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Análise pré-jogo | Estados Unidos X Bélgica | Rodrigo Coutinho A decisão da Fifa de suspender o cartão vermelho do atacante Balogun, dos Estados Unidos, monopolizou, neste domingo, a entrevista coletiva da Bélgica, adversária da seleção americana. Um dos mais experientes do grupo, o goleiro Courtois admitiu a surpresa com a revogação, mas afirmou que a seleção belga havia traçado uma estratégia para o caso de o atacante jogar. — Nós nos preparamos para todos os jogadores. Ainda temos um treino hoje e mais meio dia de preparação. Nosso treinador de goleiros já preparou toda a análise, inclusive das cobranças de pênalti do Balogun e do perfil dele. Então, para nós, isso não muda nada. Estaremos prontos para a equipe que começar jogando e também para os atletas que entrarem durante a partida. No fim das contas, o futebol é disputado por muitos jogadores, e estaremos preparados para enfrentar qualquer um deles — afirmou o goleiro. + Bélgica se diz perplexa após Fifa suspender cartão vermelho de Balogun, dos EUA + Técnico da Bélgica se irrita com caso Balogun e ironiza a Fifa: "É 1º de abril?" 1 de 2
Thibaut Courtois, goleiro do Real Madrid, no empate da Bélgica com o Egito na Copa do Mundo — Foto: REUTERS/Agustin Marcarian Thibaut Courtois, goleiro do Real Madrid, no empate da Bélgica com o Egito na Copa do Mundo — Foto: REUTERS/Agustin Marcarian O atacante dos Estados Unidos tinha sido expulso contra a Bósnia, na segunda fase da Copa do Mundo. O cartão vermelho geraria uma sanção automática de um jogo de suspensão, segundo o Artigo 10.5 das regras da Fifa para a competição. No entanto, Folarin poderá enfrentar a equipe comandada pelo técnico Rudi Garcia na próxima fase, pois teve a punição revogada. Courtois também foi questionado sobre as quartas de final, e demonstrou sua preferência de rival, caso a Bélgica avance. — Sabemos que o jogo de amanhã será muito difícil contra a seleção anfitriã. No fim das contas, você tem o estádio inteiro torcendo contra você. Eles obviamente querem muito nos vencer, e nós também queremos vencer. Depois, o que acontecerá em seguida, você pode enfrentar Portugal ou Espanha, e acho que ambas podem ser consideradas favoritas. A Espanha, obviamente, é uma equipe que conquistou a Eurocopa há dois anos, é uma das favoritas, tem muitos jovens talentos, mas também jogadores experientes. É um grande adversário. Além disso, depois de onze anos jogando na Espanha, ela acabou se tornando uma segunda casa para mim. — Então, enfrentar a Espanha em uma Copa do Mundo seria algo muito bonito. Mas não vamos nos antecipar. Ainda faltam dois jogos: o nosso e o deles. Tomara que esse confronto aconteça; se não acontecer, veremos. 2 de 2
De Bruyne e Lukaku em Nova Zelândia x Bégica — Foto: REUTERS/Lee Smith De Bruyne e Lukaku em Nova Zelândia x Bégica — Foto: REUTERS/Lee Smith Courtois é uma das esperanças da Bélgica, que conta com outros medalhões, como Lukaku e De Bruyne, da chamada "geração de ouro". Jogadores que viveram o melhor momento com o país em 2018, quando chegaram à semifinal. Apesar da presença de nomes mais experientes, o goleiro considera a Bélgica uma seleção renovada. — O principal é que hoje somos uma equipe mais jovem. Muitos jogadores nunca haviam disputado uma Copa do Mundo. Alguns de nós temos experiência por já termos participado de várias edições. Da equipe de 2018, que chegou à semifinal, restaram poucos jogadores. Portanto, estamos vivendo uma nova fase. Ainda há alguns atletas da chamada ‘geração dourada’, como gostam de dizer, mas esta já é outra época — considerou. O duelo entre Bélgica e Estados Unidos está marcado para esta segunda-feira, às 21h, em Seattle. + Veja a tabela da Copa do Mundo + Simulador: como será a caminhada de cada seleção?