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Futebol Quais lições a seleção carrega ao longo de 24 anos de jejum na Copa Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 13/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira Imagem: Rafael Ribeiro/CBF A seleção brasileira estreia hoje na Copa do Mundo, às 19h, contra o Marrocos , acumulando 24 anos de jejum e alguns traumas em edições anteriores. Para quem prefere olhar o "copo meio cheio", são cinco Mundiais acumulando lições. E cada uma delas, além de sofrimento e lamento, deixa algum recado para que a geração de 2026 não caia na mesma armadilha de versões passadas da seleção. Na retrospectiva, quais foram os problemas de cada campanha? Juca Kfouri ICE não pegou Balogun e ele já é o artilheiro da Copa PVC EUA indicam grande campanha na Copa Milly Lacombe Marrocos é um dos times mais organizados da Copa Carla Araújo Reação de Fachin é importante para Moraes 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no 2006: Nada de oba-oba A Copa trouxe lições para a seleção antes mesmo do desembarque da delegação na Alemanha. Já na preparação em Weggis, na Suíça, o trauma veio de permitir uma seleção com tanto oba-oba e festa durante a preparação. A cena de uma torcedora invadindo o campo para abraçar Ronaldinho Gaúcho foi a mais marcante, tamanha a falta de privacidade. Quando a Copa começou, a expectativa pelo quadrado mágico virou frustração por medalhões acima do peso (Ronaldo e Adriano), mal tecnicamente (Ronaldinho Gaúcho) ou já em baixa física (como Cafu e Roberto Carlos). O frescor da juventude ficou sem espaço. O baile de Zidane e o gol de Henry tiraram a seleção nas quartas de final. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês 2010: O quartel também não é solução A seleção, então, partiu para o oposto. Com Dunga, o ambiente mais carrancudo. Proposta de fechar tudo, romper relações com a imprensa e se esconder por trás de um discurso de patriotismo e dedicação. Continua após a publicidade Mas faltou, além de jovens como Neymar e Ganso, controle psicológico na hora mais decisiva. Felipe Melo e Júlio César não se entenderam no primeiro gol da Holanda. Depois da virada, o volante deu com a sola da chuteira em Robben e foi expulso. Mais uma queda nas quartas. 2014: o 7 a 1 e a falta de repertório As lições do 7 a 1 da Alemanha levaram o futebol brasileiro para o divã. Houve uma reflexão profunda sobre o nível de preparo dos técnicos, representados pela figura de Felipão. O debate foi ampliado para formação de base e outros aspectos em que se percebia que "todo dia era um 7 a 1" no cotidiano brasileiro. De lição dentro de campo, evitar apagões e buscar mais repertório tático. Foi uma geração que não conseguiu aproveitar a transição de 2010 para 2014. Nada de Kaká, Adriano ou Ronaldinho Gaúcho. Neymar chegou como protagonista principal, mesmo já muito jovem. Para piorar, levou uma joelhada que o tirou do jogo contra a Alemanha. 2018: desatenção custa caro A reconstrução com Tite tinha recolocado a seleção de novo entre as favoritas. Mas na Copa, o técnico admitiu que demorou demais a abrir mão das próprias convicções. Poderia ter trocado jogadores de forma mais rápida, em um torneio de tiro curto. No mata-mata, o time cochilou no primeiro tempo. Quando percebeu, estava 2 a 0 para a Bélgica. Apesar de dominar na etapa final, parou no goleiro, perdeu uma chance de cara (aquele chute do Renato Augusto) e reclamou de pênalti (em Gabriel Jesus). Saiu da Copa nas quartas Continua após a publicidade A lição? No mata-mata, depois do 2 a 0, pode ser tarde demais. Neymar ainda virou meme por sair rolando tanto no gramado ao sofrer falta. 2022: Faltavam quatro minutos O trabalho de Tite deixou o time tão otimista para mais um ciclo que a seleção não conseguiu se adaptar ao jogo contra a Croácia. E, por falta de senso de urgência ou de percepção de que precisava controlar o resultado, até conseguiu abrir vantagem na prorrogação. Mas não "furou a bola". Faltando quatro minutos, se lançou ao ataque, tomou um gol de contra-ataque. Nos pênaltis, Rodrygo e Marquinhos perderam. Mais uma eliminação nas quartas. A lição? Assegurar um bom resultado a qualquer custo. O que 2026 nos reserva? Após um ciclo conturbado, Carlo Ancelotti teve um ano para preparar a seleção. Nessa Copa ampliada para 48 seleções, há um mata-mata a mais. A estreia, hoje, contra o Marrocos, às 19h (de Brasília), é diante de uma traiçoeira seleção africana, que está logo atrás do Brasil no ranking da Fifa e promete jogo equilibrado. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora EUA dominam Paraguai em jogo com 2 de artilheiro e gol de meia do Palmeiras Última abertura da Copa é 'dividida em duas' e tem Anitta por uma música Ana Paula critica VAR de EUA x Paraguai: 'Erro grosseiro e inadmissível' Artilheiro da Copa cresceu na Inglaterra e é do novo time de Filipe Luís Amazon afasta Rômulo Mendonça, que não narrará final da NBA amanhã