Brasil, viajaram com o elenco para Brasília, sede da primeira semana da Liga das Nações. As duas estão inscritas e aptas a jogar, mas a decisão final caberá a Zé e à comissão técnica da seleção. Entrando em quadra ou não, Bruninha tem prestígio com as companheiras de posição. Na temporada 2018/2019, a levantadora defendeu o Minas, que foi campeão da Superliga Feminina e também contava com Macris no elenco. – (A convivência na seleção) Tem sido incrível. Já conheço o jeito da Bruninha. Eu sempre dizia que ela tinha sido uma das duplas com quem mais gostei de trabalhar. Era uma troca muito boa. Sempre brincávamos muito, nos comunicávamos, tinha uma conexão. Então, está sendo muito bom reviver isso – contou Macris, ao ge . + Veja mais notícias relacionadas ao vôlei 4 de 4
Bruninha, à direita, e Macris, à esquerda, treinam juntas em Saquarema — Foto: Priscilla Basilio Bruninha, à direita, e Macris, à esquerda, treinam juntas em Saquarema — Foto: Priscilla Basilio Outra levantadora com bastante tempo de seleção, Roberta destacou as dificuldades que as atletas da posição podem encontrar e se colocou à disposição para ajudar Bruninha no que for preciso: – Fico muito feliz com a chegada da Bruninha. Nossa posição é complicada, requer experiência. Tem que entrar em quadra, sofrer, aprender com os erros, com os acertos. Espero ajudar. A Bruna é uma menina do bem. Está explodindo de alegria, e isso nos dá energia para tocar o trabalho. Além da estreia diante da Holanda, o Brasil ainda enfrentará República Dominicana, Bulgária e Itália na primeira semana da VNL, em Brasília. As etapas seguintes ocorrerão na Turquia e no Japão, enquanto a fase final será na China. Depois, em setembro, o Rio de Janeiro sediará o Sul-Americano, que dará uma vaga olímpica à seleção campeã.