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Análise dos Times

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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Copa com 48 seleções escancara o que não era para ser notado Milly Lacombe Colunista do UOL 28/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Torcida brasileira lota estádio da Filadélfia em jogo contra o Haiti pela Copa do Mundo de 2026 Imagem: Darrian Traynor/Getty Images Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Ficou mais divertido e aparentemente mais inclusivo. Uma Copa com 48 seleções em vez das usuais 32. Mais jogos, times historicamente excluídos, mais torcida, mais dias, mais atletas. Mais dinheiro. Muito mais dinheiro. Os caixas da FIFA reluzem não apenas por causa desse inchaço mas também porque o preço dos ingressos é obsceno. E aí temos um problema que deveria ofuscar o aumento da diversão: o embranquecimento do público presente. Tem uma explicação para essa consequência: vivemos dentro de um mundo construído a partir do colonialismo, essa prática que durou séculos, explorou África e Américas, saqueou a riqueza, empobreceu a população, escravizou milhões, exterminou outros milhões e, depois, provocou diásporas sem nunca ter resolvido a injustiça dos crimes cometidos. Muito pelo contrário. Tecnologias e guerras coloniais existem até hoje. Dentro de uma sociedade erguida sobre essas bases, encarecer é embranquecer. Temos mais times africanos e times sul-americanos e europeus de maioria negra - como a França -, mas u público é branco. Fica escancarado, fica impossível de não notar. Milly Lacombe Copa da espetacularização da impunidade Josias de Souza Falta Bolsonaro se posicionar em barraco Mauro Cezar Prepare-se para a Copa do Mundo com 64 seleções Tatiana Farah O impasse de Lula e Flávio em Minas Outra questão que fica escancarada: Vivemos um processo global de acumulação de renda por des-possessão - como explica o geógrafo David Harvey. O dinheiro sai da base e vai para o topo sem nenhum pudor, sem nenhuma cerimônia. As apostas, tão dominantes nessa Copa com mais partidas - fazem parte dessa transferência de renda. Mais jogos, mais apostas, mais deterioração social, mais desespero, mais pobreza, mais violência contra mulheres. Pensar nesses termos é notar que a FIFA, essa corporação que vai faturar cerca de 50 bilhões de reais com a Copa 2026, faz uso de voluntários para trabalhar para ela em Copas. Uma prática que pode não ser ilegal mas certamente é imoral. Mais times, mais trabalho não remunerado. O tratamento distinto dado a diferentes seleções, como a do Irã, a de Senegal e ao juiz da Somália - também revela as estruturas racistas em operação. Tudo podia ser visto na Copa com 32 times; mas com 48 seleções essas ordens de poder saltam aos olhos. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora CazéTV, Globo e SBT: saiba onde assistir aos jogos da 2ª fase da Copa Luiza: 'História de Cabo Verde está manchada por acusação de estupro' Resultado Quina de São João, concurso 7051: veja data, hora e onde assistir Estrangeiros tomam conta dos EUA e convencem americanos que a Copa é legal Polícia de SP prende 3 suspeitos de participação no ataque contra tenente