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Esporte Futebol Copa do Mundo Jornal: iraniano processa Fifa em R$ 5,2 bi por gol anulado e eliminação Do UOL, em São Paulo 02/07/2026 13h44 Deixe seu comentário Resumo Khalilzadeh, do Irã, marcou no fim da partida contra o Egito, mas o gol foi anulado por impedimento Imagem: REUTERS/Lisi Niesner Um cientista político iraniano entrou na Justiça dos EUA com uma ação bilionária contra a Fifa após a eliminação do Irã na Copa do Mundo, segundo o jornal britânico The Independent. O que aconteceu Lotfolah Kaveh Afrasiabi pede US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,2 bilhões) em um processo contra a Fifa, o presidente da entidade, Gianni Infantino, e dirigentes não identificados. A ação foi protocolada em 30 de junho em um tribunal federal de Boston, nos EUA, e o autor atua como o próprio advogado. O processo contesta a anulação de um gol do zagueiro Shoja Khalilzadeh na partida contra o Egito, em 26 de junho. Após revisão do VAR (árbitro de vídeo), o defensor foi considerado em posição de impedimento, e o jogo terminou em 1 a 1, resultado que classificou o Egito pela primeira vez ao mata-mata e eliminou o Irã. Sakamoto Fiesp ataca fim da 6x1 para garantir a manicure em dia PVC Henry é a voz da Copa e, para ele, Olise é o craque Alexandre Borges Direita woke é o principal inimigo de Flávio Bolsonaro Wálter Maierovitch Extradição de Zambelli pode ser negada de novo Afrasiabi afirma que houve discriminação e que a decisão do VAR foi errada e tomada de forma deliberada para impedir a vitória iraniana. Ele tenta obter status de ação coletiva em nome de até 91 milhões de iranianos e iraniano-americanos que, segundo a petição, teriam sido "abalados emocionalmente" com a eliminação. Em entrevista ao The Independent, Afrasiabi disse que o valor pedido pode até aumentar se o caso avançar. "Se eu acabar com jurados justos, eles podem até considerar um valor maior por causa do quão errada foi a má conduta da Fifa neste caso", afirmou. A Fifa foi procurada pelo jornal britânico e confirmou o recebimento do pedido de comentário, mas não respondeu até a publicação. Afrasiabi disse que tem 60 dias para notificar formalmente a entidade, que mantém escritórios em Miami. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês VAR marca impedimento em gol do Irã Imagem: Reprodução Quem é o autor da ação Afrasiabi, de 68 anos, mora em Massachusetts e já foi professor em Harvard, segundo o The Independent. Ele também atuou como conselheiro oficial da equipe iraniana de negociação nuclear durante conversas na gestão do ex-presidente Barack Obama. Continua após a publicidade Em 2021, ele foi preso sob acusação de atuar como agente estrangeiro não registrado do governo do Irã, o que ele negou. Dois anos depois, recebeu perdão do então presidente Joe Biden como parte de uma troca de prisioneiros entre EUA e Irã mediada pelo Qatar. O cientista político disse ao The Independent que a prioridade agora é cumprir a etapa de notificação do processo e enfrentar uma eventual tentativa de arquivamento. "Agora, minha primeira prioridade é notificá-los corretamente e, depois, ir para a briga quando eles apresentarem um pedido para encerrar o caso", afirmou. Acusações de tratamento desigual Ramin Rezaeian, do Irã, se lamenta após jogo contra o Egito Imagem: Reuters/Troy Wayrynen O autor do processo diz que a seleção iraniana enfrentou outras barreiras durante o torneio, além do gol anulado. A petição cita, por exemplo, negativa de vistos para ao menos 11 integrantes da delegação e restrições de permanência nos EUA. O texto também menciona a transferência da base de treinos iraniana do Arizona para Tijuana, no México. Para Afrasiabi, isso impôs dificuldades ao time e aos torcedores. Continua após a publicidade Ao The Independent, ele disse que o impacto do tratamento recaiu também sobre quem apoia a seleção. "Quando você trata o time como se fosse um potencial terrorista, você também está fazendo isso com as pessoas que o apoiam. Então, minha intenção é revidar contra a Fifa por maus-tratos e racismo, eles nunca fariam isso com um time europeu", declarou. O técnico do Irã, Amir Ghalenoei, também reclamou publicamente das condições impostas ao elenco. "Quando você joga uma partida, fisiologicamente o corpo fica em baixa depois. E quando, de repente, você tem que entrar direto em um avião para um voo de três horas, isso atrasa sua recuperação... O comportamento deles com a gente tem sido realmente terrível, e espero que o mundo saiba disso. Tudo isso nos machucou muito... e, claro, também temos uma guerra em casa", disse a jornalistas. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora 'VAR do Brasileirão invadiu a Copa': Colunistas debatem atuação de Claus 'Deixou jogo bonito de lado': jornal destaca mudança no Brasil de Ancelotti Como crise entre técnico, jogadores e federação derrubou Senegal na Copa Tenente da Rota baleado na cabeça foi monitorado por 97 dias, diz TV Diarista presa por matar idosos em BH disse que ficou 'encantada' pela casa